Proposta de “boicote” a táxis de Porto Alegre já soma mais de 100 mil apoiadores

Inquérito sobre agressão a motorista da Uber deve ser concluído em até dez dias

A sugestão é deixar os motoristas sem corridas durante todo o dia como forma de repúdio à violência | Foto: Reprodução / CP

A sugestão é deixar os motoristas sem corridas durante todo o dia como forma de repúdio à violência | Foto: Reprodução / CP

Criado no Facebook após o caso de agressão a um motorista da Uber, o evento que propõe 24 horas de boicote aos táxis de Porto Alegre já soma mais de 100 mil apoiadores. Do total de pessoas que manifestaram interesse, 56 mil confirmaram que vão deixar de usar o serviço de táxi comum da Capital na próxima terça-feira. A sugestão é deixar os motoristas sem corridas durante todo o dia como forma de repúdio à violência e qualquer ameaça aos novos concorrentes.

O presidente do Sindicato dos Taxistas da Capital, Luiz Nozari, declarou que é direito da população aderir à manifestação e admitiu que o grande apoio à iniciativa revela uma insatisfação com a categoria por grande parte da população. Em entrevista à Rádio Guaíba, o representante sindical afirmou que “cabe aos taxistas fazer um mea culpa, neste momento de atribulação, e reconhecer alguns defeitos e o que há a melhorar”.

O motorista parceiro da Uber que foi vítima de agressão, Bráulio Escobar, de 41 anos, divulgou nesse final de semana uma carta aberta a Nozari e a “todos os bons e honestos taxistas da cidade”. Segundo o texto publicado no Facebook, o presidente do Sintáxi deu declarações que podem incitar a violência por parte dos taxistas. Apesar de ter se manifestado contra a agressão, Nozari vem reafirmando que a atuação do Uber é criminosa em Porto Alegre.

A EPTC, mesmo considerando o sistema clandestino, garantiu estar monitorando e punindo qualquer tipo de ameaça ou agressão de taxistas contra os trabalhadores da Uber. Os dois já presos por envolvimento no caso tiveram o carteirão suspenso e podem ter o documento cassado se a Justiça confirmar as acusações. A Polícia Civil já identificou mais um motorista de táxi envolvido e outros quatro que, segundo testemunhas, assistiram ao espancamento sem prestar socorro. O inquérito deve ser concluído em até dez dias.

Já a Defensoria Pública do Estado espera análise de pedido liminar para que a Justiça proíba a Prefeitura de multar ou apreender veículos de prestadores de serviços da Uber. A ação civil pública sustenta que o transporte privado acionado por aplicativo é legal de acordo com a legislação federal.

Bibiana Borba / Rádio Guaíba / Correio do Povo



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7 respostas

  1. então centenas irão pagar pela atitude de um grupinho?

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    • É assim na vida.

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    • Faz parte…

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    • Eu por exemplo, não posso tomar cerveja no estádio, embora jamais tenha participado de uma briga desde que me torneio adulto.

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    • Centenas aceitaram o grupinho, agora terão que aceitar a reação.

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      • Embora eu ache errado generalizar todos os taxistas como bandidos, como alguns fazem (o que não ocorreu nos comentários daqui), não há como não concordar com esta afirmação (que também pode ser aplicada ao comentário acima, referente à cerveja nos estádios).

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  2. As coisas funcionam assim em qualquer parte do mundo, e aqui no Brasil deve ser ainda mais rígido, pois o povo não tem educação nem sabe dialogar, partem logo para a agressão, como se a vida não valesse nada! Parabéns à iniciativa da Defensoria!
    A campanha de não usar táxi, estou dentro. As coisas devem ser justas para todos!
    Como diz o jargão popular; nos olhos do outro é colírio, nos meus é pimenta.
    Vamos ser humanizados, o sol nasceu para todos!

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