Frente Parlamentar vai trabalhar pela recuperação do Centro Histórico

Iniciativa do vereador Moisés Maluco do Bem foi instalada na Câmara nesta sexta-feira

Trabalhos foram acompanhados por autoridades e moradores do Centro Histórico(Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA)

Foi instalada na manhã desta sexta-feira (12/5) na Câmara Municipal de Porto Alegre a Frente Parlamentar de Recuperação do Centro Histórico, a ser coordenada pelo vereador Moisés Maluco do Bem (PSDB). O ato contou com ampla participação da comunidade que reside na área, Poder Executivo e vereadores. “Muito se discute sobre a eficácia de uma Frente Parlamentar. Nós teremos sim uma programação e queremos contar com também com o apoio das entidades e  pessoas que queiram propor pautas”, disse Moisés. De acordo com o vereador, o primeiro passo será analisar dados gerais promovendo um diagnóstico da área, especialmente na questão da segurança.

A vereadora Comandante Nádia (PMDB), que assume a função de secretária da Frente, afirmou que se faz cada vez mais necessário o trabalho de pessoas de bem, que tenham interesse com a coletividade, independente dos partidos. “Muitos dos vereadores que compõem a Frente são novos no parlamento e seu objetivo comum é promover a mudança”, afirmou. “O Centro Histórico é nosso cartão de visita e nosso papel aqui é fazer a ligação entre os anseios unificados da sociedade e o Executivo”, completou a vereadora ao informar que a primeira reunião de trabalho está prevista para o dia 16 de junho, às 10h, na sala 301 da Câmara Municipal.

CARINHO

Na oportunidade, ao se manifestar, Luciana Teles, presidente da Associação Comercial, declarou que o Centro precisava dessa atenção e desse carinho. Já o diretor do Sindilojas, Eduardo Lucas, concordou com Luciana mas lamentou que a insegurança afaste as pessoas do Centro, ocasionando o fechamento de muitas lojas, que perdem clientes. O presidente da EPTC, Marcelo Soleti, também apoiou a iniciativa. “Para nós que estamos envolvidos diretamente com a comunidade é muito bom contar com o apoio dos vereadores”. Soleti lembrou que um dos principais projetos da empresa, neste ano, é priorizar o trânsito e segurança dos pedestres.

O secretário de Cultura da Capital, Luciano Alabarse, disse estar muito impressionado com o alto nível dos vereadores. “Essa ideia de revitalização é urgente, pois se o Centro não é pujante, a cidade não se desenvolve. Se o Centro não existe de verdade, não existe a cidade”, concluiu. O secretario também sugeriu que os vereadores comecem seu trabalho analisando o Centro Histórico pelo nível térreo: “tendo como perspectiva o olhar estrangeiro, do turista”.

PROPOSTAS

O vereador Felipe Camozzato (Novo) ressaltou que a união entre os parlamentares se deve à importância do tema. “O Centro Histórico é uma fonte inesgotável de desenvolvimento de nossa cidade”. Matheus Ayres (PP) citou que seu mandato possui três grandes temas que vão ao encontro da abordagem da frente. “O primeiro diz respeito à dignidade da pessoa humana; o segundo trata da cultura exemplificado no projeto de reativação do bonde e o terceiro diz respeito à mobilidade urbana, e na intenção de desengavetar projeto de transporte hidroviário para a zona sul da Capital”, afirmou.

Cassiá Carpes (PP) destacou ser assíduo frequentador do centro de Porto Alegre. “Tenho vários projetos para essa região, mas o que nos trava é a impossibilidade de propormos ao Executivo propostas que onerem o mesmo financeiramente. É necessário, por exemplo, a instalação de mictórios, tendo em vista que as pessoas urinam nas ruas”, enfatizou. Valter Nagelstein (PMDB) lembrou de sua atuação como secretário da Indústria e Comércio, quando conviveu de perto com as questões do Centro. “O comércio ambulante em contraponto com os lojistas, a questão dos índios, o Viaduto Otávio Rocha, a segurança, penso que toda energia possível de nós, integrantes dessa Frente, deva ser investida nesses temas. A cidade está em débito com o Centro”, finalizou.

Texto: Lisie Venegas (reg. prof. 13.688)
Edição: Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)

Câmara Municipal

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21 respostas

  1. utilizando uma frase do texto “O primeiro diz respeito à dignidade da pessoa humana”,é isso que a prefeitura deve fazer sua prioridade deve ser a saúde e a educação, espero não ver dinheiro público tendo como prioridade o gasto em mictório!!!

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    • [b] Gostaria de ver as sugestões do pessoal do blog para o centro.
      Todas plausiveis encaminharei para os vereadores

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    • É muito fácil cair nessa falácia, Roger. A prefeitura não trabalha com uma coisa de cada vez, e sim com uma cidade inteira ao mesmo tempo. Aqui estamos falando da revitalização do Centro, incluindo melhoria da condição das pessoas lá. Se tu quer tratar de dignidade apenas, vai pra outra discussão. E te acostuma a viver em uma cidade decadente. Como se não existissem vários problemas ao mesmo tempo…

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      • Discordo de sua opinião, uma cidade decadente é que não investe em educação e outros necessidades básicas, o que vai adiantar essas melhorias que serão momentâneas,pois a população não valoriza o bem comum a todos.

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  2. Gostaria de ver as sugestões do pessoal do blog para o centro.
    Todas plausiveis encaminharei para os vereadores

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    • “mas o que nos trava é a impossibilidade de propormos ao Executivo propostas que onerem o mesmo financeiramente” Pessoal do blog nao vai gostar.
      Aqui a ideia é boa só se for uma obra estetica e nao estrutural ou se for a entrega de uma area publica para que se construa qualquer coisa, desde que seja privada.

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    • Banheiros públicos em nível. Aqueles banheiros subterrâneos no terminal Parobé ou escondidos do viaduto Otávio Rocha são chamarisco pra bandido. Vejam o modelo de são paulo: http://capital.sp.gov.br/noticia/prefeitura-apresenta-novo-modelo-de-banheiro-publico

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      • Joana, sinceramente, não viaja com esse banheiro público de vidro, cheio de flores, etc…
        Banheiro muito escondido é chamarisco para bandido…
        Essa loja de flores ai é chamarisco para assaltantes e vândalos… primeiro protesto que tiver ai perto vão depredar tudo.

        O ideal é um banheiro normal, de concreto porque não estraga, sempre em boas condições.
        Evitar usar materiais que podem ser facilmente danificados, como madeira, metais muito finos, acrílico, vidro, …

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      • Duke Porto o banheiro é um caixote de inox. Você olhou as fotos da banca de flores. Umas três fotos depois aparece o banheiro, ele é quase uma caixa forte prateada e por dentro é todo de inox. Parece bem resistente.

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      • Sendo assim, e sendo pré fabricado, então está perfeito.
        É semelhante a um banheiro químico só que de inox. Ai é muito bom.

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      • Bem interessante esta proposta de banheiros. : )

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    • Sugiro que sejam colocadas o estacionamento do largo glenio peres, que ocorre dias de semana apos 19h e finais de semana em qualquer horario, seja administrado e cobrado pela EPTC para reverter em dinheiro para a prefeitura.

      Afinal, o largo esta sempre com a calçada destruida por conta da passagem de automoveis e o dinheiro poderia ser revertido em melhorias para o local.

      Na verdade eu preferiria mesmo é que nao se jogassem mais carro la mas em fim ne,,,

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  3. Se a limpeza e a segurança aumentassem consideravelmente já seria uma revolução no centro.

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  4. Sugiro privatizar o mercado público para uma empresa que saiba gerir um centro comercial. É um desperdicio o mercado público ser ocupado por peixarias fedorentas quando poderia ser um ponto focal do centro histórico. Isso além de não onerar a prefeitura traria bastante receita.
    Quem comprar o prédio teria que desinfetar aquela catinga acumulada e reformar tudo, mantendo a fachada. Teríamos algo de alto nível ocupado por estabelecimentos de nível compatível com o que a cidade merece. Teria uma boa sinergia com o cais do porto reformado.

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    • Gosto das peixarias do Mercado Público. Não sou muito chegado em transformar um lugar que é pro povão em um lugar fru fru. Tem que se ter estabelecimentos compatíveis com os frequentadores.
      Se quero nível, não é para o centro que vou.
      Mas concordo que o lugar tem que ter um pouco mais de higiene.

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  5. Toda e qualquer ação de melhoria no Centro deve começar pela retirada dos terminais “provisórios” de ônibus da Salgado Filho e a implantação do BRT.

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    • Concordo contigo Eduardo. Acho que tua ideia seja uma proposta de um objetivo maior, que seria a DESCENTRALIZAÇÃO do centro de PoA e a implantação definitiva da ideia dos PORTAIS (terminais), com o abandono dessa forma de cobrança do bilhete TRI atual, CRIANDO CATEGORIAS DE PASSE onde se incluiriam a integração dos transportes, cobrança diária, cobrança por distância percorrida, etc…Ainda incluo a INFORMATIZAÇÃO E EDUCAÇÃO de algumas categorias do serviço público municipal, bem como o usuário deste serviço (povão), para que não tenha que se deslocar em massa até o centro, que muitas vezes tem apenas um objetivo burocrático.
      Acho que algumas dessas palavras-chave já são discutidas já faz tempo aqui no blog, Madureira.

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  6. Fico feliz que a revitalização do centro de nossa capital entre em pauta junto ao Legislativo municipal, mas ao mesmo tempo tenho certo receio de que se entre novamente naquela velha lógica DEBATE/EMBATE que já estamos acostumados quando o pensamento da revitalização do espaço urbano entra no centro da discussão.
    Tenho certeza de que tem muita gente competente em Porto Alegre que é capaz de propor idéias realmente práticas e efetivas nesse assunto e espero que estas pessoas não sejam ignoradas (muitas delas já nem se envolvem mais pela polemização demasiada do tema e falta de efetividade dos resultados).

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    • No geral o centro só precisa de mais segurança, reformas sem alterar a arquitetura e limpeza.

      Depois disso, não precisa mais nem se falar no centro, pois é Histórico e não deve mudar muito mesmo.
      Evitar ficar falando sobre notícias de outros países e suas novidades, pois o Brasileiro pode achar que se não tiver a mesma coisa que o estrangeiro tem na cidade dele, estará atrasado…

      Gosto da parte histórica intacta, com reformas para pinturas no máximo…e limpeza!

      Existe partes da cidade que são mais modernas, foquem nelas para colocar as novidades em prática e deixem de uma vez por todas o centro em paz.

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      • Sim, é um ponto de vista Duke, mas acho que um centro histórico não deve, necessariamente, estar engessado no que se refere aos seus edifícios. Atualizar um programa de necessidades e/ou inserir novos equipamentos/estruturas em um edifício, mesmo que histórico. Reformas e pinturas paliativas muitas vezes não são suficientes para manter a sustentabilidade de um edifício.
        Onde tu recomendas evitar-se a busca de novidades referenciais externas, tenho que discordar. Tudo que puder contribuir, seja do exterior ou do Brasil mesmo, é muito bem vindo. O que tem que haver, é claro, é uma boa “filtragem” para se saber da possibilidade de se adaptar à nossa realidade com sucesso.
        No que tu falas da falta de segurança e limpeza, creio que são dois temas dos mais importantes mesmo. Mas acho que tu concordas comigo que o tema não se estanca nisso. Mobilidade, qualidade ambiental (entre outros) também são itens de que nosso centro tem certas carências.
        Abraço!

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