Marchezan diz que só pode garantir salários em dia até fevereiro

Prefeito detalhou crise financeira e dívida de Porto Alegre

Prefeito detalhou crise financeira e dívida de Porto Alegre | Foto: Luciano Lanes / PMPA / CP

Prefeito detalhou crise financeira e dívida de Porto Alegre | Foto: Luciano Lanes / PMPA / CP

Após apresentar detalhes das condições econômicas de Porto Alegre e dos problemas da prefeitura para arrecadar recursos, o prefeito Nelson Marchezan afirmou que os salários dos servidores devem atrasar. Segundo ele, diante da crise financeira, a gestão só pode garantir vencimentos em dia até o mês de fevereiro.

De acordo com Marchezan, dentro dos 100 dias de governo, a gestão irá enviar à Câmara de Vereadores projetos que dependem da aprovação do Legislativo. Atualmente, Porto Alegre tem uma dívida de R$ 507 milhões, deixada pela administração anterior e que pode ultrapassar R$ 1 bilhão se for somada às dívidas contratadas para 2017 e sem receita prevista, que somam R$ 815 milhões.

 

“A cidade é fruto das escolhas que foram tomadas e daquelas que não foram tomadas. A conta já é impagável e agora precisamos ir na direção contrária e tomar medidas no presente para garantir o nosso futuro. A atual situação não é reflexo somente da crise financeira, mas também de decisões tomadas no passado”, explicou.

Marchezan relembrou a polêmica do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e destacou a importância de ter antecipado o pagamento do tributo em Porto Alegre. “Se não tivesse ocorrido a antecipação do IPTU, o déficit seria de R$ 622 milhões de contratos realizados, em tese cumpridos, honrados pelos fornecedores e não honrados pela prefeitura”, explicou. “Nós teremos de tirar recursos dos tributos para garantir a continuidade do Funcriança e da iluminação pública, por exemplo. Desde maio de 2016, os fornecedores com contratos acima de R$ 8 mil não recebem”, acrescentou.

Para conter os gastos da prefeitura e arrecadar recursos que garantam os serviços essenciais, Marchezan anunciou medidas que serão tomadas pela atual gestão: definição de prioridades e racionalização de eventos; contingenciamento de orçamentos; criação do Cadastro de Inadimplentes Municipal; redução de locações de imóveis com utilização; redução nos repasses para Carris e para Empresa pública de Transporte Circulação (EPTC).

Correio do Povo

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