Prefeitura admite déficit de 14 mil placas de rua

Seis mil danificadas serão trocadas após licitação, prevista para setembro 

Seis mil danificadas serão trocadas após licitação, prevista para setembro | Foto: Mateus Bruxel/ CP Memória

Seis mil danificadas serão trocadas após licitação, prevista para setembro | Foto: Mateus Bruxel/ CP Memória

A Prefeitura de Porto Alegre confirmou a falta de 14 mil placas com nomes de rua na Capital após ter se reapropriado, cerca de dez dias atrás, de parte do mobiliário urbano. Além dessas, outras seis mil terão de ser trocadas em função do desgaste do tempo ou por terem sido alvo de vandalismo. Desde a semana passada, o Executivo recuperou a posse de relógios digitais, totens e abrigos de ônibus (paradas cobertas) que eram explorados de forma ilegal, há mais de 20 anos, por meio de concessão amparada por liminares. A administração pública previa receber os equipamentos em funcionamento, mas parte dos relógios foi entregue desligada na Capital.

Com a retomada do mobiliário urbano, a Prefeitura pretende abrir uma licitação, em setembro, para que empresas interessadas disputem a exploração dos equipamentos, por meio de publicidade, e ainda garantam a instalação de placas de rua. É o que explica Arnaldo Guimarães, coordenador de um grupo de trabalho criado para tratar da questão. “O vencedor da licitação vai poder explorar a publicidade do mobiliário urbano, mas em contrapartida vai precisar trocar os abrigos de ônibus, garantir a manutenção dos equipamentos e colocar as placas de rua que estão faltando”, explica.

Guimarães garantiu, contudo que todas as vias de Porto Alegre dispõem hoje de pelo menos uma placa de identificação. Porém, em determinadas avenidas, o déficit passa de 50 placas, por exemplo.

Em agosto, uma audiência publica discute o tema. A intenção da Prefeitura é lançar o edital no mês seguinte. Apenas um vencedor vai poder explorar os bens de Porto Alegre, por 20 anos. A estimativa é de que a contrapartida para a colocação de placas de rua resulte em uma economia superior a R$ 1 milhão.

Lucas Rivas / Rádio Guaíba / Correio do Povo



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9 respostas

  1. Porque a Prefeitura não favorece os proprietários de imóveis das esquinas a colocarem placas de identificação de rua em seus predios por conta de um abatimento no IPTU, passando a obrigação da manutenção aos proprietários. Isso evitaria também a colocação de mais um mobiliário urbano nas calçadas já tão obstruídas.

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    • Melhor é cobrar o IPTU e fazer um contrato mais caro com empreiteiras, circulando mais dinheiro pelos cofres da prefeitura. Assim é mais fácil desviar e contratar mais CCs

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  2. Aleluia. Já era tempo de contratarem uma empresa pra fazer instalação e manutenção decente do mobiliário urbano. É ridículo o estado das paradas de ônibus e placas de ruas.

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  3. Na minha opinião poderia se aproveitar esta licitação para mudar a posição das placas. Em vez de ficarem “pra dentro” nas ruas, deveriam ficar “pra fora”, de modo que os motoristas conseguissem avistar de longe o nome da rua, sem ter que procurar dentro da rua. Não sei se me fiz claro… atualmente em todos os cruzamentos as placas acompanham a delimitação da calçada, mas eu acho que ficaria muito melhor se elas ficassem “voando” sobre a rua, um pouco mais altas do que estão hoje, a exemplo do que ocorre em Montreal.

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