Análises da água de Porto Alegre só saem em 18 dias, projeta Fepam

“Testes de toxicidade deram negativo e água é potável”, garante chefe de fiscalização

 Análises da água de Porto Alegre só saem em 18 dias, projeta Fepam | Foto: Joel Vargas / PMPA / CP


Análises da água de Porto Alegre só saem em 18 dias, projeta Fepam | Foto: Joel Vargas / PMPA / CP

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) estimou nesta terça-feira que a conclusão das análises sobre a alteração no sabor e no cheiro na água distribuída a moradores de Porto Alegre só seja entregue em 18 dias, no início da segunda quinzena de julho. O problema começou a ser notado ainda em fim de maio.

Nessa segunda-feira, técnicos da Fepam fizeram, junto com o Dmae, a coleta das amostras em cinco pontos da zona Norte, entre locais de captação do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), estações de tratamento e redes pluviais afluentes ao Guaíba. O chefe do departamento de Fiscalização da Fepam, Renato Zucchetti, explica que o monitoramento havia sido, até então, realizado com base em parâmetros tradicionais da legislação nacional. Todos os resultados dessas análises asseguraram a potabilidade da água.

Como o líquido segue alterado, os técnicos julgaram necessário investigar os parâmetros refratários ao sistema de tratamento de efluentes, incluindo poluentes que possam estar alterando as condições do Guaíba e do meio ambiente. Além disso, as análises vão checar a presença de bactérias que também produzem essas alterações.

Independentemente do resultado, Zucchetti esclarece que já foram feitos testes de toxicidade da água e que os resultados deram negativo.

Saiba mais

Nessa segunda, o Dmae informou que já foi possível descobrir que o problema decorre de alterações em características do Guaíba junto à zona Norte, onde há um ponto de captação que abastece os sistemas de água Moinhos de Vento e São João. Esses sistemas distribuem água para a região central de Porto Alegre em direção à zona Norte.

O órgão garante, também, que todas as ações operacionais possíveis já foram tomadas, como a adição de carvão ativado, a fim de reter compostos formadores de odor e sabor. Também seguem sendo utilizados controladores de oxidantes, cloro e dióxido de cloro.

Rádio Guaíba / Correio do Povo



Categorias:Meio Ambiente

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