Nível alto do Guaíba preocupa moradores das ilhas

Vento Sul cria “efeito cascata” e gera problemas em diversos pontos da região Metropolitana

Ilhas de Porto Alegre estão em alerta devido ao nível do Guaíba | Foto: Samuel Maciel

Ilhas de Porto Alegre estão em alerta devido ao nível do Guaíba | Foto: Samuel Maciel

Passados os episódios mais fortes de chuva em Porto Alegre, o problema agora se concentra nas Ilhas, devido ao alto nível do Guaíba. O vento Sul, que soprou no início da noite desta segunda-feira e deve voltar na manhã de terça em Porto Alegre, forçará o aumento do nível da água, prejudicando moradores da região e criando um “efeito cascata”.

Pela manhã, o nível do Guaíba atingiu 2,01 metros no cais do porto pela manhã. Às 23h07min o nível era de 2,26 metros no local, conforme o sistema Metroclima, da Prefeitura de Porto Alegre – a situação é considerada “alerta” a partir de 2,1 metros. Já na região da Ilha da Pintada, o nível estava em 1,87 metro às 23h06. Lá o alerta começa a partir de 1,8 metro.

De acordo com a MetSul Meteorologia, o quadro se agrava en fyblçai di vento Sul devido ao escoamento das águas dos rios Gravataí e Sinos, represada com o Guaíba alto. A situação força ainda uma piora em Canoas e na bacia Gravataí. o “efeito cascata” também afeta moradores de Cachoeirinha, zona Norte de Porto Alegre e Alvorada:

“Se o vento virar (ir para Sul), teremos uma das maiores inundações da região das ilhas de Porto Alegre”, projetou o presidente da Colônia de Pescadores Z5, Vilmar Coelho, ainda pela manhã, ao acompanhar a chuva constante e o aumento gradual do nível do Guaíba. Segundo ele, que sempre viveu na região, a sensação é de apreensão com o comportamento do vento. “Já vi muita chuva e o Guaíba subir, mas nada dessa maneira. Não há intervalo. Chove sem parar”, resumiu ele, ao se referir à noite anterior.

De 21 estações meteorológicas em Porto Alegre, oito já registraram mais de 300 milímetros de chuva em julho. A média histórica mensal de precipitação neste mês na Capital é 121,7 mm.

Ilha da Pintada já sente os efeitos da cheia

Na ilha da Pintada os efeitos do excesso de chuva eram visíveis. Em vários trechos da avenida Nossa Senhora da Boa Viagem a água do Guaíba cobria o asfalto e avançava para dentro dos pátios das residências. Para chegar em casa, muitas pessoas precisavam entrar na água. “É o jeito. Tenho que chegar em casa”, comentou Gabriel Souza de Lima, que mora há poucos meses às margens do Guaíba. Ele recordou que a água vem avançando nos últimos dias e está preparado para uma inundação. “O jeito é levantar as coisas mais valiosas, como os eletrodomésticos. O resto damos um jeito depois”, afirmou.

Segundo a gestora do Centro Administrativo Regional (CAR) das Ilhas, Patrícia Salcedo, o monitoramento tem sido constante nos últimos dias. Ela afirmou que nenhuma família precisou ser removida, apesar de haver algumas localidades em que as casas estão ilhadas. “Há casos de algumas famílias que estão ilhadas, mas que não querem deixar as suas casas. Estamos monitorando”, ressaltou ela.

Em função do grande volume de chuva, a água avança sobre as casas em todas as ilhas. Às margens da BR 116, na Ilha Grande, as residências estavam ilhadas. Os deques das marinas que ficam na ilha dos Marinheiros praticamente desapareceram ao serem cobertas pelas águas.

Correio do Povo

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