Mobilização histórica: Servidores constroem unidade inédita e iniciam greve geral

Assembleia unificada no Largo Glênio Peres reuniu mais de 35 mil servidores de todas as categorias do serviço público do RS. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Assembleia unificada no Largo Glênio Peres reuniu mais de 35 mil servidores de todas as categorias do serviço público do RS. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Esta foi a manchete do SUL21.

Mas todos os jornais, obviamente, noticiaram no final desta terça uma das maiores mobilizações de servidores estaduais da história do Rio Grande do Sul.

Iniciando o chamado “plano libertário” com atrasos e parcelamentos nos salários dos funcionários públicos do RS, o Governador Sartori torna-se impopular e extremamente autoritário ao anunciar o corte dos pontos de todos que aderirem a greve de 3 dias decidida ontem.

São impressionantes as imagens de hoje!!!

Deixarei aqui as principais manchetes dos jornais do RS:

CORREIO DO POVO:

Greve dos trabalhadores estaduais deve afetar rotina

Sartori anuncia corte de ponto de grevistas

ZERO HORA:

VÍDEO: o dia em que os servidores decretaram greve (vale a pena ver)

Resposta do Cpers“Se não pagar, poderá piorar as coisas”

SUL 21:

Mobilização histórica – Servidores constroem unidade inédita e iniciam greve geral; Sartori anuncia corte do ponto

O SUL:

SARTORI DIZ QUE CORTARÁ O PONTO DE SERVIDORES GREVISTAS

 

 

 

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GILBERTO SIMON
EDITOR DO BLOG PORTOIMAGEM



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13 respostas

  1. 35 mil.
    Meio exagerado, assim como toda a matéria. Eu no lugar deste governador colocava é todos na rua.
    Cambada de sem noção, egoístas.
    Querem o seu a todo o custo, o estado com as finanças em frangalhos e eles ficam fazendo greve e mais greve ainda por causa do parcelamento que aconteceu, conforme reconheceu o poder judiciário, por motivo de força maior, já que o Estado não dispunha de meios de realizar o pagamento.
    Essas associações sindicais partidárias e idiotas ideologizadas são uma Máfia travestida.

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    • O judiciário tem que concordar né? O salário deles nunca atrasa.

      Estado que não paga segurança pública por mim pode fechar, isso é atividade fim.

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    • O estado com a economia em frangalhos e o Legislativo e Judiciário aprovaram aumento astronômico para eles próprios no início do mandato, não vetado pelo Executivo (e entendo os motivos, pois o governador ficaria sem governabilidade em caso de veto, embora fosse obter um bom apoio popular).
      Agindo desta forma, como o Governo vai querer que o funcionalismo entenda o aperto no bolso deles? Se os próprios governantes não dão o exemplo.

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  2. Coisa ridícula essa paralisação, bem de boa. O salário de vocês já tá em dia. Portoimagem, não é autoritário cortar o ponto. Pelo contrário, a regra legal de qualquer greve é a suspensão do contrato de trabalho, portanto: não trabalha, não ganha. O único jeito de uma greve ser remunerada é por acordo coletivo ou por decisão da justiça que determina que a greve foi legítima. Nesse caso, não está sendo: eles já tão com o salário em dia.

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    • Concordo que tem que cortar ponto.

      Mas está em dia como assim? Esse mês foi parcelado, e não vi ninguém garantido que mês que vem não será parcelado (ainda mais agora com contas bloqueadas). Óbvio que a pressão é para que não parcelem.

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      • Felipe, esse mês foi pago (depois de ter sido parcelado), por isso que falei que tá em dia. Mês que vem provavelmente o Sartori vai boicotar a dívida com a união logo de cara, pra evitar mais paralisações. Agora, a situação do RS é complicada porque ninguém vai se dispor a ceder na área do funcionalismo público e estatais. O estado tá preso a isso, só ver o abraço à fundação de sapucaia, o choro quando se cogita privatizações, o ranço que se inicia quando se ideia sobre a venda de áreas do estado, como aquelas do parque Itapuã que já tem matéria nesse blog sobre a militância ambientalista. Pra manter a máquina pública saudável, alguém vai ter que pagar a conta, logo, o setor privado. Esperem só o saldo de empregos do Rio Grande do Sul nos próximos meses, é ladeira abaixo. E é bem capaz do governo aumentar imposto pra aumentar a receita a curto prazo só pra não deixar a máquina pública magoadinha e assim entrar num ciclo vicioso de diminuição da arrecadação a longo prazo pq o setor produtivo vai fugir, indo pra outros estados e se o cenário se desenhar em todo o país (como vem acontecendo), vai fugir do próprio país. Adeus capital financeiro, não é isso que a gente quer? Mas quando eu percebo que os gaúchos não enxergam isso, que a politização gaúcha se resume a fazer mais e mais exigências, só me vem uma ciosa na cabeça: bem feito, a gente merece o futuro que tá se desenhando.

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      • Desculpa cara, mas não dá pra exigir que o funcionalismo concorde com arrochar os próprios salários se os governantes, que deveriam dar o exemplo, ampliam os próprios vencimentos acima da inflação mesmo com a situação caótica como está. Como os políticos vão exigir compreensão se fazem exatamente o contrário?

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      • Eu não alivio a gestão do Sartori, achei ridículo o que ele fez em relação ao parcelamento, os servidores estáveis deveriam ser os últimos atingidos com o corte de gastos e tampouco contesto o direito de fazer greve; só to achando fora de contexto essa paralisação pós-pagamento do salário. E to ainda mais indignado com o que ele pretende fazer que é aumentar imposto sobre o consumo de energia, que atinge o consumidor, e o ICMS, que traz a perda de competitividade ao estado e pode desencadear a fuga de empresas, acarretando desemprego e no fim a diminuição da própria arrecadação. Agora, constatado isso, em algum lugar ele vai ter que cortar. O mais sensato seria – além do reajuste na previdência como aconteceu em âmbito federal pra aliviar as contas do futuro; privatizar as estatais e como ele anunciou as fundações . Desopila. Faz um acordo pra manter os servidores estáveis vinculados por um período determinado, condicionado a efetividade e desempenho. Mas isso ele também não pode fazer de imediato pelos entraves legais (como plebiscito) e a oposição maciça da mídia e parte dos gaúchos que não tão nem aí pra economia ou finanças públicas, só querem saber de vestir camiseta vermelhar e lutar por “seus direitos”. Então, continuem tratando a máquina estatal como uma santidade intocável, que pra ela se manter de pé vai ter que sugar do setor produtivo, iniciando um ciclo que só vai gerar mais crise. De quebra, de Brasília não vem nada; um estado que exporta 40% do que produz aos cofres do governo federal não recebe um acalanto ou nem mesmo diálogo. É rir pra não chorar.

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      • Eu acho que todas medidas que estão sendo tomadas são péssimas. Tanto aumentar imposto quanto, sei lá, acabar com a zoobotânica. Quanto isso vai poupar? Resolve o que?

        Se não renegociarem dívida como fez a prefeitura de SP e não mexerem na previdência do estádo não resolvem nada. Outras coisas me soam como empurrar o problema com a barriga.

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  3. AVISO AOS INTERESSADOS

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    GILBERTO SIMON
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  4. O governo não tem nem moral pra cortar o ponto desse pessoal, já que não está pagando em dia.

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  5. Os governos são reféns da máquina. Nós somos reféns do governo. O próximo passo é assaltarem-nos novamente. Me admiro como o coletivo não se considera altamente ofendido com este estado de coisas. Temos a humilhante postura de escravos, perante um sistema cuja razão de existir somos nós mesmos.

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