Vereadores rejeitam projeto de parklets em Porto Alegre

Em 2014, estudantes da Ufrgs instalaram um parklet na Rua Sarmento Leite.  Foto: Divulgação/CMPA

Em 2014, estudantes da Ufrgs instalaram um parklet na Rua Sarmento Leite. Foto: Divulgação/CMPA

O Plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre rejeitou o projeto de lei que propunha a instituição do Programa de Zonas Verdes. O objetivo da proposta do vereador Marcelo Sgarbossa (PT) era o de autorizar a extensão temporária do passeio público para a instalação de parklets, a fim de viabilizar a criação de miniparques urbanos em espaços pequenos, tais como o de uma vaga de estacionamento de automóveis na rua ou o final de um beco sem saída. A matéria obteve apenas sete votos favoráveis, contra 15 e três abstenções na sessão plenária desta segunda-feira (9/5).

Parklets são aquelas plataformas com função recreativa ou de manifestação artística equipada com elementos de mobiliário, tais como bancos, floreiras, mesas, cadeiras, guarda-sóis, aparelhos para exercícios físicos e paraciclo. “A intenção é potencializar medidas que possam aumentar o espaço público para as pessoas, tornando ruas mais humanas e amigáveis por meio da conversão de áreas subutilizadas, residuais ou de estacionamento de automóveis numa pequena e importante área de convivência, de lazer e de recreação, a qual possa, inclusive, fortalecer o comércio local”, explicava Sgarbossa na justificativa do projeto.

O parlamentar ainda destacou que essa tendência começou em cidades dos Estados Unidos e a reformulação dos espaços públicos urbanos, por meio dos parklets, também passou a fazer parte do projeto urbanístico do município de São Paulo, a partir da mobilização da sociedade civil em articulação com a prefeitura da capital paulista.

O projeto de lei também determinava que os parklets, bem como os equipamentos neles instalados, teriam acesso pleno ao público, sendo vedada a utilização exclusiva pelo mantenedor. “A instalação, a manutenção e a remoção dos parklets dar-se-ão por iniciativa do Executivo Municipal ou por requerimento de pessoas físicas ou jurídicas, obedecendo às condições e às diretrizes técnicas previstas em sua regulamentação”, definia o texto, que foi rejeitado pela maioria dos vereadores presentes à sessão desta segunda-feira.

Texto: Maurício Macedo (reg. prof. 9532)
Milton Gerson (reg.prof. 6539)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)

Câmara Municipal



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13 respostas

  1. Mas bah! Que província atrasada e parada no tempo mesmo… Tchau Porto Alegre, vou m’embora… ! Deu pra ti! Ô cidade baixo astral!….

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  2. com tanto espaço vazio e abandonado na cidade que poderiam revitalizar, resolvem vitalizar uma vaga de estacionamento…

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  3. Vocês que criticam por ser vaga de estacionamento. Lembra-se que todas as cidades mais bem planejadas e civilizadas do mundo principalmente seu centro dão prioridade ao pedestre e não a carro.

    Aqui em Curitiba o projeto de calçadas verdes foi aprovado já na atrasada Porto Alegre.

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    • as cidades mais bem planejadas e civilizadas do mundo tem seus espaços todos bem utilizados.
      Planejamento sustentável seria usar esses parklets em lugares onde estão abandonados, e não ocupar uma vaga de estacionamento.

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    • Cidade bem planejada tem metrô. Aqui não tem.

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  4. Essa Câmara municipal de Porto Alegre vem mostrando há muito tempo sua capacidade de atrasar o desenvolvimento econômico, urbanístico e cultural da cidade. Precisamos mudar isso urgentemente nas eleições deste ano.

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    • Como os votos são proporcionais aos investimentos em marketing das campanhas, e os investimentos em marketing das campanhas são proporcionais as doações das construtoras, o caminho mais fácil é convencer as construtoras a incluirem no portfólio calçadas, ciclovias, praças, no lugar dos viadutos! Aí a obra superfaturada pelo menos é útil!

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  5. Onde posso encontrar os nomes dos atrasados que votaram contra os parklets? Como que esses caras conseguem não aprovar algo tão simples?

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    • Guilherme, o que estava em questão não era o mérito do projeto. Duvido muito que tenham lido sequer a minuta do projeto, o projeto foi rejeitado simplemente por ser da oposição. Simples assim.

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  6. Seria bom saber os motivos da rejeição. Muito caro de se realizar?

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  7. De quem vai ser a manutenção, depois?

    Poderia deixar as empresas adotarem. Esses espaços, assim, poderiam ficar bem incrementados. Além de terem manutenção.

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