Comerciantes questionam planos da prefeitura para o Viaduto Otávio Rocha: ‘sem segurança é impossível atrair turistas’

Os pequenos negócios são uma das principais marcas do Viaduto Otávio Rocha, um dos principais monumentos de Porto Alegre há 82 anos | Foto: Guilherme Santos/Sul21

Os pequenos negócios são uma das principais marcas do Viaduto Otávio Rocha, um dos principais monumentos de Porto Alegre há 82 anos | Foto: Guilherme Santos/Sul21

A prefeitura de Porto Alegre apresentou na semana passada imagens do projeto de restauração do Viaduto Otávio Rocha, no centro da Capital. Apesar de ainda não haver nem prazo para o início da obra, a ideia é que a revitalização possa transformar a área em um pólo turístico e de comércio revitalizado. Sem saber o que será feito deles, os comerciantes que ali estão se mostram descrentes sobre a obra e sobre o potencial do local para, de fato, atrair turistas.

As cerca de 25 lojas em operação no Viaduto Otávio Rocha compõem um dos ambientes comerciais mais peculiares de Porto Alegre. As portinhas de madeira da construção, um dos cartões postais do centro há 82, são de antigos negócios, todos pequenos, como sebos, vendedores de discos, de chás, lancherias, relojeiros, barbeiros, artesanatos, bolsas, consertos, chaveiros, xerox, carimbos. Locais que guardam um pouco da história da cidade.

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Reforma sem previsão de data

Ideia da prefeitura é pintar o viaduto com tinta anti-pichação | Foto: Guilherme Santos/Sul21

Ideia da prefeitura é pintar o viaduto com tinta anti-pichação | Foto: Guilherme Santos/Sul21

A Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) apresentou na última semana as imagens do projeto de restauração do Viaduto Otávio Rocha, que prevê novas instalações elétricas, hidráulicas e pinturas anti-pichações para o viaduto.

Também está prevista uma sala de segurança com câmeras, iluminação com lâmpadas de LED, piso adaptado para portadores de deficiência e a recuperação dos banheiros. “Corrigiremos os problemas de infiltração, que não foram sanados na última reforma, concluída em 2001. Também investiremos na iluminação do pavimento e criaremos um local de monitoramento para trazer mais segurança, disse o secretário Mauro Zacher na apresentação do projeto.

O plano da prefeitura é tornar o viaduto um pólo turístico e gastronômico da cidade. Contudo, ainda não se sabe como ficará a situação dos comerciantes que têm negócios no local, alguns deles há mais de 40 anos.

O custo estimado da obra é de R$ 33 milhões, mas como a prefeitura ainda não possui recursos garantidos para a reforma, ainda não há data para seu início.

Moradores do bairro reclamam da ocupação dos espaços do viaduto por pessoas em situação de rua | Foto: Guilherme Santos/Sul21

Moradores do bairro reclamam da ocupação dos espaços do viaduto por pessoas em situação de rua | Foto: Guilherme Santos/Sul21

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Luís Eduardo Gomes – sul 21

Clique aqui para ler a matéria integral (bem extensa e com muitas fotos).



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Restaurações | Reformas

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3 respostas

  1. Isso é um fato.

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  2. “Polo Gastronômico” ao lado de um dos maiores corredores de ônibus de Porto Alegre.
    Tá que eu vou lá…pra ficar surdo?

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  3. Pessoa em “situação de rua” é uma pessoa comprida com faixas onde os carros passam por cima dela? Pra tirar morador de rua do viaduto só forçando a morar em albergue. Quem se droga, mija e caga na rua e nas praças merece cuidado e tratamento. Por que não constitui vadiagem? Ou exposição indevida? Poder omisso…

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