População de Porto Alegre segue aguardando importantes obras viárias

Vários pontos da cidade permanecem com trabalhos desde antes da Copa

Vários pontos da cidade permanecem com trabalhos desde antes da Copa | Foto: Ricardo Giusti

Vários pontos da cidade permanecem com trabalhos desde antes da Copa | Foto: Ricardo Giusti

O anúncio de uma grande obra em uma cidade é sempre marcado por comemoração. No caso dos porto-alegrenses, porém, há um misto de sentimentos. E não seria para menos. Atualmente basta circular por algumas regiões da cidade e ver obras “intermináveis”, os trabalhos inacabados da Copa do Mundo de 2014. Vieram acompanhados da festa com a confirmação da Capital como cidade-sede. Como resultado, o município se transformou em um canteiro de obras, impulsionado com a fartura de recursos financeiros pelos jogos. Especialmente de iniciativas ligadas à mobilidade urbana.

Uma pequena parte das obras avançou e foi concluída no final do prazo. Em contrapartida, a Linha 1 do metrô sequer saiu do papel. Quase dois anos após a realização da Copa do Mundo, muitas obras tiveram prazos de conclusão adiados mais de uma vez. Motoristas têm que enfrentar congestionamentos no entorno da avenida Ceará ou ao longo da avenida Carlos Gomes, onde há obras e desvios em três pontos das vias.

A mesma situação é registrada por quem passa pela avenida Protásio Alves, em um dos locais onde há escavações no corredor de ônibus. Alguns trechos ainda estão sendo refeitos para receber os BRTs (Bus Rapid Transit ou Transporte Rápido por Ônibus). Na zona Sul, centenas de famílias ainda aguardam a remoção para a prometida duplicação da avenida Tronco.

E quando se fala nas obras na cidade, a figura de referência se tornou o secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt. É a ele que cabe o desafio de acompanhar o andamento e enfrentar os constantes entraves. A expectativa, de acordo com ele, é que boa parte das obras do Plano da Copa sejam concluídas ainda neste semestre. Porém, Schmitt reconhece que algumas estruturas, como a duplicação da Tronco, ficarão para o futuro. “São muitos entraves, burocracias, imprevistos e outras situações que acabam fazendo com que uma obra não seja feita no cronograma ideal e, infelizmente acabe sendo prolongada”, enfatiza o secretário municipal de Gestão. Reconhecendo os transtornos, ele afirma porém, que os benefícios são de longo prazo e as obras são necessárias.

Correio do Povo / Mauren Xavier



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