EPTC admite acionar corridas da Uber para apreender veículos

wp-1459075411199Funcionários da Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) de Porto Alegre estão se passando por clientes para penalizar motoristas da Uber, que oferece transporte privado em carros particulares. A ofensiva contra o sistema, considerado clandestino pela Prefeitura, foi confirmada pelo órgão e relatada à Rádio Guaíba por três trabalhadores da empresa na última semana.

Um deles, que prefere não ser identificado, classifica o método de abordagem como emboscada e lamenta que sigam ocorrendo apreensões às vésperas da regulamentação do aplicativo. “A EPTC se preocupou em fazer emboscadas conosco, nos chamando para pontos onde havia blitze. E nós entendemos que isso é injusto, porque a Uber está em negociação, já tem estudo do Ministério Público. E, ainda, nós temos uma lei federal e a Uber entende que é legal o nosso serviço. Inclusive, os advogados nos dão todo o suporte. Mas é um transtorno e muitos de nós investiram pesado, financiaram carros e dependem de continuar trabalhando para sustentar suas famílias”, alega.

O motorista relata que ao menos oito carros de colegas foram guinchados nessa semana. Desde o final do ano passado, 37 veículos já foram apreendidos por transporte acionado pela Uber ou aplicativos semelhantes. A multa e os custos de guincho e depósito, conforme os motoristas, passam de R$ 7 mil reais.

Estratégia será mantida 

Além de confirmar a estratégia, o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, alerta que as operações serão mantidas até a regulamentação do serviço. A Prefeitura prevê enviar o projeto de lei à Câmara até a o início de maio mas, até a aprovação, podem ser necessários mais alguns meses de discussões.

“Dentro da nossa fiscalização, usamos das melhores técnicas e da inteligência para identificar os descumprimentos da lei. No caso dos aplicativos, também está sendo usado o método de chamar pelo aplicativo e, assim, há comprovação do uso do veículo como transporte clandestino. Agora, eles é quem têm de se sentir constrangidos por descumprir a lei, não por ter uma abordagem e a comprovação. É uma inversão de valores”, sustenta.

Colaboração com a Prefeitura 

A Uber garante estar colaborando com informações para que o grupo de trabalho da Prefeitura formule a regulamentação. Mesmo assim, a equipe brasileira da multinacional ressalta o entendimento de que opera um serviço legal, previsto pelo Plano Nacional de Mobilidade Urbana, e não pretende suspender as atividades devido a quaisquer intervenções do poder público. A empresa se responsabiliza pelas multas e recorre à Justiça para tentar reaver os valores e, ainda, buscar reparações financeiras da gestão municipal.

Porto Alegre 24 horas

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3 respostas

  1. Que esses motoristas que forem pegos, denunciem esses “passageiros” ao UBER, assim, ficariam impossibilitados de fazer novas chamadas, espero que isso possa ser feito. Bando de ******, falta do que fazer, querem manter a mafia dos taxistas atuando e ja estao apelando. Vão perder a batalha só sinto. Eu vou continuar usando UBER sempre, taxi nunca mais.

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    • Boa ideia. Quem sabe o UBER não desenvolve um sistema para detectar mafiosos da prefeitura e proteger quem quer trabalhar.

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  2. Um contra-senso afinal, a prefeitura ja tem um grupo de trabalho com o objetivo de formular a aprovação e regulamentaçao do UBER e outros dispositivos.

    A questão é será que capelari e seus dois taxis e Zigomar (gerente de transportes) com seus 6 taxis tem interesse em reduzir o numero de UBER nas ruas?

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