Piratini lamenta “severas restrições à governabilidade do RS”

Governo Sartori divulgou nota e salientou perda completa da gerência dos recursos por parcela de R$ 263,9 milhões

 

Governo Sartori divulgou nota e salientou perda completa da gerência dos recursos | Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini/CP

Governo Sartori divulgou nota e salientou perda completa da gerência dos recursos | Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini/CP

O Governo do Estado divulgou nota, no fim da noite desta terça-feira, comentando o bloqueio financeiro do Banco do Brasil por conta do não-pagamento da parcela da dívida com a União. A administração Sartori lamentou “severas restrições à governabilidade do Estado”, que “perde completamente a capacidade de gerência sobre seus próprios recursos”.

Por conta do atraso de pagamento, ao menos R$ 60 milhões dos cofres do Estado foram congelados para garantir a quitação de um déficit de R$ 263,9 milhões. O governo estadual está, desta forma, impedido de repassar recursos inclusive a prefeituras e a fornecedores, assim como efetuar pagamento de precatórios e requisições de pequeno valor (RPVs).

A partir da situação de bloqueio das finanças, o Palácio Piratini reforçou o pedido de “compreensão” da população e das instituições gaúchas. “Em virtude da flagrante falta de dinheiro no caixa do Estado, clama pela solidariedade do Governo Federal e de todos os demais entes políticos e institucionais”, frisou a nota.

Confira a íntegra:

O Governo do Rio Grande do Sul informa que, no final da tarde desta terça-feira (11), o Banrisul foi notificado do bloqueio das contas do Estado em virtude do atraso do pagamento da dívida com a União.

Nossa decisão tomada ontem (10), de pagar integralmente a folha do funcionalismo público do mês de julho, decorreu de escolha diante da situação de emergência em que se encontram as finanças públicas estaduais.

A medida do Governo Federal é compreensível do ponto de vista formal, mas implica em severas restrições à governabilidade do Estado. Com o bloqueio das contas, ora anunciado, o Rio Grande do Sul perde completamente a capacidade de gerência sobre os seus próprios recursos.

O Governo do Estado continuará fazendo todo o esforço para construir o equilíbrio das contas públicas. Porém, em virtude da flagrante falta de dinheiro no caixa do Estado, clama pela solidariedade do Governo Federal e de todos os demais entes políticos e institucionais.

Correio do Povo



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10 respostas

  1. O governo petista anterior seguiu uma cartilha sinistra ditada pelo governo petista federal que acabou por levar o Rio Grande do Sul a esta humilhação. Eles é que devem ser cobrados! O que é isso? O Tarso passou o tempo todo entre afugentando empresas ou apoiando transferências das já instaladas para outros estados queridinhos e protegidos pelo governo federal, tudo conforme interessava aos seus mandantes de partido. Chegaram ao ponto surreal de permitir que a usina eólica de Xangri-lá sirva para a geração de milhares de empregos qualificados na Honda instalada em Sumaré, no já super industrializado estado de São Paulo, enquanto o Rio Grande fica ao sabor dos ventos cortantes. Com todos desmandos e falta de compromisso com o estado, ele agora se encontra enfraquecido e submetido a acordos canalhas que sacrificam suas divisas, comprometem seu desenvolvimento e um futuro melhor para o povo gaúcho, pobre povo aprisionado em déficits em todos setores. Os responsáveis tem de pagar por tantos barbarismos contra o valoroso Estado do Rio Grande do Sul e sua gente.

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  2. Até quando se vai ficar na discussão se a culpa da crise é do Tarso ou do Britto?

    Sabe que estava lendo uma critica da produção acadêmica do Brasil, e a falta de citações de projetos desenvolvidos no Brasil nas pesquisas no exterior, e a resposta era que a maioria da produção intelectual do Brasil está concentrada em construir o problema, observá-lo, explicar suas origens, mas existe pouco esforço no pensamento da operacionalização e resoluções.

    E essa questão da crise é um exemplo. 100% da população já entendeu que há uma crise. Já sabemos disso, não há novidade nenhuma nesse discurso. E agora, para onde vamos? Até agora tivemos a proposta de acabar com a Fundação Zoobotanica, que consome 0,04% do orçamento. Ok, depois de resolvermos esse falso problema do 0,04%, quando vamos realmente fazer os enfrentamentos necessários?

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    • Ai está, era pra ter sido o tema central das eleições, para que pudéssemos escolher alguém capaz de dar uma solução pro problema! Enquanto discutimos quem deu o tiro e o moribundo morre por hemorragia.

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  3. As pessoas ainda não entenderam que o estado ta falido.
    E não é uma coisa de um ou dois governos passados, já faz décadas, o único detalhe é que a bomba explodiu agora.

    Quem sabe se o RS se separar do Brasil, trocar o nome para Cuba do Sul, acho que assim o governo federal perdoa as dividas do estado, já que perdoou de outros países, fez empréstimos para tantos outros, mas deixou o próprio povo, do estado onde quase 50% da população votou neles.
    hahaha

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  4. Té 31 de dezembro tudo ocorria muito bem, existem diversas meneiras de resolver o problema de falta de dinheiro em caixa:

    Campanhas de redução de despesas em empresas publicas, redução de horarios de funcionamentos, redução de custas de combustiveis e viagens, redução de CCS.

    Tambem existe a possibilidade de aumentar impostos, como yeda e Riggoto fizeram.

    A unica coisa descabida de verdade é nao fazer nada, nao pagar nada e nao ter dinheiro para nada. Nunca vi um mendigo ficar rico só reclamando da sociedade e pedindo esmolas.

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  5. Se não é capaz de governar com as adversidades, renuncie. Até o papa já renunciou…

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  6. A eleição nunca acaba no Rio Grande do Sul.
    E ano que vem já tem novamente.
    Oremos..

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  7. Brasília não poderia perdoar as dividas do Rio Grande do Sul porque isso rebaixaria a nota do pais naquelas agencias que o Jornal da Globo adora noticiar.

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  8. Desculpa por repetir o comentário do post anterior: deixa de pagar esta dívida absurda com Brasília, que é parasita, sugadora. Governo do PT é centralizador de recursos, que depois desvia em mensalões e petrolões, tentando se manter no poder.

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