Governo colocará a venda 49% das ações ordinárias do Banrisul

Sartori destacou que iniciativa manterá banco público e reverterá em benefícios para população

Sartori não revelou a expectativa de arrecadação | Foto: Karine Viana / Palácio Piratini / CP

O governador José Ivo Sartori anunciou em coletiva realizada ontem pela manhã, no Palácio Piratini, que o governo do Estado do Rio Grande do Sul venderá todas as ações excedentes que tem sob o seu domínio do Banrisul, ou seja 49%. Desta forma, o Estado detém o controle acionário de 51%, o que garante a manutenção do Banrisul como banco público. Também serão vendidos os 7% das ações preferenciais (sem direito a voto) que ainda estão em poder da instituição. Sartori não revelou a expectativa de arrecadação e ainda pediu “ajuda da imprensa” para não especular quanto poderá entrar nos caixas do banco.

“A notícia é boa para os servidores. Para toda a sociedade gaúcha. Todos sabem que o nosso governo escolheu uma direção profissional para o Banrisul para preservar a autonomia do banco. O Estado vai participar dessa disputa do mercado. Ao longo dos últimos anos, a performance do Banco vem melhorando mesmo com a crise. Hoje é reconhecido nacional e internacionalmente pelos resultados sólidos. Chegou a hora de dar um novo passo para a modernização do banco. Decidimos ampliar a abertura do Banrisul ao mercado”, declarou Sartori.

“Preservamos a condição do banco público a serviço dos gaúchos e da nossa economia. Preservando os interesses dos acionistas e da sociedade. Esse processo de alienação será profissional e transparente, seguindo todos os rigores da legislação e do mercado internacional. O próprio banco vai conduzir esse processo”, revelou o governador.

A partir de agora, o Banrisul passará por uma estruturação necessária para que as ações entrem no mercado. O passo seguinte será a apresentação ao mercado nacional e internacional dos papéis. A finalização do projeto será quando da operação na bolsa de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

“Não podemos antecipar sobre os números da operação, dependerá única e exclusivamente do mercado. Queria pedir a imprensa uma ajuda para não especular sobre valores. Acreditamos que é possível chegar a um grande resultado que é importante para o banco, para o governo e para a sociedade gaúcha”, pediu Sartori.

O governador afirmou que o aporte arrecadado com a venda será importante para a recuperação financeira do Estado, mas que não representará “a solução definitiva para as finanças do Rio Grande do Sul. Entretanto, garantiu que pretende usar parte dos valores para investir em áreas de relevância como educação, saúde, segurança e ações sociais.

Ao todo serão comercializadas 128 milhões de unidades. Destas, 28,8 milhões são preferenciais e 99,2 milhões de ações ordinárias. De acordo com o governador, essa oferta pública está sendo feita agora porque as ações do Banrisul chegaram à faixa de R$ 17,00 a unidade. No ano passado, no auge da crise econômica, a unidade estava a R$ 5,00. “Portanto, estão postas as condições técnicas para um processo que tem tudo para ser muito bem-sucedido”, ressaltou.

Correio do Povo

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Categorias:Economia

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8 respostas

  1. Parte de mim diz que o estado só deve controlar segurança publica, educação e saúde.. mas parte de mim racha ao ver o estado vendendo algo tão nosso, que não da prejuízo e que é exemplo de estatal no Brasil

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    • Neste caso, o Banrisul faz bem ao estado. Sou contra a privatização justamente por isso. Se dá lucro e funciona bem, por que vender ?

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      • Dando uma viajada aqui.. mas pensa comigo.. talvez os 49% pressionem o banco a ser o banco do sul do Brasil, atuando forte em santa catarina e parana… e quem sabe então os 51% de hoje se tornem 100% amanhã em termos de valor.. (o banco dobrar de valor) a ação está bem cotada mesmo, de fato.. talvez seja um momento bom pra vender, como disse o Sartori

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      • Visão de quem trabalha dentro do banco Leandro: o que está acontecendo e um processo de enxugamento de agências e despesas para preparar a venda. O banco vai começar um processo de fechamento de agências fora do estado além disso nos dois últimos anos disponibilizou planos de aposentadoria e de demissão voluntária para diminuir a folha. Eu tenho quase certeza que a autorização para venda do banco vai para plebiscito junto com as eleições de 2018

        E também vale lembrar que o atual presidente do banco (que é funcionário de carreira) era o presidente da seguradora do banco quando ela foi vendida para o Bradesco em 97.

        Mas para mim o pior é ver que os governos (nessa e em todas as outras gestões em que estive aqui dentro) nunca souberam utilizar o banco para desenvolver uma minima política monetária estadual, fomentado a economia do estado com taxas de juros menores e prazos longos. Não precisa sair distribuindo dinheiro a fundo perdido, mas dava para o banco ter tido sim um papel social e continuar dando lucro.

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  2. Se o Banrisul tem uma administração eficiente,mesmo que politicamente indicada,não há problema de ser publico,agora este banco já passou por más administrações no passado ,não sei como esta no presente e o futuro é sempre uma incerteza.Agora quanto a questão de que empresa publica pertence ao povo é pura falácia,se tu não és apadrinhado e tem conta lá fica devendo o banco age da mesma forma que outro.Coisa publica não pertence ao povo e sim a uma administração estatal que muitas vezes tira do povo para manter ou não privilégios para alguns.

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  3. Um viajante das galáxias veio de outra dimensão e me disse que nessa outra dimensão Tarso Genro foi eleito governador em 2014, e a primeira coisa que ele fez foi vender essas ações com o discurso de que ajudariam a resguardar as finanças e não representariam de modo algum uma “privatização” pois não afetaria o controle acionário. Nessa outra dimensão os petistas saudaram a astúcia do governador e gritavam “se fosse o véio Polenta, já tinha vendido tudo”. Voltando à nossa dimensão, parece que os petistas detestaram essa ideia.

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  4. O Banrisul é muito ruim, basta ver seu lucro, que pouco se moveu nos últimos 10 anos, mesmo num país que talvez seja o maior paraíso dos banqueiros na Terra. O Itaú, só por comparação, triplicou seus lucros nos últimos 10 anos. O Bradesco duplicou.

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  5. Prezados,

    Já trabalhei no Banrisul e nem por isso serei corporativista na minha opinião.

    Pra que o governo precisa ser dono de banco? Promover o desenvolvimento? O governo não consegue nem prover um ambiente de segurança, tanto pública como jurídica.

    Esta de o Banrisul é nosso, a Corsan é nossa, a CEEE é nossa não passa de um artifício pra manter o corporativosmo dos funcionários.

    Claro que vende o Banrisul não vai resolver o déficit fiscal, mas é um passo pra se concentrar no que deve.

    Se o Banrisul fosse nosso todo ano eu receberia uma parte dos dividendos. Mas pelo que sei só os acionistas recebem.

    Abraços!

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