Governo Sartori deve enviar proposta de alta de ICMS na próxima sexta-feira

Terceira fase de ajuste fiscal é mais impopular e deve encontrar oposição na Assembleia

 

Terceira fase de ajuste fiscal é mais impopular e deve encontrar oposição na Assembleia | Foto: Luiz Chaves / Palácio Piratini / CP

Terceira fase de ajuste fiscal é mais impopular e deve encontrar oposição na Assembleia | Foto: Luiz Chaves / Palácio Piratini / CP

A terceira fase do programa de ajuste fiscal gaúcho deve chegar à Assembleia Legislativa na próxima sexta-feira, dia 7 de agosto. Ela deferá conter as medidas mais impopulares propostas até agora pelo governo Sartori: aumento de ICMS e modificações na Previdência Pública estadual.

No ICMS, a alteração seria de 1% na alíquota básica do imposto, elevando a cobrança dos atuais 17% para 18%. O tarifaço também deve atingir os setores das telecomunicações, combustíveis e energia elétrica com um aumento de 25% para 30% na alíquota.

Sem confirmar ou negar as medidas nominalmente, o secretário da Fazenda, Giovani Feltes (PMDB), repassou o anúncio oficial para o governador José Ivo Sartori (PMDB) “no momento em que ele achar adequado”. “A Assembleia vai ser chamada nas próximas semanas para um conjunto de iniciativas. Algumas delas serão apresentadas na sexta-feira para reforçar o ajuste fiscal. Talvez todos nós tenhamos que abrir mão um pouquinho, senão não superaremos as dificuldades”, limitou-se a informar.

Contudo, convencer os deputados não será tarefa fácil. Tema que vem sendo alvo de debates na Assembleia desde os primeiros meses do ano, o aumento do ICMS tem posição contrária declarada por representantes dos diversos partidos da base. Parlamentares do PP e do PDT já se manifestaram avessos a tal medida. Nesta sexta-feira, um deputado garantiu que nem no PMDB, partido do governador, a matéria atinge consenso. “Hoje, uma votação do PMDB daria quatro a quatro”, descreveu.

Correio do Povo

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Categorias:Economia Estadual

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25 respostas

  1. Infelizmente as pessoas ainda tem esse pensamento que “pagam” os empregados da CEEE. Meus caros, a empresa é sociedade de economia mista, os empregados não são pagos pelo estado e sim pela empresa. Outro fato, todo ICMS que é arrecadado nas constas de luz vai direto pro estado, o que no caso das empresas privadas, o ICMS cai primeiro na conta da empresa, e após ela repassa para o Estado, e não precisamos ser muito espertos pra saber também que empresas privadas DEVEM para o Estado, não pagam, e quando pagam, é parcelado. Portanto, a CEEE contribui para o Estado, e não recebe nada em troca. Quanto ao atendimento, infelizmente a mídia não mostra o que acontece nas regiões atendidas pela RGE e AES Sul. Vamos tirar um exemplo pelas empresas de telefonia, atendimento péssimo, e quando se consegue atendimento é pelo 0800, quando somos atendidos por um computador, através de gravações.

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