Estado estuda privatizar rodovia ERS 118

Empresários de Esteio e de Sapucaia do Sul propõem a concessão da via para a iniciativa privada

 Não há data para reiniciar os trabalhos nos 22 quilômetros que faltam | Foto: Fernanda Bessôa / Especial / CP


Não há data para reiniciar os trabalhos nos 22 quilômetros que faltam | Foto: Fernanda Bessôa / Especial / CP

As más condições da ERS 118 – com buracos, falta de acostamento e sinalização –, as novas ocupações nas margens da rodovia e a demora de resposta do governo do Estado para que haja a retomada das obras de duplicação da estrada estadual, fizeram com que empresários de Esteio e Sapucaia do Sul se unissem e encaminhassem ao Piratini, pela segunda vez em menos de 12 meses, documentação propondo a privatização da ERS 118. “Se é para ficar do jeito que está, preferimos pagar para trafegar em uma estrada decente”, disse o presidente da Associação Comercial e Industrial e de Serviços (ACIS) de Sapucaia do Sul, Ademir Sauthier. Ele entregou ofício ao governo do Estado (com cópia para as autoridades da região) no dia 7 de janeiro.

Diante das reivindicações tanto do empresariado, quanto da comunidade que utiliza a rodovia, o secretário de Transportes do Estado, Pedro Westphalen, informou que o modelo de concessão é uma das alternativas que vêm sendo discutida pelo governo. “Ainda não há nenhuma definição, mas de fato a retomada e conclusão das obras da ERS 118 é sim uma prioridade nossa. Estamos focados nisso para buscarmos solução para o problema. A privatização da rodovia, através de concessão, não está descartada.” Segundo ele, estão pendentes 22 quilômetros da estrada e não há data para reiniciar os trabalhos.

Além disso, há relatos de que as ocupações voltaram a acontecer nas margens da rodovia. “Especialmente entre os bairros Três Portos e Capão da Cruz, no trecho de Sapucaia. Há falta de interesse e fiscalização por parte do governo”, ressalta Sauthier. Segundo ele, ao menos 40 famílias voltaram a se alojar na faixa de domínio da estrada por onde passariam as obras. Westphalen diz que o governo tem conhecimento das novas invasões. “Junto com as autoridades da região, estamos monitorando os espaços para tão logo tomarmos providências”, disse o secretário.

Fernanda Bassôa – Correio do Povo



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1 resposta

  1. A 118 é uma vergonha, está à 10 anos em duplicação e não termina. Os governos estão quebrados, e para onde vai 2 trilhões de impostos por ano???
    O governo tem que ser mais rápido ou seja trabalhar mais.

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