Grande Florianópolis terá novo espaço para eventos, enquanto isso, em Porto Alegre nada acontece

Arena Petry vai oferecer capacidade para 17,5 mil pessoas

arena-petry-floripaUm dos maiores complexos de eventos de Santa Catarina, a Arena Petry será apresentada para lideranças do trade turístico, dirigentes de entidades empresariais e imprensa nesta quinta-feira (6). O empreendimento está sendo erguido às margens da rodovia SC 407, entre o Continente Park Shopping e a Pedra Branca, em São José, na Grande Florianópolis. As obras devem ser concluídas no primeiro semestre de 2018.

O complexo possui 22,9 mil m² de área construída e capacidade para 17,5 mil pessoas. Prometendo alto padrão de equipamentos e tecnologias inovadoras que possibilitam a realização de eventos de forma simultânea, o investimento gira em torno de R$ 60 milhões. O espaço tem capacidade de acomodar eventos de pequeno, médio e grande porte, e formatos variados – de shows a festas, eventos esportivos, corporativos e acadêmicos.

O negócio é comandado pela família Petry, que atua há 20 anos na cadeia de produção de eventos. O Centro de Eventos Petry, que funciona em Biguaçu, será mantido em funcionamento até a inauguração da Arena. Sandro Petry, um dos empreendedores, destaca o potencial a Arena em absorver uma demanda reprimida em Santa Catarina. “Identificamos uma demanda no Estado para um equipamento premium, com opção completa de estrutura e serviços para receber eventos de grande porte. Há um grande mercado a ser explorado. A intenção é preencher esta lacuna e ser uma referência no Sul”.

O empreendimento promete impulsionar o setor de eventos e a economia da Região Metropolitana de Florianópolis, movimentando toda a rede de serviços e estimulando o consumo e a abertura de novos negócios. “A expectativa é triplicar o número de empregos com incremento de pelo menos 300 novas vagas, entre contratados diretos e indiretos do negócio, de parceiros e de fornecedores”, acrescenta Petry.

A instalação do empreendimento em São José, que triplicou o PIB nos últimos cinco anos, é estratégica pela possibilidade de expansão dos negócios. A cidade tem cerca de 1,2 mil indústrias, mais de 6,3 mil estabelecimentos comerciais, 4,8 mil empresas prestadoras de serviços, além de outros 5 mil profissionais autônomos.

O mercado de eventos tem grande relevância na economia da capital e adjacências, movimentando mais de 50 segmentos da cadeia produtiva, entre hotelaria, transportes, serviços, gastronomia e transporte aéreo. A região, com 14 cidades e população de mais de 1,1 milhão de pessoas, conta com o melhor potencial de consumo do Estado, registrando um aumento de R$ 4,5 bilhões no consumo de bens e serviços nos últimos cinco anos. Florianópolis também ocupa a quinta posição no ranking das cidades brasileiras que mais recebem eventos do exterior, conforme a ICCA (Associação Internacional de Congressos e Convenções).

Na região Sul são realizados aproximadamente 90 mil eventos por ano, correspondendo a 15% do mercado nacional. No Brasil, o mercado de eventos é responsável por 7,5 milhões de empregos diretos, indiretos e terceirizados, contribui com mais de R$ 48 bilhões de impostos e fatura mais de R$ 200 bilhões por ano, representando 4,3% do PIB do país. O setor cresce ao ritmo de cerca de 14% ao ano.

Revista Amanhã

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Enquanto isso, Porto Alegre pena com um gigantinho arcaico e  espaços tradicionais, mas insuficientes, como o Pepsi On Stage, com apenas 5 mil lugares, e continuamos a fazer shows no estacionamento da Fiergs, sem nenhuma estrutura, congestionando o trânsito nas imediações. A EPTC já entrou com solicitação para o fim da realização de shows neste espaço. O Ministério Público concordou em melhorar a situação e limita agora em até 15 mil pessoas. Mas para o show do Black Sabath, em novembro, vai ser pra 22 mil espectadores. Lamentável.

Ta na hora de Porto Alegre ter um centro de eventos a altura da economia da cidade e também um espaço pra shows que comporte de 20 a 30 mil pessoas, como opção aos espaços da Arena do Grêmio e Beira-Rio (em formato anfi-teatro).

Nos prometeram a reforma total do Gigantinho, transformando-o em uma Arena moderna e a construção de uma arena ao lado do Bourbon Wallig. Esta última não sairá mais, pois haverá outro empreendimento ao lado do Bourbon. Quanto ao Gigantinho, só deus sabe. 

Também há anos se discute sobre a construção do Centro de Eventos do RS ou de Porto Alegre. Chegaram a indicar uma área próxima a Fiergs, mas pequena, insuficiente  para abrigar um grande centro para o porte da cidade. Estamos mal nesta questão. Resta-nos a Fiergs e seu estacionamento. Acorda Porto Alegre!  

Gilberto Simon



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Eventos

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4 respostas

  1. outro belo exemplo de inpaisagismo kkkkkkkk

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  2. Então… Moro aqui e o que vejo é que o tal empreendimento é válido e fará sucesso sim, todavia o público local que frequenta este estabelecimento é essencialmente ligado nos estilos neosertanejo, pagode, funks, enfim nesta pseudo-arte que realmente atrai multidões. Porto Alegre está em outro patamar em nível cultural ok, tem um belo histórico de grandes shows inclusive internacionais de sucesso e é a meu ver um dos poucos aspectos que ainda se destaca nacionalmente. Ao mesmo tempo acredito sim que a cidade merece novas casas de shows e espetáculos, mais arrojadas, modernas e qualificadas, menos tacanhas como as atuais. Na minha opinião uma casa com proposta similar a esta ‘Arena Petry’ e toda a cafonice dos megashows que promove com sucesso absoluto, poderia ser feita de repente em Santa Cruz do Sul ou Igrejinha, que promovem Oktoberfests digamos pouco tradicionais infestadas por shows de artistas popularescos nacionais, bregas e/ou vulgares. Estas cidades poderiam qualificar suas festas da cerveja deixando-as mais germânicas e oferecer estes shows povão-feliz o ano todo para multidões que viriam de todos cantos, pois o mal gosto graça.

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    • Que comentário mais limitado, recheado de preconceito contra qualquer movimento ou expressão popular.

      Neonazismo anda forte em Santa Catarina…

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  3. O comentario do blog em azul traduziu quase tudo que eu ia escrever aqui.

    É lamentavel uma cidade quase sem atrativos turisticos e que ainda se diz uma capital de “turismo de negocios” nao ter um centro de eventos decente.

    Anos atrás, ainda no inicio dos governos de Tarso Genro e José Fortunatti se dicutia onde ficaria o centro de eventos de poa, a RBS queria no morro santa tereza, o governo do estado entre a bento e ipiranga em área estadual e o municipio (semrpe pensando grande) um puxadinho ao lado da FIERGS. Todas ideias lamentaveis.

    A área entre a bento e ipiranga acábaria com o transito da cidade em seus dias de ocorrencia, alem de ficar em um lugar nada atrativo, o parque de eventos no Santa tereza, (pelo menos com uma bela vista), nada mais era do que uma tentativa de tirar a favela com mais bela vista da cidade de la. O puxadinho ao lado da FIERGS seria um tiro no pé, lugar feio, cheio de nada, grandes fabricas, favelas, desmanches de veiculos e revendas de seminóvos, imagina que legal o “turismo de negocios” passando por la…

    Ja passou da hora da cidade ter um centro de eventos, seja qual for o tamanho, em local agradavel aos olhos e a população.

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