Novo presidente da Carris não descarta privatização da empresa

Luiz Fernando Ferreira irá realizar diagnóstico antes de promover ações para reduzir déficit de R$ 50 milhões

Foto: Gilberto Simon

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O novo presidente da Carris, Luiz Fernando Ferreira, foi empossado nesta terça-feira e, em entrevista à Rádio Guaíba, afirmou que a Prefeitura de Porto Alegre estuda a possibilidade de privatizar a empresa. Ferreira disse que uma análise sobre essa possibilidade deve ocorrer após o exame de informações sobre alterações na gestão. O novo representante da companhia salientou que a empresa não pode ser deficitária, pois já teve um balanço negativo no último ano.

“Esse assunto continua em pauta. Privatizar ou não é uma resposta a esse novo momento de gestão da empresa. Então, o que é soberano a qualquer coisa: o resultado da empresa. Não há por que privatizar uma empresa bem sucedida. Agora, garantia disso não se tem. Isso será uma resposta posterior a esse processo de mudança”, disse.

Ferreira destacou ainda que o objetivo à frente da Carris será fazer um diagnóstico do gastos e elencar as principais ações para resultar em uma performance melhor. Questionado sobre como fazer para diminuir o déficit superior a R$ 50 milhões apresentado nos últimos balanços anuais, o gestor disse que somente após os primeiros meses poderá dar uma resposta concreta.

“É prematuro dizer se é possível ou não. A Carris não pode ser uma empresa deficitária. Hoje, ela é absurdamente deficitária devido ao modelo de gestão, que vai sofrer mudanças. O que é certo é que esse número pode melhorar significativamente. O tamanho da melhora, eu só poderei dizer com o passar do tempo”, frisou.

Ferreira foi contratado pelo prefeito Nelson Marchezan a partir de um cadastro de banco de talentos implementado pela prefeitura. Outros representante da nova direção da Carris também foram incorporados após analise no banco de dados.

Eduardo Paganella / Rádio Guaíba / Correio do Povo

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10 respostas

  1. A Carris não deve dar prejuízo, mas também não é o tipo de empresa que deve dar lucro, aliás, qualquer empresa publica que visa o lucro acaba virando cabide de emprego e um fundo especial para desvio de dinheiro.

    Porém, se continuar assim, que seja privatizada.

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    • Acho o contrário. A empresa pública que não visa lucro, acaba virando cabide de empregos. Afinal, a empresa que quer ter lucro, vai empregar o mínimo necessário para prestar o serviço.

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      • Até deve visar o lucro mas este deveria ser direcionado ao atendimento de metas claras e principalmente reinvestimento em inovação na própria empresa. Por exemplo, vamos tentar lucrar x em 2017. Com isso, em 2018 vamos comprar um híbrido ou elétrico para avaliar seu funcionamento no longo prazo. Me parece que algo parecido é feito com o City Tour, onde compraram um ônibus e o longo dos anos usaram o lucro pra adquirir outros dois.

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  2. A principal mudança é na mentalidade que define o objetivo da empresa. O objetivo principal nunca deve ser gerar emprego.A Carris existe para transportar pessoas e esse deve ser a meta a ser seguida.

    Já teve presidente com a mentalidade de gerar empregos e diz:
    – vamos gerar 50 empregos.
    Aí você pergunta, o que essas 50 pessoas vão fazer? É a resposta é:
    – Não interessa, estamos gerando emprego.

    Parece piada, mas o Lula disse que gerou sei lá quantos mil empregos, e quando vai ver os números, a grande maioria é emprego público, ou seja, tira dinheiro da economia, que geraria emprego, para dar emprego público. O problema é que cada emprego público retira mais de um emprego no mercado.

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    • Não viaja, se fossem empregados públicos o desemprego não estava nos níveis em que está. O que empregou muita gente foi entre outros o setor da construção civil pesada. Olha o polo naval que tinha em Rio Grande. Empregava 20 mil pessoas.

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  3. Em Montevideo as empresas de transporte publicos eram cooperativas,não sei se ainda são,o funcionário quando entrava também era dono,ai ele vai cuidar,não vai roubar e aumenta a eficiencia.Aos poucos estavam instituindo a bilhetagem eletronica e eliminando os cobradores,se você é dono de seu negócio voce vai querer ganhar né. Nosso sistema é completamente diferente possuimos empresas privadas e uma publica que poe seus preços e nos pagamos,parte da passagem é subsidiada pelos empregadores no Vale-transporte e ai os custos vão para a economia.Para dar um prejuizo enorme como foi dito os custos devem ser astronomicamente maiores que as receitas. E as receitas devem dar lucro para manter o bom funcionamento da empresa.Mas a Carris como outras empresas públicas infelizmente esta ai não para servir ao público e sim a interesses politicos de alguns.Em Nova Iorque todo o transporte de metro e onibus é publico,quantas greves,desordens eprotestos aconteceram nos ultimos 20 anos? Esta na hora da prefeitura vender esta empresa,pois aqui ,infelizmente o que é público nem sempre funciona. E o Subway em cadê ?

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  4. Ser estatal ou privada, a bucha continua….E o povo que anda de bus é que paga o Custo Brasil.. Calcule no Brasil inteiro.

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  5. Torço para que vendam logo, lucrativa ou deficitária, não importa. Certamente dará mais lucro e será mais eficiente se for privada. A PMPA deve usar o dinheiro da venda da Carris para abater suas dívidas e assim reduzir a despesa com juros.

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  6. O modelo onde há empresas privadas e públicas competindo por preço e qualidade é, em teoria, o melhor que se pode ter.

    Na prática, a EPTC cobra 4% do valor final da tarifa, de modo que o aumento de preço sustenta os CCs da Carris, a bonança da EPTC e os altos lucros das empresas de ônibus, que aliás, é diretamente proporcional ao custo.

    Se a empresa gasta R$1000,00 de pneu, a empresa ganha R$70,00 de lucro, garantido pelos 7% de lucro definidos pelas regras da prefeitura. Então é melhor gastar R$2000,0 de pneu, assim ganha R$140,00. Para que ganhar R$70,00 se podemos ganhar R$140,00.

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