Agosto tem redução histórica na violência do trânsito

Segundo Cappellari, ações permanentes em educação contribuíram para o avanço    Foto: Faby Vargas/Divulgação PMPA

Segundo Cappellari, ações permanentes em educação contribuíram para o avanço    Foto: Faby Vargas/Divulgação PMPA

O mês de agosto finalizou com uma redução de 53,33% em vítimas fatais no trânsito da Capital, na comparação com o mesmo período do ano passado, um fato histórico nos dados representativos da violência na circulação da cidade. Os números, até 31 de agosto, foram divulgados nesta quarta-feira, 2, pela Coordenação de Informações de Trânsito da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Foram registradas sete mortes contra 15 em agosto do ano passado; 12 em 2013; 11 em 2012 e 20 em 2011.

Houve uma redução de 18,95% em feridos (628 em 2014 contra 509 em 2015). Aconteceu um aumento de 5,82% em acidentes (1.654 neste ano contra 1.563 em 2014). A frota de Porto Alegre subiu de 805.755 (2014) para 814.901 (2015), de acordo com dados do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS).

Em relação aos sete primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, igualmente houve redução: menos 26,09% em vítimas fatais (68 em 2015 contra 92 em 2014); menos 15,64% em feridos (4.732 a 5.609); menos 26,83% em vítimas fatais com motos (30 a 41); menos 22,22% em vítimas fatais por atropelamentos (28 a 36). Aumentou em 9,08% o número de acidentes (13.713 em 2015 contra 12.571 em 2014).

Para o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, os dados comprovam uma evolução positiva no comportamento de condutores e pedestres no dia a dia da circulação. “Todos nós lamentamos qualquer número que sinalize violência do trânsito, mas os dados atuais representam uma clara mudança de comportamento, com mais respeito e conscientização nas relações entre as pessoas”, afirmou.

Segundo Cappellari, contribuíram para este avanço as ações permanentes em educação, com o envolvimento intenso de multiplicadores para o trânsito seguro; as atividades em fiscalização, em blitze diárias dos agentes, com apoio também dos equipamentos eletrônicos; além das medidas em engenharia de tráfego de qualificação da circulação.

Bicicletas –  Os dados da EPTC apontam, também, uma expressiva redução neste ano na acidentalidade com bicicletas. Até o final de agosto houve uma vítima fatal, representando redução de 75%, em relação aos quatro casos em 2014. Nos anos anteriores o número de mortes com ciclistas no trânsito da cidade foi de cinco em 2013; quatro em 2012 e quatro em 2011. Em 2015 ocorreu redução de 7,27% em acidentes com ciclistas na comparação com 2014 (153 a 165); menos 7,78% em feridos (154 a 167).

O diretor-presidente da EPTC ressalta, também, a queda significativa na acidentalidade com ciclistas. “É um fato que devemos comemorar, pelo esforço da prefeitura na construção de espaços exclusivos de ciclovias, algo novo na história da cidade, além das ações educativas permanentes e de fiscalização para uma convivência harmoniosa entre todos, uma missão do conjunto da sociedade.”

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:acidentes de trânsito

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12 respostas

  1. Ninguém trabalhando, ninguém pra atropelar.

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  2. Capellari diz que é a educação que eles dão, Haddad diz que é a redução da velocidade. Obviamente nem uma delas explica o que aconteceu de fato. Ou a atividade econômica influenciou ou os engarrafamentos tão piores mesmo! hehe

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  3. Apesar da incompetência geral da EPTC, temos mortos e feridos!
    No meu ponto de vista, A velocidade média na cidade diminuiu por causa dos engarrafamentos, ai aumenta acidentes, mas diminui mortos e feridos. E relação as bicicletas, já foi observado em diversos países que quanto mais ciclistas nas ruas, menor o número de acidentes, mortos e feridos.
    Talvez se a EPTC não tivesse tomado nenhuma “medidas em engenharia de tráfego de qualificação da circulação”, tivéssemos ainda menos mortos e feridos, o dia do Capelari largar a boca vai chegar!!!

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  4. Se nada for feito, haverão anos onde 1 ciclista morre e outros anos onde 10 morrem, não se pode fazer analise de tendência com tão poucos casos. Por isso que um estudo sério se volta para o número de acidentes (que esta na casa dos 153 e teve redução de 7). Vejam que no geral houve aumento de 9% passando para 1654 acidentes. A causa dos acidentes sem vítimas tem quase as mesmas razões dos acidentes com vítimas. Logo, a causa do acidente deve ser combatida e é aqui que o agente de transito trabalha. Simples assim. Depois que o acidente aconteceu, a morte será uma questão probabilística (envolvendo zona de impacto e etc) cujas circunstâncias o agente de trânsito já nem atua (a menos que ele tome medidas para ajudar o Samu). Quando a amostra é muito pequena (muito menor que 30) não conseguimos atribuir uma analise matemática, não faz sentido dizer em “redução de 75% nas mortes, caindo de 4 para 1.” Poxa, aqui não há estatística, de 4 para 1 a EPTC não consegue nem falar sobre o que ela fez para reduzir a morte dos ciclistas, isso é só um valor “estocástico”. Ano que vem pode ser que morram dois ciclistas e quero ver a EPTC falar que “as mortes passaram de 1 para 2 com um aumento de 100% na mortalidade”.

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  5. Esqueceram de comentar que a maioria dos carros atualmente são muito mais seguros, com ABS e airbag….

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    • Claro, mudou horrores isso de um mês para outro.

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      • Pelo visto tu não leu a matéria.

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      • Pelo jeito segue levando tudo no literal né?

        Ok:

        Claro, mudou horrores isso de um ano para o outro.

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      • Mas enfim, essa história da tecnologia é a mesma desculpa para justificar velocidades de 60km/h (ou mais) dentro das cidades, pena que a experiência mostra que não é suficiente. As “peças” que realmente causam acidentes (motoristas, pedestres, etc) não são mais seguras e seguem causando os mesmos erros.

        Em estradas já me parece mais válido, daí estamos falando apenas de motorizados.

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