Projeto freia novas ciclovias em Porto Alegre

Jornal Metro – Porto Alegre, 10/07/2017



Categorias:Bicicleta, ciclovias

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65 respostas

  1. Infelizmente o pessoal não sabe não grenalizar os assuntos. É uma pena que o citado vereador queira frear o crescimento de ciclovias e ciclofaixas, mas realmente, as ciclovias de Poa são extremamente má planejadas (pelo menos já pararam de pintar toda ela com a escorregadia tinta vermelha, deixando apenas as faixas laterais vermelhas). Um grande problema é que as vias não tem planejamento algum, não é feito uma engenharia de trafego decente nem para que haja ciclovia e nem para a circulação de automóveis.

    Mas é impressonante ver motoristas xingando o “egoísmo” de ciclistas enquanto rodam sozinhos em carros com 5 ou 7 lugares e ciclistas denunciando o motorista que fura o sinal vermelho, mas que também não respeita sinal, calçadas ou faixas de pedestres, achando que leis de transito servem apenas para os carros.

    A Bicicleta poderia explorar muito mais o seu potencial em Porto Alegre, deveríamos ter mais paraciclos ao longo da cidade (até os estacionamentos particulares poderiam explorar esse nicho de mercado) e mais estações de BikePoa ao longo da Ipiranga, da Goethe, da 3ª Perimetral, da Protásio Alves, em pontos de interesse como escolas, shoppings, hospitais, universidades e grandes empresas. Conheço pessoas que trocaram o carro pela bike, economizaram uma grana com gasolina e estacionamento e ainda perdeream uns quilos e definiram a musculatura das pernas.

    Mas o que mais me surpreende é ver gente achando que ainda temos que fazer mais viadutos e autopistas. Precisamos de mais metrô, mais BRT de verdade, VLTs, isso sim retira volume de veículos das ruas. É também impressionante ver gente que usa Nova York, Paris, Londres e Madrid como exemplos de cidades que retiraram espaço dos carros e destinaram as bicicletas, mas esquecem que essas cidades tem entre 200 e 400 km de metrô cortando a cidade inteira, sendo a principal alternativa de transporte nessas cidades.

    Mas essas grandes obras de transporte coletivo que podem solucionar problemas de transito na nossa capital nunca saem do lugar por causa de políticos incompetentes e grupos que vão contra a inovação, é unir o inútil ao desagradável.

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    • Ciclistas são egoístas e fascistas enquanto querem milhões de reais para um viaduto e não abrem mão de estacionamento grátis…. Não tem lógica alguma.

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  2. Só eu que tenho essa impreção que apartir de janeiro de 2016 Porto Alegre começou há andar nos trilhos? Quem luta por uma cidade mais séria parou de fazer cara de paizagem quando bicho grilo reclama do capitalismo “opressor”. Quem é do bem e de trabalho, cansou de ficar ouvindo sem reagir as bobagens que tem paralizado Porto Alegre.

    Quem está na correria não tem tempo para ficar esperando pessoal brincando de bike passar! PoA (Porto Alegre em habreviação) merece mais autopista, perimetral, túneis. Em uma frase, pro-gre-sso! Dedicar uma faixa para bicicleta é trocar uma via onde anda trezentos carros por minuto por um ou dois magrões curtindo a natureza no pedal, sem pressa para chegar (porque o pordosol dura bastante tempo). Que a URGS não nos escute, mas uma ciclovia não tem nada de democrática. É hyppie, como outra pessoa falou, embora ela errou e chamou de “hipster” (hoodstock mandou lembranças… hihihi). É modinha, um meme pro facebook.

    Quem movimenta a cidade (trabalhando realmente, estudando) quer chegar rápido, porque precisa. Uma ciclovia é a opção pelos que não tem nada de urgente pra fazer. É preciso discutir ainda essa questão? Em 2017, a modinha é querer que Porto Alegre vire uma Pequim de 1930, com a juventude de bike buscando suchi na Redenção???

    Não tenho nada contra o pessoal “alternativo”. Já comprei miçangas para ajudar. Já dei carona (no meu carro opressor) a dois visinhos que curtem raul seixas e que tinham um compromisso em um movimento social no centro. Mas uma coisa é ser legal. Outra é discutir que cidade estamos deixando Porto Alegre ser.

    PoA precisa deixar de ser essa eterna adolescente, fazendo birrinha ao mundo capitalista. Eu gosto desse blog porque aí não se fica encima do muro nem se defende a Porto Alegre do atraso. Amigos, contem comigo.

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    • Concordo e acrescento: urgência pra mobilidade urbana de POA é metrô. A cidade precisa de no mínimo 4 linhas pra ontem. Espero que com as eleições de 2018 (qualquer candidato que se preze vai abordar essa questão urgente de mobilidade urbana em POA) e com o maior equilíbrio financeiro que a prefeitura vem tentando fazer a pauta do metrô volte aos holofotes.

      Outra urgência é uma quarta perimetral que ligue o extremo norte/leste ao sul da cidade e quiçá com a região metropolitana (se não me engano já vi um projeto há algum tempo atrás talvez até aqui no blog), pq a terceira perimetral já não tá mais dando conta.

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      • A quarta perimetral já está pré traçada. Segundo matéria da Metroplan, em 2013, o traçado é o seguinte:

                1. Av. Voluntários da Pátria (trecho final no bairro Humaitá em Porto Alegre);
                2. Rua Leopoldo Brentano;
                3. Av. Fernando Ferrari;
                4. Beco dos Maias;
                5. Rua dos Maias;
                6. Rua João Ferreira Jardim;
                7. Rua Antônio Severino;
                8. Diretriz 1921;
                9. Av. Baltazar de Oliveira Garcia;
                10. Av. Protásio Alves;
                11. Av. Bento Gonçalves.
        

        (fonte: http://www.metroplan.rs.gov.br/conteudo/1427/?Quarta_Perimetral_vai_facilitar__tr%C3%A2nsito_da_Capital_e_entorno)

        Embora eu ache que não tem nada a ver estre traçado.

        Uma outra ideia é aproveitar a Plínio Kroef, Manoel Elias e fazer um túnel sob o Morro Santana (4 km aproximadamente) e chegando na estrada João de Oliveira Remião, indo até a Restinga pela João Antonio da Silveira. Pode-se ramificar até Viamão e no início, pra Cachoeirinha e Gravataí.

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    • Tua comparação sobre a taxa de utilização do espaço não faz sentido algum. Veja o que acontece em muitas ruas do centro q tem mão dupla mais estacionamento de cada lado e uma calçada de uns 2m para talvez uma centena de pedestres. Vai me dizer que não há um absurdo aí?

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    • Chegar rápido como cara pálida? Em horário de pico a velocidade média em SP é uns 7 ou 8km/h. Ate uma galinha anda mais rápido.

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  3. Até que enfim alguém resolveu enfrentar a minoria xiita das bicicletas! Basta ver o que estão fazendo na Goethe. Já era trancado ali, agora então vai virar o caos o dia todo. Chega de ditaduras de minorias barulhentas.

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    • O nome disso é fascismo urbano, em pleno século XXI. Como todos os fascistas, merecem é desprezo, se acham demais por estarem ajudando a salvar o mundo quando na verdade tão exercendo é a própria mesquinharia. Metade da felicidade é andar de bicicleta numa faixa exclusiva já que são tão poucos que a querem usar de tal forma que exponencializam seus privilégios; a outra metade da felicidade é de puro cinismo em incomodar e importunar a vida alheia, atrapalhando no que podem. Não valem o cuspe que dá vontade de escarrar tamanha a baixeza. Infelizmente POA ainda vive sob a tirania desse fascismo, mesmo já tendo algum progresso no executivo, embora o Marchezan não tenha o peito por exemplo que o Dória teve. Mas enfim, só o fato de ter 3 comentários contrários a essa corja já demonstra que tá mudando, porque não se iluda com os desarranjos dos demais comentários, o grande grosso da população tá nem aí pra esses gluten free insuportáveis.

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  4. Talvez eles estejam um bom tempo a frente dos brasileiros normais. Será que nos países da Europa os que andam de bicicleta nas ruas são atrasados e nós estamos mais desenvolvidos nesta área ?
    É questão de vermos o quanto somos atrasados nisso. Os cicloativistas estão tentando equiparar o Brasil, as nossas cidades ao mais desenvolvidos dos países.
    Tenho pena quem chama eles de tosco ou ridículos.

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    • Não crítico objetivo, mas sim os métodos. Boa intenção até o Stalin tb tinha. Por falar nisso, já pedalei em ao menos 4 países da Europa. Não vi um ciclo ativista.

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      • Sim, sim, Pablo. Entendo. Mas no Brasil, e não falo de ti especificamente, existe uma cultura muito arraigada contra as bicicletas. Então eu acho extremamente positivo o trabalho destes cicloativistas, para tentarem mudar a cultura do brasileiro. Admiro o trabalho e a paciência deles. Na Europa não precisa de cicloativista. Aqui precisa, e muito.
        Não sou cicloativista e nem “ecochato” (tu já me conhece) mas sim, vou dar espaço pra eles sempre que achar interessante e necessário.
        Vou até fazer um contato com o Marcelo Sgarbossa pra me mandar sempre as releases do trabalho dele relacionado a este assunto para que eu divulgue no Blog.

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      • é aquela coisa, o meio termo reclama e não faz, o extremista é surtado mas faz, e o opositor impede que o extremista alcance o objetivo, e no fim o resultado vira o que o meio termo quer.
        Esses grupos ‘extremos’ são os responsaveis pelas mudanças, se depender de pessoas ‘sãs’ nada muda.

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      • Ciclo ativismo de verdade é andar de bike, e só! O impacto de ir e voltar para o trabalho todo dia de bike é muito mais eficiente para promover alguma mudança do que a tia com a bike de cestinha que só pega a bike para o massa crítica.

        Novamente, não basta ter boa intenção para ter resultado. Se é para fazer errado melhor não fazer, mesmo que se tenha o coração transbordando de boas intenções.

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    • Com todo o respeito, isso é puro fascismo urbano do século XXI, da mesma forma que existe o fascismo ambiental de substituir árvores exóticas bonitas e plantar jerivá no lugar (o próprio memorial da américa latina em SP é um troço modernista árido com um jardim horrendo de jerivás), e não se trata de trocar por algo nativo, mas sim por algo feio, pq nativo bonito temos as araucárias por exemplo. E a Europa hoje em dia não é mais exemplo de nada de bom, é só uma geração vivendo à toa e plantando seu próprio auto-genocídio e obliteração cultural enquanto vive e faz gentilezas com a aba do chapéu das gerações passadas brincando de ser cool enquanto plantam as sementes de sérios problemas futuros, evento esse muito regozijado entre a esquerda mundial inclusive a tupiniquim.

      O Brasil (e o RS foi campeão disso no século XX com Vargas, Brizola, depois Olívio e companhia) é assim: quando o ocidente tá produzindo coisas boas, o país se retruca num nacionalismo e bairrismo idiota (por exemplo enquanto o terceiro mundo tava se abrindo economicamente como no caso dos tigres asiáticos e mesmo da própria china embalada pela gradual derrocada da economia socialista, o país se manteve retrucado numa ditadura protecionista que não serviu nem pra copiar as reformas liberais do Pinochet – ok que em parte foi necessário pq a comunistada na época era raivosa e tava em êxtase com o purgatório instaurado na ilha cubana); mas quando o ocidente tá produzindo merda o Brasil é o primeiro a ir comprar a ideia, exemplo mais claro: o modernismo pra apagar numa ferocidade brutal os resquícios da arquitetura de belle epoque trazida pelos imigrantes regada a muito corredor de ônibus sem apelo estético ou zelo pelo mobiliário urbano ao invés de pensar em novas áreas de expansão urbana pra abrigar os novos edifícios e agora essa onda esquerdo-emaconhada-petista-green-ciclofascista que enxerga na transformação de uma via de carro em ciclovia um ato revolucionário anti-sistema. Com todo respeito2: são uns toscos mesmo.

      E uma observação: eu não sou contra ciclovias. Acho importante e salutar, mas quando são planejadas e sem esse caráter punitivo-cínico de tirar via de carro de uma cidade já congestionada só pra agravar ainda mais o problema em troca da benesse de tão poucos (e sim, querer obrigar as pessoas a mudar o estilo de vida pra agradar os eco-baluartes-salvadores-do-mundo é senão fascismo). E no caso de POA o único lugar que vejo uma ciclovia que possa ser planejada sem interferir o ambiente urbano é em parques e praças, em futuras novas avenidas (por exemplo uma quarta perimetral ampla já preparada pra ciclovia) e em avenidas que já contemplem espaços extras, até porque se não houver metrô a tendência é que vias de carro sejam cada vez mais necessárias e não o inverso. Ou então até pode suprimir em algumas avenidas da cidade, mas nas que possam ter compensação pro próprio trânsito. Por exemplo já passou da hora da Goethe e a segunda perimetral como um todo ter novos viadutos ou trincheiras (que causam menor impacto visual) pra fluir melhor. Mas de forma geral visualizo essa possibilidades em poucas avenidas.

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      • Com todo o respeito, isso é puro fascismo urbano do século XXI, da mesma forma que existe o fascismo ambiental de substituir árvores exóticas bonitas e plantar jerivá no lugar (o próprio memorial da américa latina em SP é um troço modernista árido com um jardim horrendo de jerivás), e não se trata de trocar por algo nativo, mas sim por algo feio, pq nativo bonito temos as araucárias por exemplo. E a Europa hoje em dia não é mais exemplo de nada de bom, é só uma geração vivendo à toa e plantando seu próprio auto-genocídio e obliteração cultural enquanto vive e faz gentilezas com a aba do chapéu das gerações passadas brincando de ser cool enquanto plantam as sementes de sérios problemas futuros, evento esse muito regozijado entre a esquerda mundial inclusive a tupiniquim.

        O Brasil (e o RS foi campeão disso no século XX com Vargas, Brizola, depois Olívio e companhia) é assim: quando o ocidente tá produzindo coisas boas, o país se retruca num nacionalismo e bairrismo idiota (por exemplo enquanto o terceiro mundo tava se abrindo economicamente como no caso dos tigres asiáticos e mesmo da própria china embalada pela gradual derrocada da economia socialista, o país se manteve retrucado numa ditadura protecionista que não serviu nem pra copiar as reformas liberais do Pinochet – ok que em parte foi necessário pq a comunistada na época era raivosa e tava em êxtase com o purgatório instaurado na ilha cubana); mas quando o ocidente tá produzindo merda o Brasil é o primeiro a ir comprar a ideia, exemplo mais claro: o modernismo pra apagar numa ferocidade brutal os resquícios da arquitetura de belle epoque trazida pelos imigrantes regada a muito corredor de ônibus sem apelo estético ou zelo pelo mobiliário urbano ao invés de pensar em novas áreas de expansão urbana pra abrigar os novos edifícios e agora essa onda esquerdo-emaconhada-petista-green-ciclofascista que enxerga na transformação de uma via de carro em ciclovia um ato revolucionário anti-sistema. Com todo respeito2: são uns toscos mesmo.

        E uma observação: eu não sou contra ciclovias. Acho importante e salutar, mas quando são planejadas e sem esse caráter punitivo-cínico de tirar via de carro de uma cidade já congestionada só pra agravar ainda mais o problema em troca da benesse de tão poucos (e sim, querer obrigar as pessoas a mudar o estilo de vida pra agradar os eco-baluartes-salvadores-do-mundo é senão fascismo). E no caso de POA o único lugar que vejo uma ciclovia que possa ser planejada sem interferir o ambiente urbano é em parques e praças, em futuras novas avenidas (por exemplo uma quarta perimetral ampla já preparada pra ciclovia) e em avenidas que já contemplem espaços extras, até porque se não houver metrô a tendência é que vias de carro sejam cada vez mais necessárias e não o inverso. Ou então até pode suprimir em algumas avenidas da cidade, mas nas que possam ter compensação pro próprio trânsito. Por exemplo já passou da hora da Goethe e a segunda perimetral como um todo ter novos viadutos ou trincheiras (que causam menor impacto visual) pra fluir melhor. Mas de forma geral visualizo essa possibilidades em poucas avenidas.

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  5. Eu sempre fui um crítico de determinados grupos ciclo ativistas (é assim que se fala?), Mas tchê, que projeto ridículo. As ciclovias são muito importantes para a mobilidade urbana, é um absurdo ver tanta besteira vindo de um vereador.
    Acredito que não vai se concretizar, ainda assim é assustador ver esse tipo de comentário vindo de um representante do povo.

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    • Nem me fala… As vezes prefiro nem dizer que ando de bike por causa desses ciclo ativistas / massa crítica / pedala pelado. Que raça bem tosca.

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      • Durante um bom tempo tive ranso com as bicicletas principalmente por causa desses grupos. Hoje sou extremamente a favor da bici, mas continuo sendo contrário aos métodos que os dito ciclo-ativistas se utilizam.

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  6. Mas né, sabemos que o nobre edil se preocupa muito com o trânsito e com a mobilidade urbana. Por isso ele vetou aquela ideia absurda de colocar faixa reservada para transporte coletivo na Av. Ipiranga. IMAGINA que absurdo tirar uma faixa dos lindos e maravilhosos carros pra botar ônibus nela? Na-na-ni-na-não.

    http://votacoes.camarapoa.rs.gov.br/parlamentares?data=20%2F06%2F2016+00%3A00%3A00&sessao=57&tiposessao=O&tipovotacao=N&votacao=N179

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    • (corrigindo: não vetou, votou contra)

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    • A comparação é entre pista de rodagem e ciclovia.Rele o texto que vás concordar comigo. A quantidade de gente atendida por uma pista de rodagem de auto (carro) dá de goleada nos dois ou três ciclistas.

      Entre pista para carro e pista para ônibus, o confronto é mais parelho. Mas a pergunta é outra: fas sentido deixar uma faixa exclusiva para oníbus??? Põe todo mundo junto e todo mundo ganha!

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      • Ezequiel,

        O meu comentário é sobre o padrão de votação do vereador que propôs em projeto. O que eu estou tentando dizer é que esse vereador não se importa com mobilidade sustentável em Porto Alegre. O negócio dele é ter o máximo de espaço possível para os carros. Tanto que, em seu projeto, como comentei acima, ele propõe que não se permita substituir áreas estacionamento de veículos por ciclovias. Ou seja, pra ele, carro parado é mais importante que ciclista andando com segurança.

        Sobre as faixas de ônibus: sim, faz muito sentido alocar faixas exclusivas para os ônibus. Um ônibus transporte muito mais gente que um carro, e o fato de o ônibus poder viajar sem anda-e-para não só diminui o tempo de viagem, como também aumenta o conforto dos passageiros.

        Mas se isso não te convence, há uma matemática simples que demonstra meu ponto: em toda a literatura da área de transporte, o limite de capacidade de uma faixa para veículos é 2000 veículos por hora. Isso assumindo condições ideais, ou seja, sem interrupções, sem cruzamentos, sem pedestres, enfim, condições de via expressa. Se assumirmos uma média bem generosa duas pessoas por veículo, teríamos, no limite, 4000 pessoas transportadas por faixa.

        Considerando que a Ipiranga tem, em sua maior parte, 4 faixas, ficamos então com 16000 pessoas transportadas por hora. A literatura também indica que um serviço de ônibus em circulação mista dificilmente supera 2000 passageiros por hora. Chegaríamos então, com isso, de maneira bem otimista, a 18000 passageiros.

        Em comparação, em um cenário onde se implantasse um corredor ou faixa reservada na Av. Ipiranga, teríamos então três faixas veiculares e uma faixa de ônibus. Usando a matemática acima, totalizaríamos 12000 pessoas transportadas pelos carros. A literatura da área indica que um corredor de ônibus simples, sem otimizações do estilo BRT consegue ter capacidade de 12000 a 15000 passageiros por hora por sentido. Usando esse índice, teríamos algo entre 24000 e 27000 passageiros.

        Ou seja, mesmo com a implementação mais simples possível, a capacidade total subiria pelo menos 30%. E olha que eu usei números bastante generosos no cenário base; a realidade atual da Av. Ipiranga está muito abaixo de 18000 pessoas. Eu honestamente acredito que uma faixa reservada de ônibus, ocupando um quarto da largura disponível da via, tranquilamente aguentaria uns dois terços da capacidade do eixo.

        Em transporte urbano, não dá pra pensar em “põe todo mundo junto e todo mundo ganha”. Há que priorizar o que é mais eficiente. E priorizar, necessariamente, significa colocar um tipo de solução a frente de outro tipo de solução.

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      • Bons argumentos, Fmobus

        Quanto a hoposição carro e faixa esclusiva para oníbus você me convenceu.

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  7. Percebam: para o vereador, é mais importante ter espaço público estruturado para a estadia de veículos particulares do que espaço público estruturado para o trânsito de bicicletas.

    E claro, só de olhar o partido, já sabemos que é um vereador da turma que brada “deixa o livre mercado decidir, lei da oferta e procura!”, mas imagina que absurdo tirar o direito divino de estacionar o possante gratuitamente em espaço público e forçar o condutor a, erm, ~procurar~ uma vaga de estacionamento ~ofertada~ por algum empreendedor nas imediações.

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    • É defensor daquele livre mercado onde o estado decide que haverá vagas de estacionamento socialistas, grátis e de qualidade, onde todo mundo é obrigado a pagar pela vaga que é usada por pouquíssimas pessoas. Espaço na cidade custa dinheiro, carros estacionados estrangulam o trânsito e bloqueiam a via para o sujeito entrar ou sair da vaga. Afinal de contas, carro paga IPVA, não IPTU.

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  8. Aliás, essa mania por ciclofaixa é algo extremamente egoísta. Quem tá por trás geralmente são urbanistas jovens que se utilizam desses meios alternativos e levam uma vida glúten free, só estão pensando no seu próprio umbigo. Isso é nítido, é pura ambição em causa própria. Esses dias eu tava caminhando no centro, no furdunço, formigueiro humano que tanto amo, quando me dei conta eu e toda tropa estávamos caminhando na ciclofaixa. Até compreendo em regiões planas e que não interfiram nos transportes do povo portoalegrense que é o carro e o ônibus já que não pode usar metrô, mas colocar ciclovia como prioridade é pra agradar essa galera podre de mimada entre 20 e 30 anos, que são gerações esquerdopáticas perdidas. O trabalhador que leva 40 minutos pra se deslocar pro centro, que é o grosso da valorosa população portoalegrense, tá nem aí se o filho do bacana vai poder ir pro cross fit pedalando.

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    • Mas que comentário, cheio de preconceitos e estereótipos e sem nenhum fundamento. Meus parabéns

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    • “O trabalhador que leva 40 minutos pra se deslocar pro centro” esse vai de ônibus, não de carro kkkk, e vai bem devagar pois a rua está lotada de pessoas ‘egoístas’ que falastes, mas que andam sozinhas em latas de 4metros de comprimento e 2m de largura ocupando a rua.

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      • Achei preconceituoso seu comentário sobre as latas de 4×2 m. As vezes as latas tem 5,5x2m, sete lugares e leva apenas uma pessoa!

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    • Eu morava na zona leste e trabalhava na zn, o que me consumia 1h20 de ônibus, no mínimo. Para essa distância de 12km faço em 40 ou 50 min de bike economizando 2 passagens. Muitos trabalhadores, assim como eu nessa época optaria pela bike devido a economia de tempo é dinheiro.

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  9. Mas as ciclofaixas estão sendo prejudiciais mesmo. O tráfego de bicicleta é de uma pra cada 100 carros e 100 pedestres, o público alvo é bastante restrito, geralmente jovens que já tem outros privilégios como meia passagem. Mobilidade urbana seria uma quarta perimetral conectando os extremos da cidade, quiçá com a região metropolitana e o metrô. Mas ciclofaixa é mais hipster.

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    • o público é restrito por falta de estrutura pra poder andar de bicicleta na cidade. Não é qualquer um que vai andar 100m em ciclovias e outra hora no meio dos carros e motoboys.
      Vá a poucos minutos de porto alegre em uma cidade menos caótica e verá a quantidade de cicilistas fora desse nicho.

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    • Se tem 100 carros para cada bicicleta, que tal dedicar 1 m2 de ciclovia para cada 100 m2 de ruas e estacionamentos?

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    • Claro, vamos comparar uma obra que teria um orçamento inicia duns 5 trilhões de dólares (uma 4a perimetral metropolitana + metrô), mas que custaria 15 trilhões depois do triplo do tempo estimado de execução com uma ciclovia.

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      • E que estimularia a habitação de novos bairros periféricos distantes dos empregos, escassos em serviço de transporte e também dependentes do carro, agravando o problema dos congestionamentos principalmente dos bairros centrais.

        Uma quarta perimetral, hoje, quando ponderados benefícios e prejuízos/dificuldades (especialmente as financeiras e as decorrentes da complexidade da obra que tal projeto demandaria), não seria um investimento inteligente. O mundo está tomado de cidades, várias nem muito desenvolvidas e algumas tão ou mais congestionadas que a nossa, que vivenciaram uma melhoria geral nas condições de mobilidade quando conseguiram fazer algo como 5% das pessoas largarem o carro.

        Quando uma via se aproxima da saturação ou está saturada, o aumento do tempo gasto em congestionamentos não é linear conforme aumenta o número de veículos. O aumento se torna exponencial. Portanto, nas vias já saturadas, tirar 5% dos veículos que nelas circulam gera um ganho de tempo consideravelmente maior que isso a todos os outros que continuam.

        Portanto, motoristas que nem sonham em largar o carro, defendam esta causa, os ciclistas e os que estão dispostos a se tornarem para que as condições ao ciclismo urbano sejam boas e atraiam os que competem por espaço com vocês nos outros carros que diariamente te infernizam nos congestionamentos.

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  10. Se o nobre vereador se desse conta que cada motorista que decide trocar o carro pela bicicleta, é um carro a menos na frente desse vereador no seu caminho para o trabalho, talvez ele não teria proposto esse projeto.

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