Dívida com obras da Copa em Porto Alegre ultrapassa R$ 230 milhões

Débito da prefeitura da Capital corresponde a R$ 73 milhões

Dívida com obras da Copa em Porto Alegre ultrapassa R$ 230 milhões | Foto: Ricardo Giusti / PMPA / CP

Dívida com obras da Copa em Porto Alegre ultrapassa R$ 230 milhões | Foto: Ricardo Giusti / PMPA / CP

Mais de 36% do valor das 19 obras de mobilidade urbana de Porto Alegre – as chamadas Obras da Copa – ainda não foram pagos. O valor é referente a mais de R$ 236 milhões, que precisam ser desembolsados pela Caixa Econômica Federal e pela prefeitura. Há, ainda, uma dívida de mais de R$ 45 milhões. As possíveis soluções do Executivo passam por renegociações e parcelamentos. O custo total das obras é de mais de R$ 640 milhões.

A situação foi divulgada nesta quinta-feira pela prefeitura, que conta com sete obras concluídas, dez em andamento e duas que sequer começaram. Após coletiva que contou com a participação dos secretários municipais de Infraestrutura e Mobilidade, Elizandro Sabino, e da Fazenda, Leonardo Busatto, foi informado que a posição do prefeito Nelson Marchezan Júnior é de que novos empreendimentos não serão iniciados pela prefeitura de Porto Alegre enquanto as Obras da Copa não forem concluídas.

A dívida de aproximadamente R$ 45 milhões é referente a serviços já prestados, com valores reajustados pela inflação e ainda não pagos. Ela é pertencente à prefeitura devido a diretrizes de financiamento da Caixa de não cobrir correções dos valores iniciais do contrato. O mesmo ocorre com saldo a pagar. Dos mais de R$ 236 milhões, o Executivo precisaria desembolsar cerca de R$ 73 milhões por causa dos reajustes.

Quem explicou esta situação foi o secretário da Fazenda, que disse ainda disse que na próxima semana, em reunião com a Caixa, o município deve tentar alguma renegociação. Caso não se tenha sucesso, uma alternativa deve ser uma outra reunião também na próxima semana para discutir propostas que serão levadas às empresas, como possíveis parcelamentos. A prefeitura informou, contudo, que, mesmo as obras estando paradas, as empresas têm prestado suporte para alguns serviços que não podem ser interrompidos.

Entre as sete obras ainda não concluídas, o Executivo não estabeleceu prioridades. O secretário de Infraestrutura e Mobilidade disse, no entanto, que a trincheira das avenidas Ceará e Tronco são consideradas como os “maiores desafios”. As previsões para suas conclusões são, respectivamente, de quatro e 24 meses. A Ceará está 90% concluída, já a Tronco, que depende da desapropriação de famílias que vivem no local, está em 31% nos trechos 1 e 2 e 33,10% nos trechos 3 e 4.

A prefeitura não esconde a falta de recursos próprios para arcar com os pagamentos. De aco[TEXTO]rdo com Busatto, a despesa mensal acima da receita tem sido de R$ 60 milhões a R$ 70 milhões. “Obviamente que estamos fazendo ajustes, mas não tem dinheiro para tudo. A gente vai ter que priorizar o que é mais importante para a cidade de Porto Alegre.”

Obras da Copa

Custo total: R$ 640.990,320,31

Saldo a pagar: R$ 236.943.570,42

Valor pago: R$ 358.973.096,46

Dívida: R$45,073,653,43

Obras concluídas:

Edvaldo Pereira Paiva – Trecho 3

Edvaldo Pereira Paiva – Trecho 4

Corredor Padre Cacique – Trecho 1

Viaduto Pinheiro Borda

Viaduto Júlio de Castilhos

Viaduto Bento Gonçalves

Entorno do Beira-Rio

Obras em andamento:

Trincheira Anita Garibaldi

Trincheira Cristóvão Colombo

Trincheira Ceará

Voluntários – Trecho 1

Prolongamento Severo Dullius

Pavimentação corredor BRT Protásio Alves

Pavimentação corredor BRT Bento Gonçalves

Pavimentação corredor BRT João Pessoa – Trecho 1

Tronco – Trechos 1 e 2

Tronco – Trechos 3 e 4

Obras não-iniciadas:

Trincheira Plínio Brasil Milano

Voluntários – Trecho 2

Henrique Massaro / Correio do Povo

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Categorias:Obras da Copa 2014

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15 respostas

  1. 640 milhões pra 3 viadutos e asfaltar corredores de onibus. Com 7 viadutos dava pra fazer aquela sonda Rosetta que pousou num asteroide.

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  2. O prefeito pavão se gabava de ter as contas em dia.
    Não entregou as obras, não tava com contas em dia e não perdeu a pose.

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  3. A estação de ônibus da rodoviária sumiu das listas. Ficamos só com o viaduto escorado e aquele tumulto na parada de ônibus atual.

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    • E com uma penca de táxis parados indevidamente na frente da parada (não sei para quê um ponto de táxi daquele lado se tem um enorme na parte frontal da Rodoviária, aliás) – sem falar em eventuais carros parando para pessoas descerem – , obrigando os passageiros a ir quase até as elevadas para conseguir pegar um ônibus…

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      • “indevidamente” sim mas ilegalmente nao, la é um ponto de taxi autorizado pela EPTC. Sabe-se la por que…

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      • Ilegalmente, sim. O ponto de táxi é mais para frente e tem um limite máximo de “n” táxis, porém sempre tem um número maior que o estipulado estacionado por lá.

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      • Ok, acredito e concordo com a afirmaçao

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    • Fora as paradas envidracadas do BRT na Salgado Filho e outras avenidas…..e nao esquecam do terminal de vidro projetado pelo Debiaggi para o Cristal…..

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  4. Voltando a falar sobre o preço da passagem de ônibus, gostaria de dizer que é uma sandice em pleno ano de 2017 se ter ainda cobradores dentro do ônibus. É perigoso para passageiros, motorista e o próprio cobrador, não é nem um pouco prático, se tem diversas outras alternativas para compra da ticket para embarque mais os cartões que boa parte da população já usa.
    Isso permitiria a economia nos custos operacionais e logo tarifa mais baixa, e frota de ônibus mais nova e confortável.
    Depois de tanto argumentos a favor da extinção do cobrador a única que podem utilizar a favor é a possível demissão de trabalhadores…. Pois bem, se for assim vamos voltar com os assessorialistas de elevadores, e os trabalhadores braçais na colheita de soja, entre outros…

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  5. E o pagamento das rescisões dos CCs que saíram em janeiro será feito quando?

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  6. Lembro da época q o blog estava infestado de CCs que defendiam o Fortunati até altas horas dá noite

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  7. Tenho a impressão que o valor se refere ao conjunto das obras e não somente aos viadutos.Obra publica no Brasil custa caro, já que é cartelizada tanto nas grandes como nas pequenas construtoras,Não se trata de defender ninguem aqui,mas se todas as obras tivessem ficado prontas pelos beneficios que trariam e se durassem no minimo 15 anos sem manutenção pesada seria em conta.

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  8. A rua Anita Garibaldi é o maior exemplo do absurdo do trânsito de Porto Alegre. Desde o começo na descida da Bordini até a trincheira da perimetral ela tem marcações alternadas de 2 e 3 faixas. Começa com 2, aumenta para 3 antes da Silva Jardim, volta para 2 e aumenta para 3 novamente. Isto tudo sem modificação da largura da rua. Saindo da trincheira são 3 pistas até a Carlos Daudt, até aqui em sentido único centro-bairro. Passando a Daudt, são 2 pistas de ida e uma em sentido contrário até a primeira esquina onde viram 1 pista de ida e 2 em sentido contrário (uma para conversão à esquerda) e 10 metros adiante passam a ser 2 pista uma de ida e outra em sentido contrário.

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