Com fissuras, Monumento ao Laçador será monitorado por técnicos em conservação

Nesta primeira fase será realizado um diagnóstico quanto às condições estruturais da escultura


Com fissuras, Monumento ao Laçador será monitorado por técnicos em conservação | Foto: Samuel Maciel

O Monumento ao Laçador, um dos mais tradicionais símbolos de Porto Alegre, começa a partir desta segunda-feira a ser diagnosticado por especialistas em razão de fissuras detectadas na obra. Uma parceria entre o Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon/RS), a prefeitura de Porto Alegre e a Associação Riograndense da Construção Civil vai possibilitar uma avaliação criteriosa sobre o estado de conservação do monumento localizado na avenida dos Estados, na zona Norte da Capital.

O vice-presidente do Sinduscon/RS e coordenador do Projeto Construção Cultural, Zalmir Chwartzmann, informou que dois dos mais renomados especialistas em restauro de obras com metal foram contratados e estarão a partir desta segunda-feira em Porto Alegre para analisar os problemas do monumento. Virgínia Costa, engenheira metalúrgica e consultora em conservação do patrimônio, será responsável pela coordenação dos trabalhos prospectivos, e o francês Antoine Amarger, restaurador de esculturas metálicas. Ele é considerado uma autoridade mundial no assunto. Segundo Chwartzmann, nesta primeira fase, será realizado um diagnóstico quanto às condições estruturais da escultura, especialmente quanto à fissuras verificadas na base do monumento.

Conforme o vice-presidente do Sinduscon,os dois especialistas participarão de hoje até sexta-feira do “Projeto Ateliê-Escola” que tem o objetivo de qualificar 15 profissionais atuantes na área de patrimônio (conservadores-restauradores, artistas plásticos e arquitetos) . “Com a realização do curso, os profissionais poderão atuar em futuras intervenções de conservação de obras em metal, suprindo uma carência constatada a nível nacional”, explicou.

Os profissionais terão aulas teóricas no Centro Municipal de Cultura, na avenida Erico Verissimo. Segundo Chwartzmann, a programação prevê ainda aulas práticas nos dias 13 e 14 de março junto à escultura onde o tradicionalista Paixão Côrtes, pousou com traje típico, para que o escultor pelotense Antônio Caringi esboçasse com lápis a indumentária gaúcha, para a criação do Monumento ao Laçador. “No local, os especialistas farão uma inspeção sobre as condições do monumento”, destacou. Chwartzmann conclamou que o exemplo do Sinduscon/RS sirva para estimular empresas e instituições para que atuem na recuperação de prédios, praças, parques e monumentos da cidade.

O Monumento ao Laçador foi definido por lei municipal, em 1992, como símbolo oficial da cidade de Porto Alegre. Em 2001, foi tombado como patrimônio histórico da Capital. Em 2007, o monumento foi transferido do seu local original , o largo do Bombeiro, para o sítio “O Laçador”, em razão da construção do viaduto Leonel Brizola. A estrutura feita de bronze pesa mais de três toneladas e fica em um pedestal de granito.

Correio do Povo / Claudio Isaías

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8 respostas

  1. O monumento deveria ser restaurado e conduzido à algum museu. As três toneladas de bronze no momento de fome em que andam muitos gaúchos vão acabar virando tacho em fundo de algum quintal.

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  2. Duas opções: 1-Imprime em 3D e faz uma nova; 2- bota Durepox que ninguém vai notar. Resumo: vão dizer que o custo do tal reparo, que será por coordenação francesa(tão podendo!!), deve ficar em torno de R$ 2 milhões, já que um também francês executou um trabalho em painel (Independência) de bronze em SP e custou R$ 1 milhão e pega essa grana e joga nas escolas, na saúde e na segurança: aposto que vai fazer um benefício muito maior do que essa “falsa preocupação cultural”. Em última pedida, chama o Paixão de novo. Aposto que ele vai apoiar minha sugestão. Fala sério: o mundo tá desabando, as pessoas tão morrendo e vcs movendo dinheiro alto para corrigir fissura no Laçador???? Me poupa!!!

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  3. Mania do povo de achar que a necessidade (indiscutível) de investimentos em educação, saúde e segurança exclui outros investimentos, como em manutenção de monumentos públicos.

    Se é assim, vamos derrubar o Viaduto Otávio Rocha, aterrar (de vez) o Lago dos Açorianos, implodir os prédios históricos da UFRGS, derrubar o Theatro São Pedro, e por aí vai. Pra quê gastar pra preservar a História, né?

    Parece aquele pessoal que fica criticando ciclovias com o “argumento” de que deveriam investir em transporte público, como se os dois modais não fossem complementares…

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    • Entendi. A cultura não pode esperar, até porque se morrerem mais alguns, sempre sobra alguém pra curtir a arte. Parece aquele pessoal que só se preocupa com fazer de conta que não existe crise, não tem ninguém morrendo, ninguém com fome, ninguém estudando em galpão por falta de manutenção em escola. Quer arrumar? arruma, só não viaja e bota todo dinheiro fora que esta sendo projetado.

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      • Distorção pura do que eu disse.

        Tu acha mesmo que o dinheiro a ser gasto na restauração do monumento vai resolver a crise, vai melhorar a educação, saúde, segurança etc. O que vai resolver estes problemas é cobrar os políticos para não desviarem o orçamento das respectivas pastas pra pagar CCs ou aumentar o próprio patrimônio.

        Não é retirando recursos de outro item necessário específico (e sim, conservar patrimônio público é algo necessário. Ou vocês gostariam de deixar a própria casa de vocês cair aos pedaços, sem nenhuma manutenção, sob o argumento de haver coisas mais necessárias a fazer?) que vai resolver os desvios do outro item.

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  4. Eu não sou um dos maiores amantes do laçador, mas é história, é cultura, isso já faz parte da educação, é preciso investir, não podemos deixar ao ponto de cair.

    Por durepox? Então joga fora de uma vez, isso não é um brinquedo.
    haha

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    • A durepox iria fixar a fissura e tu iria morrer de velho e nem saberia que foi feito. Porque tu nem vai la. Passa as vezes de carro e as vezes te lembra de olhar para o Laçador. Então, esquece o Durepox e chama a BM Fundição: aposto que eles arrumam a fissura e não vão precisar importar nenhum francês ou ficar monitorando para gastar um zilhão. Eles vão lá e arrumam e pronto. Problema: assim é muito simples, não vale, não dá ibope.

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  5. Em sao leopoldo havia uma estatua historica em homenagem a imigraçao alemã. Anos atras essa, de bronze, foi transportada para um museu e uma replica em madeira (disfarçada de bronze) foi posta no lugar

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