Dmae planeja universalizar o serviço de esgoto em 20 anos. Cidade já trata 60% do esgoto

Saneamento nas regiões metropolitanas foi tema de debate no seminário   Foto: Roberto d´Azevedo/Divulgação PMPA

Saneamento nas regiões metropolitanas foi tema de debate no seminário   Foto: Roberto d´Azevedo/Divulgação PMPA

O diretor-geral do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), Antônio Elisandro de Oliveira, participou do 2º Seminário Qualidade dos Serviços e Obras Públicas, a Engenharia e os Desafios do Saneamento, promovido pelo Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (Senge-RS), nesta quinta-feira, 10, no Centro de Eventos do Plaza São Rafael. Durante o painel O Saneamento Básico em Regiões Metropolitanas: Um Olhar sobre o Estatuto da Metrópole, falou sobre o Planejamento Estratégico de longo prazo do Dmae, que prevê a universalização do serviço de esgoto em Porto Alegre para 2035, a um custo de R$ 2,7 bilhões.

“Nós instalamos há poucos meses o Conselho Municipal de Saneamento, aprovaremos o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) até o fim deste ano e seguimos trabalhando para ligar todas as moradias da cidade na rede de esgoto cloacal. Temos uma capacidade instalada de tratar 80%, após as obras do Socioambiental, e estamos fechando 2015 já tratando 60% do esgoto produzido em Porto Alegre. Nosso projeto é universalizar esse serviço em 20 anos”, explicou o diretor Elisandro.

O presidente da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), Flávio Presser, abriu o evento falando dos Desafios da Implantação do Plano Nacional de Saneamento Básico (Planasa): o debate sobre a titularidade do saneamento (Estado ou Município), o controle social, a tarifação, a integração e a universalização. Na palestra-base do painel em que participou o diretor-geral do Dmae, o consultor legislativo do Senado Federal, Victor Carvalho Pinto, abordou a legislação que rege o Saneamento e explicou virtudes e defeitos do Estatuto da Metrópole, que ainda precisa de esclarecimentos. Participaram do painel também a representante do Ministério Público-RS, Débora Menegat, e o representante da Secretaria  Estadual de Obras, Saneamento e Habitação, Pedro Dall´Acqua.

À tarde foi reservada para os painéis sobre A Política Nacional dos Resíduos Sólidos, os Licenciamentos Ambientais na Universalização e Os Desafios das Cidades na Drenagem Urbana. O evento foi uma realização do Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (Senge – RS).

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Programa Sócio Ambiental

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6 respostas

  1. O que eu sempre me pergunto é por que nunca aparece nenhum estudo que mostra o impacto desse tratamento no Guaíba? Tá certo que a poluição do Guaíba não é só de PoA, mas algum impacto deve ter e o DMAE poderia divulgar esses dados para que a população pressione quem mereça ser pressionado.

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  2. 20 anos? Tá louco, que demora! O percentual alto do Pisa foi conversa pra boi dormir mesmo, e nenhum jornalista se preocupou em descobrir isso.

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    • Vamos chegar a 80% em 2016, conforme previsto no PISA.
      O sistema está entrando gradualmente em operação, ao longo de 2015 e 2016. Ja foi noticiado este detalhe.
      60% já é um ótimo percentual, pra quem tinha 27% de tratamento apenas.
      O problema são os 20% restantes.

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      • Eu até considero que o DMAE faz um bom trabalho na coleta e tratamento de esgoto em Porto Alegre. 20 anos pra universalizar o serviço não é um prazo tão absurdo assim, levando em conta que leva tempo planejar e construir as redes coletoras e mais as estações de tratamento.

        O problema é o esgoto despejado nos afluentes do Guaíba, em cidades cuja responsabilidade pelo serviço é da Corsan. Aí que o bicho pega.

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      • não cara, 60% não é um bom percentual. O meio ambiente não liga pra comparativos, se antes era pior que hoje. A questão não é se é menos ruim que antes, mas que é ruim.

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      • Claro que o ideal é 100% de esgoto tratado, mas isso não é uma coisa que se resolve da noite pro dia, após décadas de descaso. Considero que o trabalho, ao menos em Porto Alegre, vem sendo bem executado.

        Eu sonho em ver o Guaíba com águas limpas, mas é um trabalho complexo, que envolve as redes cloacais de vários municípios pelas quais passam afluentes, algo que só vai se resolver com muito planejamento a longuíssimo prazo.

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