Acidentes com morte diminuíram 30% em Porto Alegre

 Para celebrar a marca, foram soltos, simbolicamente, 43 balões brancos  Foto: Joel Vargas/PMPA


Para celebrar a marca, foram soltos, simbolicamente, 43 balões brancos  Foto: Joel Vargas/PMPA

A cidade comemora nesta quinta-feira, 7, uma marca histórica: a redução de 30% de acidentes fatais no trânsito em 2015. Em comparação com o ano anterior, houve uma redução de 43 mortes. Para celebrar a marca, durante a divulgação dos dados em frente ao Paço Municipal, foram soltos, simbolicamente, 43 balões brancos, marcando a importância da manutenção dessas vidas. O evento contou com a presença dos agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) envolvidos na Educação para o Trânsito, do boneco Azulito, que regularmente visita escolas, e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), parceira nas metas de diminuição desses índices.

Dados do balanço de acidentalidade indicam 98 mortes em 2015, em comparação às 141 vidas ceifadas em 2014, perfazendo a redução de 30%. Desde 1998, ano de criação da EPTC, pela primeira vez o número passa para dois dígitos. Além das mortes, também houve redução de 17% em feridos; 41% em vítimas fatais com motos; 26% em vítimas fatais por atropelamentos; e menos 50% em vítimas fatais com bicicletas (3 a 6).

Esses índices só foram possíveis, segundo o prefeito José Fortunati, em função de uma série de ações, que passaram pela Educação para o Trânsito, parcerias com ONGs e instituições, e medidas práticas. Fortunati apontou para a nova faixa de pedestres entre o Paço Municipal e o Mercado Público, um exemplo de como medidas simples podem fazer diferença. A faixa é mais elevada, o que permite acessibilidade melhor e maior destaque visual para pedestres, mas, principalmente, um determinante redutor de velocidade para os carros. “É preciso termos consciência de que o espaço urbano é, prioritariamente, para as pessoas. Cabe ao poder público tomar medidas, mas a tarefa de respeitar o cidadão é de todos. O que festejamos aqui não são números, são vidas”, frisou ele.

As metas da EPTC se mantêm com foco no avanço desses resultados. Para este ano, conforme explicou o diretor-presidente Vanderlei Cappellari, haverá ênfase no trabalho com idosos, no controle de velocidade e da repressão ao uso de álcool na direção. “Para nós, que militamos na proteção à vida, esse é um dia histórico porque mostramos que é possível reduzir mortes. Mas seguiremos na rotina de educação, engenharia e fiscalização”, salientou. Esses índices, comentou Cappellari, não dizem respeito a mortes no momento do acidente. A EPTC segue normas da Organização Munidial de Saúde (OMS), que indica o acompanhamento do acidente durante 30 dias após o ocorrido.

O secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter, também participou do evento. Ele citou os atendimentos nos hospitais referências para traumatismos. Tanto no Hospital de Pronto Socorro (HPS), quanto no Cristo Redentor, são identificados um grande número de casos em que os acidentes poderiam ter sido, de forma simples, evitados. Além desses, a grande incidência de idosos acidentados. Por esse motivo, toda a rede de saúde terá atividades de prevenção de acidentes.
Reduções

O ano de 2015 encerrou com uma redução histórica em vítimas fatais no trânsito da Capital, com 43 mortes a menos (98 a 141) em relação a 2014 (-30%). Desde 1998, ano de criação da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o número de mortes não baixava de três dígitos:

199 mortes em 1998;
197 em 1999;
163 em 2000;
140 em 2001;
156 em 2002;
170 em 2003;
173 em 2004;
161 em 2005;
157 em 2006;
155 em 2007;
148 em 2008;
170 em 2009;
143 em 2010;
146 em 2011;
105 em 2012;
127 em 2013;
141 em 2014;
98 em 2015.

Os números de 2015 apresentam, também, uma redução de 17% em feridos (6.972 em 2015 a 8.403 em 2014); menos 41% em vítimas fatais com motos (37 a 63); menos 26% em vítimas fatais por atropelamentos (41 a 56) e menos 50% em vítimas fatais com bicicletas (3 a 6). Aumentou em 11% o número de acidentes (20.866 a 18.744). Somente em dezembro a redução foi geral, na comparação com o mesmo mês do ano passado: menos 10% de acidentes (1.300 a 1.458; menos 21% em feridos (528 a 674); menos 27% em vítimas fatais (8 a 11); menos 50% em vítimas fatais com motos (2 a 4); menos 40% em vítimas fatais por atropelamentos (3 a 5); menos 100% em vítimas fatais com ciclistas (0 a 1).

Ações em mobilidade do ano de 2015 – Para a redução da violência no trânsito, com reflexos em 2015, a EPTC destaca as seguintes iniciativas, entre outras, com foco nas pessoas, em priorização da segurança viária:

– R$ 1,5 milhão de recursos investidos anualmente em projetos de sinalização viária;
– Implantados mais de 700 projetos anuais de segurança e sinalização viária;
– Mas de 1.000 ações anuais de fiscalização e de educação para o trânsito;
– 347 lombadas físicas já implantadas;
– 84 equipamentos de controle de velocidade (34 lombadas, 50 pardais + radar estático);
– 115 câmeras de monitoramento para controle da circulação;
– 35,8 km de ciclovias já implantadas;
– 367 Paradas Seguras já implantadas;
– 1.733 condutores autuados em 2015 por uso de álcool ao volante;
– Implantadas três “pedestrovias” na área central.

Iniciativas para 2016 – Para janeiro e fevereiro, além da continuidade de ações de fiscalização e de educação, a EPTC vai reforçar a pintura de faixas de segurança (873) para atender 759 escolas, na Operação Volta às Aulas.

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Violência no trânsito

Tags:,

2 respostas

  1. ESSA INICIATIVA FOI MUITO IMPORTANTE PARA REDUZIR O NÚMERO DE MORTES NO TRÂNSITO PARABÉNS —— TENHO QUE DEIXAR AQUI MINHA INDIGNAÇÃ QUANTO AO TEMPO QUE AS SINALEIRAS EM EM FRENTE AO SHOPPING BOURBOM – WALLIG QUE DE SÓMENTE ONZE
    MINUTOS SÓ SE CONSEGUE QUASE CORRENDO—– TENHO 74 ANOS E RESIDO DO OUTRO LADO QUE FICA MUITO DIFICIL ATRAVESSAR NO LADO DIREITO —- PODERIAM PASSAR PARA 15 SEGUNDOS POIS VELHOS NÃO TEM A AGILIDADE E A DESTRAZ DE GENTE MAIS NOVA.

    Curtir

  2. Acho que essa queda foi mais pela qualidade da nova frota de carros do que por qualquer outro motivo.
    Vejo que muitas pessoas mudaram a forma de dirigir, mas ainda temos muito que aprender, já com a obrigatoriedade de ABS e Air Bag nos carros, além dos modelos atuais e o LATIN NCAP, deu pra ver um grande avanço nas nossas carroças.

    Fico indignado pela falta da exigência para motos de baixa cilindrada, que são as que mais tem acidentes, já os motoboys precisam sofrer trabalhando, eu como motociclista sinto muita falta do equipamento, e sei que pode sim salvar muitas vidas, principalmente em dias de chuva.

    Ainda falta fiscalização, até hoje vejo carros com quebra-mato adaptado, algo que é proibido, e ninguém fiscaliza, esse tipo de equipamento é uma arma em caso de atropelamentos.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: