Mudanças no Fundopem podem atrair outras empresas além da GM

Foco será em automotivos e implementos rodoviários

José Ivo Sartori assinou o pacote de benefícios para a GM nesta quinta-feira | Foto: Samuel Maciel

Além da expansão da planta no Complexo, as expectativas são otimistas para outros empreendimentos no Estado. A partir das mudanças no Fundopem, que auxiliaram na consolidação com a General Motors (GM), há negociações com outras empresas do setor para atração de novos fornecedores. Assim, fortifica o perfil do Estado no panorama nacional da indústria de automotivos e implementos rodoviários, que o Rio Grande do Sul é responsável por 60% da produção brasileira de carrocerias e 12% de chassis, ambos de ônibus.

Presente na solenidade, o prefeito de Gravataí, Marco Alba, enalteceu a importância da fábrica e da ampliação. “Os valores por si só já falam. E os efeitos são semelhantes ao que ocorreu quando a GM foi anunciada há 20 anos, e depois, a partir do seu funcionamento, há 17 anos, que movimenta uma cadeia produtiva no Rio Grande do Sul, gera empregos e renda no complexo, que gira na economia no RS”, comentou o prefeito.

Atualmente o complexo gera 50% do retorno do ICMS ao município. Apenas em 2017, a unidade será responsável por repassar R$ 100 milhões em recursos à cidade. O retorno de ICMS desta etapa da construção começará a vir a partir de 2021, quando a unidade entra em operação efetivamente. “Vivemos hoje (ontem) um dia histórico, de afirmação, reconhecimento e celebração”, comemorou.

Um exemplo desses desdobramentos deverá ocorrer em Cachoeirinha, cidade vizinha a Gravataí. Segundo o prefeito Miki Breier, em breve deverá ocorrer a instalação de uma empresa que fornecerá peças à GM, mas também para outras fábricas. “Estamos concluindo a negociação, mas estamos otimistas”, afirmou ele, que também prestigiou a solenidade.

Sobre a geração de empregos, o presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, disse que esse ponto dependerá da retomada da indústria. Mesmo assim, o momento é otimista. “Março foi o primeiro mês em 27 meses que houve crescimento da indústria automotiva brasileira. E esse ritmo seguiu. Acredito que teremos crescimento que chegará perto de 10% neste ano. Só isso pode começar a gerar empregos”, ressaltou.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí (Sinmgra), Valcir Ascari, lamentou a falta de informações sobre a criação de empregos. Ele destacou que a perspectiva é a geração de vagas, ao mesmo tempo, é pessimista em relação ao modelo da indústria 4.0, que produz muito, mas sem trabalhadores. Ele estima que houve uma redução no número de empregados no próprio Complexo Automotivo nos últimos anos. Atualmente, a estimativa é de que cerca de 5 mil pessoas trabalhem na GM e nas sistemistas.

Correio do Povo / Mauren Xavier

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Categorias:Economia Estadual, Economia Nacional

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17 respostas

  1. Legal ver o sindicato dos metalurgicos se posicionando contra a automatização. A tendência é que o trabalho braçal cada vez mais diminua e seja substituido por robôs, pois produzem mais, com maior precisão e diminui o risco de acidentes. Fora que cria toda uma cadeia produtiva e de empregos diferentes, de operadores, programadores e manutenção das máquinas.

    O sindicato enche o saco pois isso diminui o número de associados, assim como os sindicatos paulistanos que se posicionam contra os trens automatizados, por exemplo.

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    • Tem um ministro sueco q afirma justamente isso. Mais ou menos assim: “condenar a autimatização em detrimento de trabalho braçal é priorizar o emprego sem qualificação em detrimento do emprego com qualificação”

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  2. Limpando todos os adjetivos da resposta acima, vamos aos fatos.

    O que são as “mudanças no Fundopem” descritas acima? Basicamente é alteração do ICMS para setores específicos, ou seja esse setor específico que nós estamos incentivando (SIM NÓS PAGAMOS ENTÃO NÓS DECIDIMOS) é as custas de impostos. Impostos de onde? Do aumento do ICMS para todos os demais setores? No final das contas a farinha do pão que comemos paga o ICMS direcionado para esse setor. Isso para mim é esquerdismo puro, isso é o Planeamento Central feito em Cuba.

    Citei dois setores que há carência no RS. Quanto a mecânica de precisão, cada vez que a empresa onde eu trabalhei precisava de algo um pouquinho mais elaborado, os torneiros de fundo de quintal que temos não tinha condição de fazer. Mesmo a Ceitec que está para fechar, quando precisava de qualquer componente para a reforma dos equipamentos doados dependia de SP ou exterior.

    Não adianta olhar no mapa e ver que o RS tá no meio para concluir que é perto. Estamos longe logisticamente. Enquanto batemos no peito pelo aumento da movimentação no nosso porto, provavelmente devido a soja, Santa Catarina tem 6 portos e em ao menos 2 deles exporta-se produtos de tecnologia até para a China (WEG).

    Não adianta ficar repassando o peso do estado de um setor para o outro. Isso é que é esquerdismo e achar que somos bons de mais.

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    • Como se deixar de cobrar imposto fosse pagar o investidor, como se deixar de cobrar imposto fosse um ferimento ao imposto cobrado no pão, ora, que se diminua igualmente o cobrado na farinha, que todos os setores sejam mais livres pra produzir. Ou seja, como se o normal da vida fosse sugar e diminuir a sangria fosse uma afronta humanitária. Tua lógica é a inversa do que acontece no mundo real. Prova disso é que o aumento do ICMS no pacotaço acabou diminuindo a arrecadação.do próprio governo (é sério que isso acontecer? quem diria, eu mesmo comentei que o resultado seria oposto do pretendido e veja só não precisei de bola de cristal alguma só entender um pouco da curva de laffer) e prolongando a crise e o parcelamento. Se o governo tivesse feito o inverso, diminuído o ICMS (de preferência pra todos os setores produtivos, seja ele o automotivo, de tecnologia, calçadista, de móveis, de tabaco ou qualquer outro), por mais que tua lógica não aceite, o resultado teria sido justamente o aumento da arrecadação decorrente do aumento de investimentos. Se doer pela diminuição de imposto ainda que cirúrgico é simplesmente repetir a fórmula da falência tão desejada por gerações e gerações gaúchas mas que graças a deus tão morrendo e pela própria idade mesmo, afinal foram reféns dum brizolismo que migrou prum esquerdismo e trabalhismo. Quando as pessoas se sentem menos roubadas pelo estado elas tendem a produzir mais e consequentemente expandir e atrair novos negócios de tal forma que no somatório a própria arrecadação aumenta porque a curva de laffer é quase tão precisa quanto as leis da gravidade. E não entendo, tu que falou que aqui era o fim do mundo e tá se doendo por causa do investimento bilionário que vai agregar muitos outros investimentos pra atender a demanda da expansão citou SC. SC, um estado que passou incólume às massivas estatizações que aconteceram aqui, incólume ao esquerdismo, que investiu em pavimentação enquanto aqui se investiu em CEE, incólume às sucessivas quebras de incentivo fiscal que afugentaram o setor calçadista quebrando por décadas a região metropolitana e mandaram a ford pra bahia. SC, um estado que se uniu pra se capitalizar e atrair pessoas qualificadas especialmente do RS, tem massivos planos de diminuição de ICMS pra atração de indústria (junto com SP e PR tem o ICMS mais baixo do país, o RS também o tinha mas pelo pacotaço agora tá um pouco mais alto, motivo pelo qual o RS é o que mais está demorando pra se reerguer da crise dentre esses 4 estados), construiu diversos portos sem as amarras do xiitismo ambiental e aumentou de competitividade se colocando no mapa e ao mesmo tempo se irritar com o investimento que tá vindo pra cá oriundo dessa própria lógica de atração e visibilidade é absolutamente antagônico. Tua mentalidade é equivocada e talvez nem seja a culpa tua – realmente achei curioso citar SC de tal forma que tu identifica o resultado correto mas teima no caminho errado – talvez nem seja tua culpa pois se fez uma lavagem cerebral profunda nas gerações gaúchas a partir dos anos 70 de que deixar de cobrar imposto é de alguma forma roubar de quem paga, como se quem paga ele próprio não sofresse de um roubo estatal, só se lembrar que enquanto o PT era um desconhecido no nordeste o RS conseguiu o feito de apoiá-lo em 68% dos votos no final dos anos 80, tamanha a decadência da mentalidade. Quanto a portos, já que o porto de porto alegre foi asfixiado pela mentalidade que expulsou as indústrias e o murou pra não causar sujeira na cidade e nos brindou com a havanização do quarto distrito que no fundo sempre foi o objetivo, eu de fato não entendo porque não se constrói um novo porto em guaíba ou eldorado. Hoje o esquerdismo corrompe a mente e sobretudo o coração de muitos jovens especialmente dos que acessam curso de humanas, mas não chega aos pés do desarranjo que aconteceu no estado nas gerações herdeiras do trabalhismo varguista, brizolista e depois petista. Como dizem os mais velhos, era normal uma pessoas se dizer “Eu sou PT” antes mesmo de se definir de algo mais. E o que essa mentalidade nos levou? Ausência de esforço político pra melhorar a infraestrutura e colocar o RS numa posição de perspectivas de bom futuro e muita energia política unida pra mandar empresa embora e transformar tudo no que tu mesmo disse, fim de mundo. Mas a mentalidade do atraso nos prejudicou mas não venceu, prova disso é que o Salgado Filho de patinho feio foi disputado a tapa nas concessões.

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      • Bah…
        Não concordo com tudo que escrevestes, mas tenho que reconhecer que em teu texto há um balde de verdades que me dóem.

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      • Não concordo com algumas coisas que escrevestes, mas concordo em outras. (me expressei de maneira dubia em meu comentário anterior)

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      • Pelamordedeus, divide isso em parágrafos. Talvez seja por isso que você não entendeu o que eu escrevi acima.

        “Como se deixar de cobrar imposto fosse pagar o investidor, como se deixar de cobrar imposto fosse um ferimento ao imposto cobrado no pão, ora, que se diminua igualmente o cobrado na farinha, que todos os setores sejam mais livres pra produzir.”

        R. O que fere o investidor é cobrar impostos diferenciados O QUE É EXATAMENTE O QUE FOI FEITO COM O AUMENTO DO ICMS PARA TODOS E REDUÇÃO PARA O AUTOMOTIVO.

        “pouco da curva de laffer”
        R. Minha crítica é em relação a COBRANÇA DIFERENCIADA DE IMPOSTOS E NÃO Á REDUÇÃO DE IMPOSTOS

        “por mais que tua lógica não aceite”
        R. Onde é que eu escrevi isso?

        “Se doer pela diminuição de imposto ainda que cirúrgico é simplesmente repetir a fórmula da falência”
        R. Errado. O governo interferindo no mercado e dizendo o que é que tem que ser caro e o que é que tem que ser barato é mais prejudicial do que q redução cirúrgica. A prova disso está na Venezuela.

        “tá se doendo por causa do investimento bilionário”
        R. Onde é que eu escrevi isso?

        “Tua mentalidade é equivocada e talvez nem seja a culpa tua”
        R. Nos dois textos seguidos vc vem com ataque pessoal sem motivo algum. Por que isso? Vc me enquadrou no esquerdismo e enche de adjetivos. Para que isso?

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  3. Sempre uma boa noticia quando uma empresa anuncia investimentos. Quanto a geracao de empregos ser menor do que se espera eh o resultado do avanco nas tecnologias de producao. Existe o conceito de “dark factories”, ou fabricas escuras, onde toda producao eh automatizada e nao se precisa ligar as luzes!
    Nem por isso o investimento eh ruim. Gera receita para o estado e para o municipio, alem de toda cadeia de manutencao e fornecimento.

    O que gostaria de saber eh se esse aumento na arrecadacao que Gravatai teve desde a vinda da GM para a cidade resultou em melhoria na qualidade de vida para a populacao. Nao falo somente de empregos, mas em termos do uso de recursos pela prefeitura. Os niveis de saneamento aumentaram? Seguranca melhorou? Educacao publica?

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    • Olha, compara a trajetória de Gravataí-Cachoeirinha (digo Cachoeirinha pq em certa parte a industrialização de Cachoeirinha se deu pra atender Gravataí) com Alvorada e Viamão e aí fica evidente que a industrialização trouxe inúmeros benefícios. Mesmo cachoeirinha tem bairros que eram vilas e hoje tem comércio popular, ruas asfaltadas, enfim. Por que tu acha que incomoda tanto para pessoas má intencionadas a industrialização e a geração de emprego? É mais fácil conseguir votos e manter as pessoas no cabresto quando estão imersas na repleta pobreza e ausência de esperança. Gravataí e Cachoeirinha se não tivessem se industrializado não seriam diferentes de Alvorada e Viamão, que até hoje são cidades que ainda estão buscando suas vocações – que pelos índices de pobreza talvez só a industrialização seja o caminho também.

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  4. Porto Alegre é muito longe de tudo para produzir automóveis e implementos rodoviários. Temos que produzir coisas leves e de alto valor agregado, como componentes eletrônicos e mecânica de precisão…

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    • Muito longe do que? Os argentinos importam maior parte da nossa produção. Estamos a meio caminho entre SP e BA. O mundo não acaba no Chuí!

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    • Como identificar um caranguejo do atraso:

      1) “Porto Alegre é longe de tudo”. A cidade tá no centro do Mercosul assim como o RS, ao meio das duas maiores metrópoles do continente, a poucas horas de um porto que cresce ano a ano e em breve será contemplada com uma pista que comportará tráfego internacional de cargas.

      2)”Temos que produzir coisas leves…” Vem cá, TEMOS? É tu quem vai investir? Mentalidade de “somos bons demais, o negócio aqui é high tech”, o escracho do decadente. Os bueiros da cidade explodindo em mendigo, TEMOS é que agradecer e ir atrás de mais investimentos já que pelo jeito tu não é um dos que sofrem de desemprego.

      3)”Mecânica de precisão”. Essa prepotência de que somos bons demais, que merecemos algo mais sofisticado foi o que desencadeou a total decadência do quarto distrito e a desindustrilização de POA com o consequente declínio de diversas regiões da cidade que propulsavam desenvolvimento e explosão em favelas. Se vier empresas de mecânica de precisão, melhor ainda, mas “temos” uma ova.

      A única coisa que temos é: abandonar essa mentalidade de caranguejo depressivo que por ser infeliz quer que tudo afunde e se lamenta com muita dor que a vida dos outros, especilamente dos mais pobres, pode melhorar. Aprenda a ser feliz e se desfaça dessa mentalidade torpe que mistura lamúria com esquerdismo.

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