Rodoviários recorrerão à Justiça se adiantamento salarial tiver desconto

Setor jurídico do sindicato está preparado para ingressar com ação no TRT

Setor jurídico do sindicato está preparado para ingressar com ação no TRT | Foto: Ricardo Giusti / PMPA / Divulgação / CP

Setor jurídico do sindicato está preparado para ingressar com ação no TRT | Foto: Ricardo Giusti / PMPA / Divulgação / CP

O Sindicato dos Rodoviários já tem uma carta na manga caso o índice de reajuste acertado no dissídio da categoria não seja contemplado na folha de pagamento deste mês. O setor jurídico do sindicato ingressará com ações no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-4), denunciando o locaute — quando há descumprimento da convenção coletiva. O valor, referente a 40% do salário dos trabalhadores, será depositado nesta terça-feira. A folha de pagamento das empresas, no entanto, roda até o final da tarde desta segunda.

O presidente da categoria, Adair da Silva, deixou seis procurações assinadas para os advogados do sindicato — uma para cada empresa que ignorar o dissídio. “Tenho a informação de que eles (concessionários) iam rodar a folha de pagamento deste mês com a redução”, apontou Adair. Segundo ele, seis empresas pagam adiantamento no dia 15 — além da Carris, VTC, Sopal, Belém, Navegantes e Nortran. O salário integral é depositado no dia 30 de cada mês. As demais empresas concessionárias remuneram os funcionários no quinto dia útil — dessa forma, o adiantamento é entregue sempre nos dias 20. “Algumas podem pagar e outras não. Vamos esperar”, especula o presidente.

A assessoria da Carris confirmou na manhã desta segunda que o salário deste mês, referente a fevereiro, será pago contemplando o acordo coletivo. Apesar disso, como não há distribuição de contracheques impressos no adiantamento, os funcionários terão que aguardar para confirmar o valor depositado em conta corrente.

Na sexta-feira passada, dois consórcios ingressaram na Justiça, solicitando que a prefeitura subsidie a diferença de valor tarifário, de R$ 0,50. A prefeitura deve ingressar com ação contestando o pedido. Os empresários do transporte público de Porto Alegre afirmam não poderem cumprir com o acertado em dissídio — aumento salarial de 11,83%, incremento no vale-alimentação e na contrapartida do plano de saúde — porque o reajuste da passagem não ocorreu. No dia 22 de fevereiro, o novo valor de R$ 3,75 foi anunciado pela prefeitura e passou a valer imediatamente nas roletas. Três dias depois, entretanto, uma liminar concedida ao PSol barrou o aumento. Na semana passada, a justiça manteve a decisão.

Correio do Povo / Fernanda Pugliero



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1 resposta

  1. Rodoviarios tem que entrar na justiça é contra o PSOL, isso sim, tava tudo bem, foi esse partidinho entrar na justiça pra dar essa m****. Sabe, como eu quero que o PSOL ganhe as eleiçoes pra prefeitura, pelo jeito, a passagem vai ser 1,99. Eles só estão fazendo isso pra aparecer, isso sim. Partido oportunista!!!

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