Após temporal, preços de lonas e telhas disparam em Porto Alegre

Diretor do Procon da Capital informou que equipes fiscalizam as lojas

Lonas que antes custavam R$ 35 estão sendo vendidas por R$ 70 | Foto: Alina Souza

Lonas que antes custavam R$ 35 estão sendo vendidas por R$ 70 | Foto: Alina Souza

Depois de tantos estragos por causa do temporal da madrugada dessa quinta-feira na Capital, as pessoas atingidas correram para as ferragens e lojas de material de construção atrás de lonas e telhas. Muitos estabelecimentos estavam sem os materiais e os que tinham estoque aumentaram o preço. A aposentada Sirlei Santos, 64 anos, disse que não encontrou telhas no bairro Humaitá onde mora e o filho trouxe do bairro Rubem Berta. Segundo ela, a unidade custava R$ 35 e ele adquiriu por R$ 70. Diante da necessidade, teve que pagar o valor. “Coloquei uma lona onde faltava. Vou precisar de quatro telhas, mas tenho que esperar o preço baixar”, lamentou.

• Moradores de Canoas reclamam do aumento no preço da lona

O diretor-executivo do Procon Porto Alegre, Cauê Vieira, informou que as equipes de fiscalização mantêm o trabalho de rotina, verificando as práticas dos estabelecimentos e continuará o serviço no final de semana. Um trabalho de conscientização dos empresários ocorreu na quinta-feira para alertar que o preço abusivo é crime. “Existe a lógica de mercado. Aumenta a demanda, aumenta o preço, o que não pode é um estabelecimento se aproveitar de uma situação de necessidade e da falta no mercado para elevar abusivamente.” Denúncias podem ser feitas pelo site do Procon.

Karina Reif – Correio do Povo



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8 respostas

  1. PROCON não entende que é justamente o maior lucro na venda destes produtos em falta que fará não faltar para ninguém e a demanda ser atendida mais rapidamente. Desta forma os donos de ferragem se esforçarão para buscar eles mesmos material em outras regiões, frequentemente pagando mais caro pelo produto e transporte.

    É de uma ignorância econômica enorme punir isto. Caso consigam, o pessoal desses bairros terão de buscar material em outras localidades, possivelmente em outras cidades o que será muito pior.

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    • Se alguém não quiser pagar mais caro, é só pegar seu carro e comprar mais longe e economizar comprando mais longe e deixar as ferragens próximas para quem não tem transporte.

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    • O estado não pode fazer caridade com o dinheiro alheio, esta é a minha queixa. As pessoas devem fazer isto espontaneamente, se assim desejarem. Se o estado quiser ajudar, que este compre material e leve para lá ao invés de tabelar preços. Já vivemos isto no passado e sabemos as consequências.

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  2. Felizmente que existe quem seja solidário: um comerciante estava DOANDO lonas para quem vinha a sua loja. Grande diferença em relação aos que aumentam o preço justamente quando a população mais precisa do produto.

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    • Fico feliz com quem é solidário, eu também seria.

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      • Então fica sem sentido o que falaste antes né????

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      • Absolutamente não Gilberto.

        Não é pq eu não fumo que eu defendo a proibição do cigarro. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Só defendo o direito de as pessoas não serem solidárias se assim desejarem. E demonstrei que mesmo nestes casos isto não é prejudicial a sociedade, ao contrário, tem a vantagem de incentivar a cadeia produtiva a resolver o problema local da demanda estar maior que a oferta.

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