Prefeitura recolhe mais de 1,6 mil toneladas de galhos e escombros em Porto Alegre

Material está sendo levado para a estação de transbordo da Lomba do Pinheiro e para o Parque Harmonia

Material está sendo levado para a estação de transbordo da Lomba do Pinheiro e para o Parque Harmonia | Foto: Alina Souza

Material está sendo levado para a estação de transbordo da Lomba do Pinheiro e para o Parque Harmonia | Foto: Alina Souza

Mais de 1,6 mil toneladas de toneladas de resíduos vegetais e escombros já foram recolhidos desde o temporal de sexta-feira passada, que devastou alguns bairros da cidade. O material está sendo levado para a estação de transbordo da Lomba do Pinheiro e para o Parque Harmonia. Para se ter uma dimensão do volume, no Harmonia em apenas dez minutos na manhã desta quarta-feira, seis caminhões despejaram troncos e galhos de árvores. Eles serão secos e distribuídos para abastecer as caldeiras dos hospitais.

Com tantos resíduos, a paisagem do parque também se transformou depois do temporal. Diferente do Parque da Redenção e no Marinha do Brasil, onde houve grande quantidade de árvores caídas, no Harmonia a situação chamava a atenção pela quantidade de troncos e galhos, que eram colocados em montes lado a lado. No entanto, ainda no Parque, mas a poucos metros da área de descarregamento dos materiais, há postes de energia elétrica caídos.

A situação se reflete no restante da cidade. Até mesmo o Ibama está com a sua sede cercada por árvores caídas. O Exército segue atuando com os departamentos municipais, assim como os apenados do regime semiaberto. São eles os responsáveis pelo trabalho manual de corte de árvores de médio e grande porte e recolhimento para a limpeza da cidade.

Nesta manhã, 14 detentos trabalhavam na avenida Ipiranga entre Praia de Belas e Silva Só. Agentes da Susepe e policiais militares acompanhavam a atividade, coordenada por profissionais do DMLU. Para o funcionário público do departamento, Carlos Lacerda, a atuação do grupo está acelerando muito o trabalho.

D.S.C, de 25 anos, está na Instituição Penal de Charqueadas desde dezembro cumprindo uma pena de mais de 19 anos e conta que ajudar na limpeza da cidade traz outros benefícios além da redução da pena. “É melhor do que ficar parado. Me sinto mais aliviado, menos preso”, afirmou ele, que é da zona Norte de Porto Alegre.

Com a retirada dos 60 homens do Exército das ruas anunciada para a próxima sexta-feira, a Prefeitura avalia formas de estimular maior participação de apenados no mutirão. Apesar de a Secretaria de Segurança Pública ter anunciado a intenção de reunir até 80 apenados para a limpeza das ruas, apenas 64 se apresentaram na segunda-feira e outros 41 nessa terça, durante o feriado.

Por isso, além da redução da pena conquistada por qualquer trabalho, o prefeito em exercício, Sebastião Melo, disse à Rádio Guaíba que cogita contratar os presidiários via convênios existentes com a Smam, Carris ou Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), que oferecem remuneração de cerca de um terço do salário mínimo. O diretor-geral do DMLU, André Carús, ressaltou que o trabalho deles é voluntário e que não há remuneração.

Correio do Povo / Jéssica Mello



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