Fepam suspende empresa por suspeita de alterar sabor e odor da água em Porto Alegre

Cettraliq não recebeu Estudo de Viabilidade Urbanística e teve o último alvará de licenciamento emitido em 2004

Fepam suspende empresa por suspeita de alterar sabor e odor da água | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

Fepam suspende empresa por suspeita de alterar sabor e odor da água | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) suspendeu nesta quarta as atividades da Cettraliq, empresa de tratamento de efluentes que fica na beira do Guaíba, por suspeita de envolvimento nas alterações do sabor e odor da água em Porto Alegre. A empresa já estava na mira da Fepam, do Ministério Público e da prefeitura da Capital desde o início das investigações há mais de dois meses.

Apesar da suspensão, a assessoria de imprensa da Fepam informa que ainda não há confirmação de que a causa das alterações na água sejam pelas substâncias despejadas pela Cettraliq no Guaíba. No entanto, a Fundação salienta que o odor na região da empresa levou à suspensão das atividades. A Cettraliq fica próxima à Casa de Bombas do Trensurb, na zona Norte, onde foi encontrado um número significativo de bactérias Actinomicetos.

A Prefeitura revelou, em 15 de julho, que a Cettraliq atua de forma clandestina desde 2004. A empresa trabalha com tratamento de esgotos na orla do Guaíba e é alvo de investigações por parte do Dmae. A Cettraliq não recebeu Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) e teve o último alvará de licenciamento emitido em 2004.

Na semana passada, o Dmae reconheceu que as causas das alterações da água em Porto Alegre podem nunca vir a serem descobertas pelos órgãos de monitoramento. Diretores do Departamento ressaltaram que há precedentes internacionais sem identificação da origem. O Dmae também destacou que a situação é inédita na cidade.

Depois de mais de dois meses desde que as análises começaram, o cheiro e o sabor desagradáveis seguem sendo percebidos na água das torneiras, especialmente no Centro e na zona Norte. Técnicos já concluíram que a única substância diferente encontrada até agora na água, a bactéria Actinomiceto, não teve relação aparente com o problema investigado. Também é descartada a possibilidade de que algas, cianobactérias ou o nível de esgoto sanitário normalmente presente no Guaíba tenham provocado as alterações.

Correio do Povo /  Radio Guaíba



Categorias:Outros assuntos

1 resposta

  1. Algumas pessoas me falaram que com essa suspensão da empresa, já teve uma mudança na água, principalmente ali pela região da Farrapos.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: