Prefeitura assume gestão da bilhetagem do transporte coletivo

Medida deve garantir redução dos custos e tarifa mais barata para os usuários   Foto: Samuel Maciel/ Divulgação PMPA

Medida deve garantir redução dos custos e tarifa mais barata para os usuários   Foto: Samuel Maciel/ Divulgação PMPA

A gestão da bilhetagem eletrônica do transporte público de Porto Alegre passa a ser feita pela prefeitura a partir desta semana. Atualmente a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), que representa as empresas de ônibus, tinha exclusividade sobre os dados.

Com a mudança, a administração municipal passa a ter o controle on-line de todas as informações sobre o número de passageiros que utilizam cada linha, quantos cada veículo transportou, quanto foi pago em dinheiro e quanto no cartão TRI, e neste caso quantos utilizaram vale-transporte, passe antecipado, vale estudante ou ainda possuem algum tipo de isenção e qual. A medida deve garantir redução dos custos e, consequentemente, tarifa do transporte coletivo mais barata para o usuário.

O diretor técnico no exercício da presidência da Procempa, Michel Costa, explicou que, com a gestão do sistema de bilhetagem eletrônica, além de ter maior controle sobre as informações, a prefeitura pode realizar auditorias periódicas, avaliando supostas irregularidades e o uso indevido do cartão TRI e de benefícios, como isenções. Michel explicou que, mesmo ainda sem ter recursos como o reconhecimento facial e GPS em todos os veículos, será possível reduzir custos do transporte. “No momento em que detectarmos alguma fraude, será possível fazer o ajuste. Isso coíbe abusos e irregularidades que acabam refletindo na tarifa do transporte público. Porque toda a fraude, todo o prejuízo que o sistema tem não prejudica o empresário, prejudica o usuário do transporte que paga a tarifa”, afirmou.

A medida dá sequência ao Plano de Modernização, Transparência e Gestão do Transporte Público no Município. Os equipamentos e sistemas que permitirão essa gestão compartilhada da bilhetagem eletrônica em Porto Alegre, entre a prefeitura e a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), já foram apresentados ao prefeito Nelson Marchezan Júnior e seu vice, Gustavo Paim.

Uma equipe será mantida pela EPTC e Procempa para acompanhar as informações. Esta etapa não precisou de investimento, pois estão sendo utilizados infraestrutura e funcionários da prefeitura. Os dados são transmitidos on-line diariamente, quando o ônibus entra na garagem, e agora passam a ser enviados ao mesmo tempo para a ATP e a prefeitura. A mudança também garante um backup dessas informações, uma vez que estarão armazenadas em mais de um local.

Prefeitura de Porto Alegre

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7 respostas

  1. Quero ver quantos miles de anos demorará até essa economia entrar no custo do ipk.
    Mas já estejam avisados, o patrão, ATP, nunca arcará com a diminuição dos seus lucros

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  2. A notícia é bem vinda. Mas eu fiquei com uma dúvida. A manchete é de que a prefeitura vai assumir a bilhetagem porém o texto fala que a ATP vai compartilhar os dados com a prefeitura. Afinal, quem vai cuidar do $$ do TRI, a prefeitura ou vai continuar com a ATP ?
    Além do mais, no sistema atual não há nenhum incentivo para se adquirir créditos antecipadamente. Em vários lugares, ao comprar 30 ou 50 passagens, o usuário recebe um pequeno desconto. Aqui custa até mais caro comprar antecipadamente pois há uma “taxa de processamento”.

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  3. E quando vão liberar para o público as informações de horários de saída dos ônibus e de passagem nos pontos de check para a população poder conferir se o numero de saídas está sendo cumprido? Ou a prefeitura vai manter esses dados em segredo?

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    • Boa pergunta. Creio que temos o direito de saber. A não ser que em breve notemos uma melhora expressiva, resultante da alteração dos horários, com o intuito de regulariza-los e a pmpa cobrar sistematicamente o cumprimento da tabela.

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      • Tudo isso só ocorrera com a implantaçao de GPS nos onibus, o que esta previsto no edital da licitaçao para que sejam instalados em “Momento oportuno”.

        É claro qua para as empresas esse momento nunca existira, no que depender delas.

        Hoje a fiscalizaçao e feita pessoalmente por agentes de transito com tabela horaria impressa em maos.

        O problema é que ao passar por agentes com planilha os cobradores ligam para as empresas avisando a linha que esta sendo fiscalizada e a empresa desvia outras linhas para preencher a que esta em vista.

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      • E não se pode usar câmeras para fiscalizar? Elas já existem, as centenas, e a empresa não sabe se tem alguém olhando ou não, além disso, um fiscal pode fiscalizar vários lugares ao mesmo tempo.

        Essa história do GPS é só para não fazer.

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  4. Concertando algo que apesar de estar dentro da lei (DECRETO Nº 95.247) nasceu errado.

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