EPTC intensifica ações de fiscalização nos táxis de Porto Alegre

Veículos recolhidos em ações de fiscalização estão no pátio da EPTC  Foto: Cinthya Py/Divulgação PMPA

Veículos recolhidos em ações de fiscalização estão no pátio da EPTC  Foto: Cinthya Py/Divulgação PMPA

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) está intensificando a fiscalização nos táxis da Capital. O objetivo das ações é coibir irregularidades e garantir uma melhor qualidade na prestação do serviço. Nesse mês, ocorreram 233 autuações e 46 recolhimentos a táxis. Desde o início do ano, foram 2.194 multas aplicadas e 512 recolhimentos.

No início de outubro, a EPTC, em ação conjunta com a polícia civil, cassou a permissão de 13 permissionários de táxis que estavam envolvidos em ações criminosas, ligados a quadrilha do traficante Xandi (assassinado em janeiro desse ano). Pela instalação do GPS nos táxis, foi possível o rastreamento dos veículos e identificação das atividades dos envolvidos nos crimes. Oito deles seguem recolhidos e cinco foram liberados com base em decisões da Justiça, mas não podem operar.

Além da fiscalização, outra ação promovida pela EPTC é vistoriar a frota. As inspeções acontecem periodicamente, entre três e seis meses, para verificar se os veículos estão em dia com pneus, taxímetro, ar-condicionado, layout, entre outros. Em 2015, 8.591 vistorias foram feitas nos 3.920 veículos da frota.

“Há um grande debate na cidade, em relação ao transporte particular remunerado via aplicativos e também sobre a qualidade dos táxis. Sobre isso, a prefeitura já se antecipou e criou um grupo de trabalho, para pensar em alternativas. Entretanto, nosso trabalho, como órgão que monitora e fiscaliza o transporte de passageiros, está sendo feito diariamente. Seja em relação aos taxistas, seja em relação aos clandestinos”, afirmou Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da EPTC.

As ações da EPTC de monitoramento dos táxis são baseadas também em denúncias que a população faz nos canais de atendimento da empresa, como o fone 156. Este ano, foram registradas 3.172 queixas a taxistas, cerca de nove reclamações por dia.

Transporte irregular – Recentemente, 16 veículos foram recolhidos na Restinga e oito no Centro Histórico (que faziam o trajeto Porto Alegre-Guaíba) por transporte clandestino pela EPTC, em parceria com Brigada Militar e Polícia Civil. Além disso, cinco veículos que faziam serviço para o aplicativo Uber também foram recolhidos das ruas. A multa para esse tipo de irregularidade – transporte remunerado de passageiros sem regulamentaçã -é de R$ 6,6 mil.

Agressão – Na tarde de quinta-feira, 26, dois taxistas agrediram um motorista do Uber, em um estacionamento de um supermercado na zona Leste da Capital. Os condutores auxiliares foram suspensos preventivamente pela EPTC, a partir de suas identificações. O caso está com a polícia, e a direção da EPTC acompanha o andamento. A empresa ressaltou que não pode banir os envolvidos na agressão antes da conclusão do caso. Por isso, a suspensão preventiva. Se a Justiça considerar os envolvidos culpados, a EPTC excluirá os taxistas do sistema.

Reunião com Uber – No final da manhã desta sexta-feira, 27, o prefeito José Fortunati anunciou que irá se reunir com o diretor nacional do Uber, Daniel Mangabeira. O encontro acontecerá na próxima segunda-feira, 30.

Saiba mais sobre as ações e projetos voltados aos táxis na Capital:

Prefeitura de Porto Alegre / EPTC

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4 respostas

  1. Nada como uma concorrência para as coisas começarem a funcionar. Está aí o primeiro resultado do Uber.

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  2. Multa de que pros táxis? 200 reais?

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  3. Acho uma pouca vergonha e desumanidade, os taxistas não aceitarem o Uber. Afinal de contas o sol nasceu para todos e nós clientes temos o direito de optar . Esta classe já adquiriu primazias e com isto tem um serviço de má qualidade. Tornou-se praticamente um máfia!Muitas vezes chamamos um táxi e somos mal atendidos. Por que não permitir escolhermos os Uber? Chega de monopólio!

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  4. A continuidade de concessões para permissionários de táxi em Porto Alegre com ficha suja é somente mais uma falha na administração da EPTC. O que deveria deixar de continuar é a reserva de mercado para um número de permissionários. Isso somente aumenta o custo da tarifa, pois o que recebem sobra para lucrar com a locação das permissões. A UBER oferece serviços que refletem essa realidade, dos preços elevados, dos lucros com as negociações das permissões, do serviço ruim, e de motoristas que necessitam do crime para sobreviver.

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