Porto-alegrenses estão mostrando seu lado xenófobo e racista contra imigrantes

Foto: Tainã Valadão / Mundo Piratini

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O presidente da Associação de Senegaleses de Porto Alegre, Mor Ndiaye, está denunciando a prática de xenofobia por parte dos moradores da Capital. Ele assegura que a maioria dos mais de 100 senegaleses que residem na cidade já sofreu algum tipo de agressão ou ameaça. Ndiaye fala que “a gente entende que está difícil para o brasileiro, com a crise na economia, com a violência. Mas quando estamos trabalhando e sendo agredidos sem motivo nenhum, a gente sabe que não é a violência comum de todos os dias”.

Já foram registrados dois assassinatos de imigrantes, um em Gravataí, em dezembro, e outro em Porto Alegre, em janeiro. O corpo de Jemps Jannier, haitiano morto em Gravataí, inclusive, continua até agora no Departamento Médico Legal do município, sem que haja uma definição sobre seu retorno àquele país.

Mor Ndiaye diz que é muito difícil saber ao certo quantos imigrantes de países africanos ou das Antilhas estão, neste momento, em solo gaúcho. O número estimado é de 1,2 mil. Sabe-se, de certo, que 130 municípios gaúchos têm hoje a presença de imigrantes e solicitantes de refúgio, a quase totalidade negros. Além das dificuldades com o idioma, com a adaptação cultural e em obter emprego, essas pessoas enfrentam problemas e agressões a partir de um componente racial.

Políbio Braga

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20 respostas

  1. Não tenho nada contra a vinda de imigrantes para o Brasil, mas deveria ter uma regra que para cada homem, venha uma mulher junta…só vejo homem do senegal aqui, vai virar um baile do sagu aqui. Tem que vir as senegalesas também para manter o equilíbrio. Sem mais.

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