Projeto que restringia trânsito de carros no Centro é rejeitado

O Plenário da Câmara Municipal, na sessão desta quarta-feira (4/11), rejeitou, por 21 votos contra sete, o projeto que previa restrição ao trânsito de veículos automotores na região central de Porto Alegre. A proposta, de autoria do vereador Marcelo Sgarbossa (PT), delimitava a restrição às seguintes vias: Rua Caldas Júnior, Rua Siqueira Campos, Avenida Júlio de Castilhos, Rua Dr. Flores, Avenida Salgado Filho, Rua Andrade Neves, Rua General Câmara e Rua dos Andradas. Segundo o projeto, o acesso de veículos automotores à área restrita seria controlado por meio da instalação de pinos nas ruas e por câmaras de vídeo. As emendas 01, 02, 03, 04, apresentadas ao projeto, também foram rejeitadas.

Conforme o projeto, carros e motos de moradores residentes na área de restrição, além de ônibus, lotações, transporte escolar, táxis, viaturas de Polícia, Bombeiros, guinchos e serviços de correios ficariam fora da restrição. O projeto estabelecia que a Prefeitura efetuaria o cadastro e emitiria selo de identificação para veículos de moradores da área de restrição, garantindo-lhes o acesso.

Mapa mostra área que seria atingida. Divulgação CMPA

Mapa mostra área que seria atingida. Divulgação CMPA

Argumentos

“Nas mais diversas cidades, está em franca expansão um movimento inclinado a restringir o espaço e a circulação de veículos automotores nos centros históricos e comerciais, de modo a garantir melhores condições de deslocamento e acesso tanto a pé ou de bicicleta, quanto por transporte coletivo. A mudança dos padrões de deslocamento dos habitantes – por meio do transporte coletivo ou não motorizados, como bicicletas – é crucial para a construção de centros urbanos com padrões de qualidade de vida mais elevados”, sustentou Sgarbossa.

Texto e edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)

Câmara Municipal

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Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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13 respostas

  1. 1- Quem tem um pouco de memória sabe que algumas décadas atrás proibiram o trânsito de ve[iculos no centro, daí se deram conta que a população residente começou a sair do centro para morar em outros locais porque não tinha onde deixar o carro. Daí resolveram liberar de novo.

    2 – Agora que começa pouco a pouco um movimento de retomada da moradia no centro querem restringir de novo (OK, agora morador pode ter acesso), mas porque não começam com uma área menor de uns 8 quarteirões perto do mercado, ao invés de mais de 20? depois vai se ampliando a área de restrição aos poucos…se der certo a experiência…

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    • Sério que alguém é louco de depender de estacionamento de rua enquanto mora no Centro? Eu moro no Centro e sei que é total loucura fazer isso, porque vaga de rua é loteria. Quem mora no centro tem que pagar vaga de garagem ou não ter carro, ponto final. É assim em qualquer cidade grande do mundo.

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      • Sem falar que morador do Centro, em tese, é quem menos depende de automóvel, visto que dali saem linhas de ônibus para todos os bairros da Capital, a Rodoviária fica por ali se quiser viajar, Catamarã sai do cais do porto, Trensurb sai do Mercado… O único serviço de transporte essencial que fica razoavelmente distante é o Aeroporto (que, ainda assim, possui integração com o Trensurb).

        E queria saber de onde o tal Rodrigo tirou que foi a proibição do trânsito de veículos que afastou a população residente do Centro…

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  2. Basta na próxima revisão do plano diretor os moradores dessa área participarem do debate e baterem o pé pra que seja restrito o trânsito

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    • E desde quando a Prefeitura abre canais de debate com a população abrangida pelas suas medidas?

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    • E tu acha que os moradores vão querer perder seus estacionamentos?
      hahaha

      São os que mais vão reclamar.

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      • Jura né, tu acha que quem mora no centro estaciona na rua? Isso é loucura, conseguir vaga é total loteria.

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  3. Sem entrar no mérito do projeto, que parece um pouco radical demais, mas as forças políticas de Porto Alegre parecem ter alergia a qualquer tipo de ousadia no planejamento urbano. Porto Alegre é uma cidade em que é proibido ser criativo na administração das questões urbanas.

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  4. Eu seria contra se fosse em todo o centro, mas a área demarcada ganharia muito com essa restrição.
    Como já comentaram, proibindo o estacionamento nas vias, ampliando calçadas, e melhorando a sinalização, acho que já ajudaria muito.

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  5. Muito otimismo achar que os vereadores iriam restringir a circulação de veículos individuais na Capital. Mais fácil esperar que eles proíbam a circulação de ônibus e pedestres…

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  6. Sim, de fato em muitas cidades pelo mundo há controle de acesso ao centro histórico, entretanto nas viagens que fiz pela europa u reparei uma coisa, quando se fala em centro histórico e controle de acesso, estamos falando de cidades milenares com ruas estreitas e piso frágeis… sem falar no movimento turistico da região, este não é o cenário do centro de porto alegre.. acredito que um controle do tipo “zona 30″… ou até “zona 20” seja uma boa opção…

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  7. Se conseguissem ao menos restringir o estacionamento dos veículos nas vias do centro histórico, já seria um grande avanço no sentido de qualificar essa área. Além disso, estipular horários rígidos para carga e descarga de materiais e bens de consumo e serviço para o comércio local. Com as vias liberadas, o trânsito fluiria bem melhor sem congestionamentos .

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    • Velho, centro é terra sem lei, no que consta a “estipular horários rígidos para cargas e descargas de materiais….”, como pode-se ver no espacinho pintado que ampliou o espaço das calçadas (em teoria).
      Se o cara for reclamar com um maldito entregador estacionado em local indevido, tem que sair mais do que contente se tomar só uma cusparada na cara, porque a chance da lenha ou do chumbo comer é grande. Fiscalização da prefeitura?? (a tá) se for com a 1 – presença física de agentes de trânsito, já sabemos o que acontece (dinheiro rola por baixo do pano e fazem vista grossa); 2 – instalação e monitoramento por câmeras: vandalismo e depreciação das mesmas, além do mimimi de xiitas de esquerda argumentando que isso vai contra a liberdade do cidadão.
      Sei que desvirtuei do assunto central, mas o “controle” do centro, só nesse ramo da gestão de trânsito, dá muito pano pra manga…chega a ser utopia pensar que pode mudar :/

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