Guaíba volta a atingir nível de alerta. Rio Gravataí também sobe e há risco de alagamento na avenida Assis Brasil. No RS, milhares permanecem sem luz

Marca crítica de transbordamento do Guaíba é de 3 metros (Foto: Lucas Uebel/O Sul)

Marca crítica de transbordamento do Guaíba é de 3 metros (Foto: Lucas Uebel/O Sul)

O nível do Guaíba continua subindo e chegou a 2,82 metros nos Cais Mauá, no Centro de Porto Alegre, por volta das 11h30min desta sexta-feira (16). Segundo o Sistema Metroclima, o nível é extremamente alto e próximo da marca crítica de transbordamento de 3 metros. O nível chegou a baixar a 2,56 metros após pico ao redor de 2,90 metros na segunda-feira (12).

Antes da chuva de quarta-feira (14), o nível estava caindo e encontrava-se em 2,56 metros. Após as precipitações, elevou-se para 2,64 metros, mas depois recuou com a parada da chuva volumosa. O nível do rio Gravataí também está alto, em 6,49 metros. Há risco de alagamento na avenida Assis Brasil, na Zona Norte da Capital, na divisa com Cachoeirinha, como ocorreu em julho.

O prefeito José Fortunati e o vice-prefeito Sebastião Melo definiram ações para os próximos dias durante reunião no Ceic (Centro Integrado de Comando da Capital). Ficou definida a formação de equipes  multidisciplinares com agentes da Fasc, Defesa Civil, Saúde e Guarda Municipal para cuidados em diversos bairros, principalmente nas ilhas.

Fortunati também aproveitou para fazer um apelo aos que desejam ajudar os desalojados. No Ginásio Tesourinha, na Capital, onde se encontram mais de 200 pessoas, os estoques de alimentos perecíveis são suficientes até esta sexta-feira. Também são necessários materiais de higiene pessoal.

Municípios 

Segundo a Defesa Civil do Estadual, subiu para 95 o número de municípios atingidos pelos temporais com chuva intensa, granizo e vendaval que castigam o Rio Grande do Sul desde a semana passada. Os mais afetados são Rio Pardo, Cachoeira do Sul, Nova Santa Rita e São Jerônimo.

Energia elétrica

Pelo menos 250 mil pessoas permanecem sem luz nas áreas atendidas pela AES Sul no RS. O município mais prejudicado é Santa Maria. O problema afeta mais de 17 mil clientes da CEEE. Nas áreas da RGE, 14 mil clientes são atingidos.

Jornal O Sul



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