Porto Alegre lança primeira Estratégia de Resiliência da América Latina

Captura do vídeo de Mauricio Carlos Dias, publicado anteriormente no Blog.

Captura do vídeo de Mauricio Carlos Dias, publicado anteriormente no Blog.

Documento elenca 35 iniciativas que serão o marco inicial das ações

Nesta quarta-feira, 27, a cidade de Porto Alegre apresentará a sua Estratégia de Resiliência. O documento é resultado de um trabalho de dois anos, iniciados com a escolha da Capital pela Fundação Rockefeller para participar do Desafio 100 Cidades Resilientes. O material contará com uma série de recomendações e ações práticas para tornar Porto Alegre mais preparada no enfrentamento de adversidades e é o primeiro nesses moldes a ser lançado por uma cidade da América Latina.

A celebração de entrega do documento será realizada na Usina do Gasômetro, às 9h, com a presença do presidente do programa 100 Cidades Resilientes da Fundação Rockefeller, Michael Berkowitz, o prefeito José Fortunati, o coordenador de Resiliência de Medellín, na Colômbia, Santiago Uribe, além de empresários, representantes das universidades, ONGs e lideranças comunitárias que auxiliaram nas discussões que resultaram no documento.

Estratégia – Por identificar como essencial a discussão em torno da agenda da resiliência urbana, Porto Alegre candidatou-se, em 2013, a participar do Projeto 100 Cidades Resilientes. O objetivo desse projeto mundial é aprimorar a resiliência das cidades, uma vez que nelas hoje já vive a maior parte da população e será nelas que as pessoas mais sentirão os efeitos das mudanças, sejam as climáticas ou sociais. No Brasil, somente Porto Alegre e Rio de Janeiro foram selecionadas para a iniciativa. Metrópoles como Londres, Nova York, Cidade do México, Medellín e Melbourne também foram escolhidas para participar do Projeto e estão elaborando planos semelhantes ao que a capital gaúcha lança nesta quarta-feira.

A partir da assinatura da parceria entre a Prefeitura de Porto Alegre e a Fundação Rockefeller, em agosto de 2014, a cidade realizou um amplo debate junto a diversos atores sociais para discutir e apontar os principais desafios na missão de tornar-se mais preparada no enfrentamento de adversidades.

O trabalho em Porto Alegre foi coordenado pelo secretário municipal de Governança Local, Cezar Busatto, com apoio do Núcleo Estratégico do projeto, formado por representantes da prefeitura, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da ONG Centro de Inteligência Urbana de Porto Alegre (Ciupoa). “Nossa meta com o desenvolvimento do projeto é tornar Porto Alegre uma referência em resiliência na América Latina até 2022, quando comemoraremos os 250 anos da nossa cidade”, afirma Busatto.

Áreas prioritárias – Para identificar os principais gargalos da cidade, na busca por tornar-se mais resiliente, foram necessárias várias etapas de trabalho, que, num primeiro momento, incluiu a consulta de cerca de 500 representantes de todos os segmentos da sociedade (poder público, iniciativa privada, universidades, terceiro setor e comunidades). Desse debate, foram identificadas cinco áreas prioritárias: Diversificação da Economia, Bem Viver, Mobilidade Humana, Riscos e Regularização Fundiária.

Para os grupos que discutiram cada questão foi estabelecida uma metodologia de trabalho, que incluiu consultas às comunidades e a especialistas e resultou em projetos concretos para sanar as principais carências de cada área. Na estratégia estão elencadas 35 iniciativas – com metas, parceiros responsáveis e marcos para sua realização – que serão o marco inicial das ações.

Redes Locais de Resiliência – Concomitante ao debate das cinco áreas-foco, o projeto de resiliência de Porto Alegre se diferenciou de todos os demais em andamento no mundo por conta do trabalho junto às suas comunidades, organizadas em 17 regiões de participação e administração. A capital gaúcha tem um histórico importante de participação popular e engajamento e foi por meio das instâncias de participação já existentes na cidade que o projeto Porto Alegre Resiliente buscou espaço. Sem concorrer com as outras formas de organização das comunidades, a busca do projeto de resiliência nas regiões foi introduzir a colaboração como forma de fortalecer projetos capitaneados pelos próprios moradores, sem a necessidade de dependência de outros atores, especialmente do Poder Público.

Para apresentar o conceito e metodologia da resiliência, diversos encontros foram realizados com os membros da comunidade, com o objetivo de formar Redes Locais de Resiliência. Por meio das redes, os moradores buscam formas de conhecer iniciativas, encontrar parceiros e viabilizar projetos, que muitas vezes podem parecer pequenos, mas que geram grandes benefícios para a região.

Serviço

Lançamento da Estratégia de Resiliência de Porto Alegre
Quando: 27 de janeiro, a partir das 9h
Onde: Usina do Gasômetro (av. Presidente João Goulart, 551, Centro Histórico)

Prefeitura de Porto Alegre



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4 respostas

  1. Faltaria colocar segurança em debate. É a 43° cidade mais violenta do mundo.

    http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/01/brasil-tem-21-cidades-em-ranking-das-50-mais-violentas-do-mundo.html

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  2. Hoje mesmo deu no jornal da Globo que esta aumentando cada vez mais a população de rua em NY por falta de emprego, renda entre outros fatores.No meu ponto de vista estas fundações como Rockfeller ,Ford e agencias da ONU e a propria ONU são burocracia glamurizada,elas discutem,lançam planos e pouco se realiza ou quando se realiza seja por via oficial ou ONGS a maior parte de recursos financeiros some,Há estudiosos da propria Africa que são contra a ajuda oferecida pela ONU com o que iria para o lixo pela superprodução pois ajuda a destruir a agricultura milenar dos povos Africanos.Deve ser legal lançamento de plano tal, coquetel papo furado e como traira do Lula dizia o povo sai com a alma lavada.

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  3. Do texto: “Desse debate, foram identificadas cinco áreas prioritárias:”

    . “Diversificação da Economia” – Porto Alegre é serviço, em especial os bem burocráticos e comércio. Indústria pífia e agricultura irrisória;

    . “Bem Viver” – ‘As pessoas não usam as árvores’ – José Fortunati

    . “Mobilidade Humana” – licitação de ônibus direcionada, piores taxistas do Brasil, ciclovia na velocidade de lesma e o psudo-BRT da copa nem sinal de ficar pronto;

    . “Riscos” – Violência?

    . “Regularização Fundiária” ?!?!

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  4. É sempre muita conversa para apresentar os costumeiros resultados insatisfatórios!

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