Pacote do governo do RS poderá gerar demissão de até 1,2 mil servidores

Custo com indenizações a trabalhadores teria condições de chegar até a R$ 50 milhões

 Governador anunciou medidas nesta segunda-feira | Foto: Mauro Schaefer


Governador anunciou medidas nesta segunda-feira | Foto: Mauro Schaefer

Com a extinção de fundações, o governo Estado projeta demitir até 1,2 mil servidores, que hoje estão empregados nos órgãos que deixarão de existir, caso o pacote de austeridade do Piratini seja aprovado pela Assembleia Legislativa. Como há medidas de urgência no pacote, o Parlamento deve analisar o projeto até o fim deste ano. O custo para demissão de servidores será entre R$ 45 milhões e R$ 50 milhões, segundo números do próprio Piratini.

Para o secretário-geral do Estado, Carlos Búrigo, a redução do tamanho do Estado faz-se necessária como medida contra a crise. “Não podemos mais viver em um estado que não tem condições de pagar os seus funcionários todo o mês. Por isso que o governo anunciou as medidas duras e difíceis”, ressaltou. Caso o projeto avance, o Piratini terá seis meses para definir a forma como se darão as demissões.

Por aí que passou a decisão de extinguir fundações: “Temos queter um Estado que não seja mínimo nem máximo, mas necessário”, afirmou. “O mundo evoluiu, a sociedade evoluiu, mas o Estado ficou parado. Temos um Estado ainda da década de 70”, disse o secretário.

Ele ressaltou que o governo deve se focar em áreas consideradas essenciais: “Que o Estado tenha foco em suas atividades: segurança, saúde, educação e infra-estrutura”, frisou. Quanto às privatizações, o governo prevê um prazo de seis meses para a prospecção de interessados na compra de CEEE, Sulgás, CRM e CESA.

Extinções, fusões e privatizações

Conforme o projeto, serão extintas nove fundações: Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Fundação Cultural Piratini (FCP-TVE), Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), Fundação de Economia e Estatística (FEE), Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS), Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF), Fundação de Zoobotânica (FZB) e undação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regionalização Administrativa e dos Recursos Humanos (Metroplan).

Entre as autarquias, a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento será modificada. Ela passará a se chamar Escritório de Desenvolvimento de Projetos (EDP) e integrará a estrutura da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão. A Superintendência de Portos e Hidrovias será extinta.

Entra as companhias, a Companhia Rio-grandense de Artes Gráficas (Corag) será extinta. Já a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Companhia Rio-grandense de Mineração (CRM), a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás) e a Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) serão federalizadas ou privatizadas.

De acordo com a Secretaria da Fazenda, a estimativa de ganho real dos projetos será de R$ 6,7 bilhões em quatro anos, com “um ganho no fluxo financeiro de R$ 2,6 bilhões”. O número de secretarias, com quatro fusões, passaria para 17.

LEIA A ÍNTEGRA DO PACOTE DE MEDIDAS, CLICANDO AQUI

Correio do Povo



Categorias:Economia Estadual

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9 respostas

  1. Não sou contra cortes os em si, mas é absurdo acabar com órgãos como a FEE e a metroplan enquanto são mantidos o BADESUL, FOSPA, FADERS, FTSP, entre outros.

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  2. Eu já tive um pensamento mais “privatiza tudo!!” Mas hoje eu acredito que o unico meio de pagarmos menos impostos, é empresas de grandes faturamentos, darem lucro pros estados.. que é o caso da CEEE, Corsan… Cara… EU NÃO ENTENDO ! Como pode existir QUATRO empresas de onibus em Porto Alegre, e SOMENTE A CARRIS DA PREJUÍZO? Como pode o Trensurb, que atende HUMONTE de populações (trocadilho) dar prejuízo? Acho que o estado deveria atacar essas empresas, fazer um pente fino.. caramba ontem fui lá na estação Mercado fazer meu Sim, tinha um cara lá pra fazer e tal, ninguém na fila.. Imagina a demanda de trabalho desse cara por dia.. deve ser um estagiário que ganha R$ 500 pila.. mas ainda assim… tem um cara desse de manhã e outro a tarde, tem um na Rodoviária, e tem nas outras estações grandes… imagina se atacasse só nesse caso, reduzir a carga horária pra 1hora e apenas dentro de uma estação central, ia reduzir por mês uns 5mil, além de poder alugar pra lojista o ponto que eles ficam… Sabe.. falta uma gestão eficiente nessas empresas, que pense em dar retorno pra cidade.

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  3. Esse assunto da bastante pano pra manga.

    Na verdade todas emrpesas de onibus de poa estao dando prejuizo.
    Pelo meno é isso que elas proprias alegam. http://wp.clicrbs.com.br/estamosemobras/2016/09/05/prejuizo-de-r-40-milhoes-faz-empresas-de-onibus-da-capital-pedirem-revisao-de-contrato/?topo=52,1,,,171,77

    O prejuizo da Trensurb é facilmente explciado.

    Se levar em conta que a trensurb é, sempre foi e tomara que sempre seja subsidiada pelo governo Federal justamente para economizar em outros aspectos.

    O ultimo aumento de tarifa foi em 2011 quando saiu de 1,50 para 1,70.

    Se compararmos a trensurb faz cerca de 45Km e cobra 1,70R$ e uma linha de onibus do t5 que faz 10 cobra 3,40R$.

    Na verdade creio que se todas empresas de transporte tivessem a pontualidade da Trensurb, ninguem se importaria em “pagar imposto para andar de transporte coletivo.

    Na Europa se faz muito isso, se subsidia o transporte publico para nao se investir em obras de viadutos, recapiamento asfaltico, cancer de pulmao (causada por poluiçao) e é claro, mortes e invalidez no transito….

    Compicado mesmo é pagar 3,40 para ir do Praia de belas ao Aeroporto, sem pontualidade, as vezes sem ar condicionado e com prejuizo.

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  4. A questão não é “se importar em pagar mais imposto”, isto é uma desculpa imoral! Tentar criar um welfare no Brasil é uma piada, um país MISERÁVEL igual o nosso tem é que ter capitalismo, de preferência bem selvagem, sem salário mínimo e com benefícios trabalhistas opcionais, onde 300 empresas privadas sejam inauguradas por dia e absorvam a nossa mão de obra. A questão que DEVE ser ordem do dia é como pagar MENOS imposto, nem se discute ineficiência na máquina pública, o que é um pleonasmo.

    Trensurb a 4,75 teria o seu impacto, isso eu concordo. O subsídio talvez se justifique pelos benefícios, mas os prejuízos são socializados a nível nacional e estadual. Há pessoas em Itaqui pagando trensurb sem jamais terem andado nele.

    Existem certas coisas que doem na sociedade, mas precisam ser feitas, porque é justamente o cara mais fodido financeiramente que é mais assaltado pelo Estado. Não, e eu não sou dono de Banco, morador do Moinhos ou freguês do Iguatemi, ao contrário de muitos esquerdistas quem vem aqui criticar o blog por uma suposta defesa da onda azul que está tomando forma.

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