Yara Fertilizantes confirma investimentos de R$ 1 bilhão em Rio Grande

Yara - Rio Grande. Foto: Stela Vasconcellos

Yara – Rio Grande. Foto: Stela Vasconcellos

O Rio Grande do Sul receberá investimento de R$ 1 bilhão da Yara Fertilizantes até 2020. A confirmação foi feita pelo presidente da empresa no Brasil e vice-presidente da Yara International, Lair Hanzen, em audiência com o governador José Ivo Sartori nesta segunda-feira (11), no Palácio Piratini. Os recursos serão aplicados na ampliação e na modernização do seu complexo industrial, em Rio Grande, que atualmente contempla píer próprio com ligação com o modal ferroviário, duas fábricas de produção, uma unidade industrial misturadora de fertilizantes e armazéns de depósito de produtos. Em fevereiro de 2015, a empresa já havia manifestado a intenção de ampliar a sua planta na zona sul do estado.

Após o encontro com executivos da Yara, líder mundial em nutrição de plantas, Sartori afirmou que o governo estabeleceu uma política forte para a atração de investimentos privados. “Estamos aqui para promover o desenvolvimento com sustentabilidade, reduzir a burocracia e incentivar pequenos, médios e grandes negócios, como é o caso da Yara Fertlizantes”, disse Sartori. Acrescentou que essa ação do governo, integrada e bem articulada, somente em 2015 captou 53 projetos, que totalizaram a confirmação de R$ 20,8 bilhões para o Rio Grande do Sul.

De acordo com Hanzen, os aportes no complexo localizado no RS possibilitarão que a Yara siga contribuindo para o desenvolvimento da agricultura, já que a expectativa é que o Brasil se torne o maior produtor mundial de alimentos nos próximos anos. A ampliação da unidade, além de apoiar o desenvolvimento da região, duplicará a fabricação e a capacidade de mistura de fertilizantes. Em seu ápice – nos anos de 2017 e 2018, as obras devem criar mais de mil vagas diretas de trabalho, além de três a quatro mil indiretas. Junto a isso, os aportes no complexo visam ampliar a capacidade de atendimento em mercados da Região Sul, do Mato Grosso do Sul e do Paraguai, por exemplo.

“O investimento irá suprir a demanda dos agricultores brasileiros de vários estados nos próximos 25 anos. Por sua eficiência operacional e localização privilegiada, Rio Grande tem um papel fundamental para nosso desenvolvimento sustentável no país. Acreditamos no futuro do agronegócio brasileiro, que cresce mesmo em um cenário adverso. Nosso plano aqui é de longo prazo”, afirma Lair Hanzen.

Participaram do ato o vice-governador José Paulo Cairoli e os secretários  Fábio Branco (Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia), Giovani Feltes (Fazenda), Ernani Polo (Agricultura, Pecuária e Irrigação) e Tarcísio Minetto (Desenvolvimento Rural e Cooperativismo), além de executivos da empresa.

Investimentos em Rio Grande

Em Rio Grande, onde está presente desde a década de 1970, a companhia investe em um crescimento sistêmico e continuado. “Nos últimos três anos, a Yara realizou aportes para a modernização do complexo de Rio Grande, que incluíram a instalação de um novo sistema de esteiras, aumentando as interligações do armazém com o píer, dois novos misturadores, reforma do píer, instalação de dois novos guindastes e modernização da galeria do píer, além de consideráveis investimentos ambientais, totalizando R$ 225 milhões”, explica Leonardo Silva, diretor de Produção da Yara Brasil.

Blog Caminhos da Zona Sul



Categorias:Economia Estadual

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10 respostas

  1. E aquela fumaceira é poluição?

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  2. Mais produção de fertilizantes sintéticos que usam matérias-primas não renováveis, que são extraídas de rochas ou fósseis como petróleo, e provoca grandes danos ambientais. Entre os problemas que eles geram estão a degradação do solo, a poluição das fontes de água e da atmosfera e aumento da resistência das pragas.

    “Estamos aqui para promover o desenvolvimento com sustentabilidade,….”conta outra!!!!!

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  3. Atividade humana gera resíduos, seja ela agrícola, industrial ou mesmo a própria existência deixa seus dejetos. O ponto é justamente agredir menos o meio ambiente, mas não usar do meio ambiente como ferramenta de terror ecológico anti-desenvolvimento, com o discursinho hipócrita da proteção ambiental ocultando ditames fascistas que mascaram a real intenção dum bando de gente: manter as cidades estagnadas e pobres. Tem gente que tem pavor de saber que as pessoas possam ir pra frente sobretudo trabalhando em investimentos privados ou por seu próprio esforço, se regozija em saber que um lugar tá indo à decadência (como a história de grandes fatias da metade sul do nosso estado) e aí fica usando de mil e um artifícios, dentre eles a bandeira ecológica. Me poupe, a tecnologia tá se sofisticando cada dia mais pra produção ser menos agressiva ao meio ambiente. Tecnologias verde tão com tudo.

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    • Mas vc esquece que apesar das mudanças tecnológicas!!! não será o suficiente para conter as mudanças climáticas, o que ocorre hj são medidas isoladas e ainda são muita caras,meu discursinho hipócrita da proteção ambiental,de manter as cidades estagnadas e pobreskkkkkkquer proteger a água que vc toma e o ar que tu respira!!!!

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      • Jura, isso aí é birra de quem vive bem e que se desespera por saber que o mundo vai pra frente, possuído pelos espíritos dos finados coronéis dessa terra que tanto amo que é o meu RS, mas que sofre há décadas de um sentimento digo quase que espiritual de anti-desenvolvimento e amarração no atraso. E tudo isso pra quê exatamente? Pq na foto mostra uma chaminé com fumaça. Engraçado que se não fosse a própria usina no gasômetro nossa capital usaria até hoje velas. E se tu morasse na época da criação da usina? Será que serias contra o impacto ambiental do gasômetro pra fornecer eletricidade? Enfim, aposto que seria, e esse tipo de pensamento tem que ficar no passado e pronto. Até porque a própria questão ambiental só vai ser revertida com tecnologia, disso não tenho dúvidas.

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  4. obrigado pelos comentarios, mas tenho a minha opiniaõ, posso?
    Ou tenho que pensar igual ?

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  5. Claro que pode, tens todo o direito. Mas a meu ver esse tipo de hipocrisia é típico de varejeira que fica importunando quem quer produzir e ir pra frente mas não se abstém dos próprios privilégios. Ir morar numa aldeia sem energia elétrica e sem poluição aposto que não quer, quer mesmo é usar do bom e melhor tecnológico capitalístico e ficar incomodando, porque obviamente a vida já está boa para ti, mas não pra um monte de gente que ainda vive na pobreza e precisa que o país volte a crescer economicamente. Ainda mais essa região do estado que desde que se fechou economicamente sofre de uma pobreza de chão batido digna de sertão nordestino. Viva esse investimento, que consiga aos poucos reverter o quadro de décadas de estagnação e esquecimento e se diminua o sofrimento da região lagunar.

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    • Agora é pelos pobres conta outra!!!!!esse discurso de um desenvolvimento para todos isto que é hipocrisia!!!!

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      • Tens problema de interpretação? Não disse em momento algum que se investe por causa dos pobres, agora sim, geração de emprego tem impacto direto na redução de desemprego e consequentemente pobreza, sem falar que geração de riqueza também gera aumento da receita. Mas não adianta, to vendo que és mortadela, vegana e ecossustentável, mas mortadela, que aliás, roubou até o uso do termo “hipocrisia” quando em verdade usa e abusa dela.

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