Vereadora quer que avenida da Legalidade volte a ser chamada de Castelo Branco

Mônica Leal garante houve equívocos na hora da mudança de nome da via

Mônica Leal garante houve equívocos na hora da mudança de nome da via | Foto: Matheus Piccini / CMPA / CP

Mônica Leal garante houve equívocos na hora da mudança de nome da via | Foto: Matheus Piccini / CMPA / CP

A vereadora Mônica Leal, do Partido Progressista (PP), quer retomar o antigo nome da atual avenida da Legalidade e da Democracia para Castelo Brando. E, para tanto, protocolou um projeto de lei para revogar a lei vigente. A via pública é um dos principais pontos de acesso a Porto Alegre. A parlamentar tem sustentação em um estudo jurídico encomendado por ela e os fundamentos de quatro advogados que levaram um ano para serem concluídos.

Mônica alega que há pelo menos três situações que caracterizam a ilegalidade no trâmite da matéria na Câmara Municipal. “Houve uma série de equívocos e agora eu vou aponta-los para a sociedade. Primeiro existe o problema da duplicidade no nome, que é proibida, também não houve uma consulta prévia com os moradores da região para saber se a comunidade aceitaria a mudança. Para encerrar, esta proposta de alteração de nome foi aprovada por maioria simples e eram necessários dois terços da Casa para viabilizar esta medida”, esclareceu.

Mônica Leal garante que não sondou os pares para saber se somará maioria para rebatizar a avenida da Legalidade e da Democracia com o nome do ex-presidente, no período da ditadura, Castelo Branco. “Eu trabalho com as minhas convicções e não alertei nenhum vereador sobre esta intenção e tão pouco os consultei. O que tenho é a certeza de que esta matéria foi aprovada diante de uma série de equívocos que precisa ser reparada”, argumentou.

Por outro lado, a indignação foi imediata na bancada do Partido Socialismo e Liberdade (PSol) que, em 2014, sugeriu a criação do nome da avenida da Legalidade e da Democracia. A vereadora Fernanda Melchiona não concorda com a proposta da progressista e acredita que se trata de um passo para o passado. “Isto é um retrocesso e representa uma postura de quem não aceita derrotas. O nós fizemos foi homenagear Leonel Brizola que defendeu a democracia, em 1961, com o movimento da legalidade. Não vamos aceitar este retrocesso na Câmara de Vereadores o nome esta aí e tudo já foi devidamente homologado e sancionado pelo prefeito Fortunati sem qualquer tipo de equívoco”, analisou.

Ainda não há um prazo definido para que a proposta de Mônica Leal seja encaminhada, ao Plenário, para apreciação dos vereadores da Capital.

Voltaire Porto / Rádio Guaíba / Correio do Povo



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16 respostas

  1. Levaram um ano para estudar o caso, mas não se deram conta que NINGUÉM mora na dita avenida?

    Tinha coisa mais importante pra gastar um ano estudando não? Sei lá, as maracutaias do transporte público, as tretas com a gestão da saúde no município ou quiçá a máfia do lixo?

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  2. Não sou filho de militar,meu pai e minha mãe trabalharam e sempre vivemos com muita dificuldade,só que na época da dita ditadura não tinha menor de idade vagabundo protegido por eca,não tinha bandido armado até os dentes aterrorizando as pessoas e nem se roubava tanto do erario publico como hoje. esta tropa de esquerdófilos PT PC DO B e mais recente o PSOL que me perdõem este pessoal todo é e foi enrolador,são eles os responsaveis pela bandidagem solta por ai acreditam na recuperação de vagabundo,lutam para mandar menor de idade homicida para passar férias na Fase e depois vem me falar de ditadura.Já achei uma bobagem esta troca de nome,quando passo por lá,raramente ainda me sinto na Castelo e sempre vou me sentir na Castelo.

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    • Esse discurso é bastante cansativo, mas ando ouvindo tanto que acredito ser digno sublinhar algumas coisas: a desigualdade social e má-distribuição de renda acentuaram-se e muito sob os militares; muitos dos sistemas de crime organizado se formaram no período justamente em função disso; as grandes e divinas obras custaram um endividamento gigantesco; não tínhamos como saber se os governantes roubavam ou não, pois não havia imprensa livre pra denunciar; a impunidade hoje assolante é meramente o judiciário cumprindo as leis e possibilitando a defesa, coisa que está marcada desde a constituição de 88 (que não foi a Dilma que escreveu); os militares suspenderam o direito mais básico que é o habeas corpus, você consegue imaginar isso? Os ômi podiam te jogar na cadeia por meses (ou pior) sem nenhum direito a você pedir suspensão da prisão por irregularidades… imagina se isso não dava margem para abuso?

      Mas enfim, se você acha que faz mais sentido homenagear um presidente não-eleito (que nada de útil fez pelo país se não ajudar a recrudescer a situação política) do que homenagear um ato épico de um homem que acreditava que algo tão simples e claro como a lei de sucessão presidencial tinha que ser cumprida, fique a vontade, sei lá, aproveita e vai lá amarrar o preto pobre no poste, espancar um travesti na redenção, votar no Bolsonaro.

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    • Renato, tinha sim. Só que ninguém sabia, ou se sabia, não podia falar. Ou não sabes que o Maluf foi ministro na época da ditadura?

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      • Naquele tempo, se roubavam, era pouco. Nem depois que o regime e a censura passaram, se soube de casos de enriquecimento sem causa. Mas é daqueles tempos a origem das leis que na calada da noite elevaram os salários, benefícios e privilégios dos políticos e certas castas de servidores a patamares estratosféricos, quebrando as finanças públicas e instituindo uma imensa desigualdade de tratamento entre os cidadãos comuns e esses privilegiados. É o tal de roubo legalizado, obra dos políticos da então ARENA, partido que dava sustentação política ao regime militar.

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  3. O nome de batismo da avenida é Castelo Branco, um defensor da democracia em 1964. Foi um despropósito e tendenciosa a alteração do seu nome. Que volte ao que era.

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  4. Mas vão “carpi” meia hora de pasto com o relógio parado! Fica em casa dormindo que o povo ganha mais.

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  5. Deveriam chamar a rodovia por números, como nos Eua.
    Assim não teria homenagem para ditadores, ou,para esquerdosos que apoiam ditaduras de esquerda.

    Achei uma falta do que fazer mudar o nome, se ao menos fosse para um nome neutro, mas não, que tirem essa homenagem escrota, e deixem, sei lá, Av Porto Imagem, que faz mais pela cidade do que qualquer um desses.

    Pronto.

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    • Melhor jeito: parar de fazer homenagens a políticos. Passemos a homenagear artistas, cientistas, desportistas, personagem de livros. Não precisa nem ser homenagem propriamente, a rua só precisa ter um nome… tem tanta flor, tanto animal, tanto conceito abstrato, não é como se fosse faltar nome.

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  6. o mobus quem deu uma baita força para o trafico no Rio foi o Brizola e o João Goulart sempre foi um vacilão e sem vergonha que morreu entupido de gordura e alcool e depois inventaram tese de atentado contra ele para criar o heroi que nunca foi,pobreza não é desculpa para bandidagem o Bolsonaro tem um monte de ideias que sou contra outras ate concordo,mas pelo menos ele não diz lero-lero e não fica torrando dinheiro publico em cursos dos direitos humanos na Europa que a petezada gosta de fazer.E Castelo e vai ser sempre Castelo no meu coração.

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  7. Vamos incentivar os projetos que tiram a responsabilidade de nome da camara e repassa a sociedade?

    vao dizer que sou petralha e comunista por indicar isto mas o vereador marcelo sgarbosa esta com um projeto de lei que tira essa responsabilidade da assembleia

    http://www.cidademaishumana.com.br/site/2015/12/populacao-podera-indicar-nomes-de-ruas-em-porto-alegre/

    Independente de partido, acho importante que a assembleia tenha menos responsabilidades sobre bobagens como esta.

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  8. Em tempo:

    Ja mandei um email solicitando que a vereadora ocupasse as horas da assembleia e seus acessores com projetos mais importantes para a cidade, visto que a cidade esta um caos.

    O Contato da vereadora é Mônica Leal
    monicaleal@camarapoa.rs.gov.br
    Ramais da Camara: 4290/4291/4292
    PP

    Isso e outras cosias importantes podem ser acessadas por qualquer cidadão em:

    http://www.camarapoa.rs.gov.br/frames/veread/frame2.htm

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