Nota oficial: Resultados finais e avaliação do PLEBISUL 2017

POR CELSO DEUCHER

Durante todo o último dia 7 de outubro, ativistas do Movimento O Sul é o Meu País foram as ruas e mais uma vez, realizaram o Plebisul – Consulta Popular. Um mega evento nos três estados buscando responder a uma pergunta: Você quer que o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formem um País independente? Sim ou Não?

Este ano, no entanto, a ação não se resumiu a perguntar aos cidadãos se eram ou não favoráveis a esta proposta. O mais importante veio depois: Todos os votantes foram convidados a assinar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) que vai propor um Plebiscito Consultivo junto as eleições de 2018 sobre o tema independência do Sul. A estratégia de coletar assinaturas foi divulgada abertamente e com mais ênfase quinze dias antes da realização do Plebisul exatamente para que não despertasse discussões inócuas sobre sua validade e competência, apesar de já ter sido aprovada na Assembleia Geral de Laguna/SC, em abril deste ano.

Neste sentido, a Comissão Nacional e o Gesul, vem a público fazer as seguintes avaliações sobre o evento:

A primeira e grande vitória foi no número de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular. A estratégia funcionou plenamente em todas as suas fases e o Movimento O Sul é o Meu País teve a maior conquista de todos os tempos. Ainda não terminamos a apuração final dos dados das Assinaturas, mas até o final da tarde desta terça-feira, 10 de outubro, já haviam sido computadas mais de 330 mil assinaturas do PLIP, tornando-se uma façanha inédita do Povo Sulista. Ultrapassamos em cerca de 120 mil assinaturas a nossa meta, que era 212 mil. Conforme preceitua a legislação em vigor, para poder apresentar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, 1% dos eleitores devem assinar o Projeto. A base de calculo para este índice é o número de eleitores aptos a votar na última eleição, ou seja, 21.217.301. Até o final deste levantamento das assinaturas devemos fechar em 345 mil assinaturas.

Não há precedentes na história do Brasil para uma conquista destas, por parte de um Movimento que pretende defender a independência do Sul ou de qualquer outra região do País. É a primeira vez na história do emancipacionismo Sulista que se consegue colher as assinaturas necessárias para entrar com o Projeto de Lei e mais, num único dia de ação. Imagine-se o que podemos fazer nos próximos seis meses de ações coordenadas que temos pela frente. Tal conquista deve ser motivo de muita comemoração para todos os nossos simpatizantes, militantes e lideranças.

A segunda grande vitória do Movimento neste Plebisul veio na porcentagem de votos a favor do Sim. Conseguimos manter os índices de aprovação a proposta de independência do Sul, inclusive subindo quase 1 (um) ponto percentual em relação a 2016. No fechamento das urnas em 100%, computamos 364.256 votos em 2017, percentual bem abaixo do esperado pela organização. Porém, mais uma vez, a vitória do Sim foi inequívoca com 350.633 votos, perfazendo um percentual inédito de aprovação de 96,26% de aprovação, sendo que o Não, computou 13.623 votos, perfazendo um total de 3,74% dos votos.

Terceira grande vitória deste Plebisul aconteceu no Paraná. Este Estado resplandeceu neste ano, tanto no Plebisul como na coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular com um crescimento que duplicou em relação a 2016. Isso tudo graças ao grande trabalho exercido pela militância e principalmente pelas lideranças naquele estado. Sem dúvida, estão todos de parabéns pelo grandioso trabalho realizado.

Já a quarta vitória do Movimento foi uma conquista que envolveu todos os três estados e de maneira uniforme. Ampliamos nossa atuação organizada e votação em mais de 200 municípios do Sul, também em relação a 2016. Não param de chegar até nós pedidos de cidadãos que querem colaborar e ombrear a causa em novos municípios que nunca havíamos chegado e feito algum trabalho.

Por fim, mais uma vez temos que ressaltar, que garantimos com muito orgulho, o direito de expressão no voto daqueles cidadãos que são contrários à nossa proposta e que representam hoje, cerca de 3,74% da nossa população. Além desta garantia, neste ano, não houve sequer uma ocorrência de agressão verbal ou algo do tipo entre nossa militância e pessoas contrárias a proposta. Muito pelo contrário, o que vimos foi uma interação fraternal, mostrando que mesmo os contrários respeitam e combatem nossa proposta dentro dos ditames da boa convivência e da democracia participativa.

Mas também tivemos alguns percalços e consideramos importante dize-los para que nossa equipe fique consciente e nos próximos eventos estejam mais preparados, enfrentando e vencendo estes desafios. Como todos sabem não alcançamos nossa meta no número de votos do Plebisul. A questão mais importante a saber é que sacrificamos o Plebisul em favor do Projeto de Lei de Iniciativa Popular. Este sim, mais importante e com validade legal, enquanto o primeiro, sua validade resumia-se a uma Consulta Popular de opinião.

Devido a uma série de fatores que vão desde a falta de comprometimento com a causa, principalmente de novos ativistas que não os conhecíamos ainda, até problemas com o tempo, mais de 40% das urnas foram desativadas por falta de pessoal. Esta perda representou algo em torno de 45% dos votos que deveriam ser colhidos e não foram. Sem contar, que chuvas e temporais obrigaram o fechamento de muitas urnas e na maioria dos casos, a mudança de local, causou confusão e perda de milhares de votantes, que não encontraram os locais de votação.

Além disso, a demora na assinatura do Projeto de Lei devido a burocracia no número de dados exigidos pela legislação (Nome completo, nome da mãe, endereço completo, título eleitoral, domicilio eleitoral e data de nascimento), foi adversário, especialmente para os que não conseguiram esperar nas longas filas que se formaram. Num País que exige quase uma dezena de documentos identificadores de um cidadão e que o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas fazem de tudo para que o Povo não participe do Processo legislativo, a exigência de tantos dados, foram um inimigo poderoso. Mas nós o vencemos, como vimos acima.

Outro fator que nos atrapalhou sobremaneira veio de muitas pessoas que votaram no ano passado e que acreditavam que não precisavam votar novamente. Estes simplesmente não compareceram às urnas. Alguns dos que compareceram relativizaram os resultados alegando que “nada iria acontecer” pois a votação não possuía validade legal. Isso, sem dúvida, causou muitas perdas de votos e de assinaturas.

Lutamos bravamente contra adversários externos e internos. Os primeiros alegando que poderia acontecer aqui o que aconteceu na Catalunha, podendo ser presos os que estivessem cuidando de urnas. Espalharam boatos também, que a Polícia não deixaria que os postos de votação fossem abertos e que se o fossem, a qualquer momento as pessoas poderiam ser presas com base na Lei de Segurança Nacional. Outros ainda, como um vereador de Curitiba, denunciaram a ação na Procuradoria Geral da República brasileira alegando tratar-se de um evento ilegal, pedindo inclusive a suspensão do direito de expressão em todo o Sul do Brasil neste dia 7. Definitivamente todas estas ações de intimidação acabaram impondo medo em alguns mesários e simpatizantes que iriam cuidar das urnas. Houve casos de funcionários públicos municipais, estaduais e federais que intimidados simplesmente abandonaram as urnas com medo de perder seus empregos, devido a estes tipos de boatos.

Fato é, que absolutamente nada disto aconteceu por que este Movimento sempre lutou dentro da legalidade e por mais incomodo que isto possa ser para estes seres antidemocráticos, nós temos o direito de existir e de defender nossas ideias e propostas. O que eles não entendem é que ideias se combatem com argumentos e não com boatos e acusações. Estes quando expostos a luz do conhecimento, vencemos todos com relativa facilidade. Mas, lutamos também contra adversários internos. Gente nossa que ao longo do processo de organização fizeram corpo mole, sabotagens as mais variadas, atrapalhando o quanto puderam o processo. Ao final, vencemos os dois adversários. Mas não se vence tantas batalhas num único dia, sem nenhum arranhão. Combatemos o bom combate e fizemos, com toda certeza, tudo que estava em nosso alcance para que o evento proporcionasse ganhos ao Povo Sul Brasileiro e isso definitivamente aconteceu.

A Causa Sulista saiu-se vencedora com honra no último dia 7 de outubro. Nossa estratégia de coletar assinaturas com valor legal para entrarmos com o Projeto de Lei do Plebiscito Oficial em 2018, saiu-se vencedora e desta vez, ninguém vai poder dizer que o seu voto e a assinatura não valeram nada e que não terão outras consequências. Se tudo ocorrer como esperamos, em maio de 2018, apresentaremos pelo menos 1 (um) milhão de assinaturas nas três assembleias estaduais e vamos a batalha final, para conquistar os votos dos senhores deputados do Sul e aprovar em definitivo a realização deste Plebiscito Oficial. Esta vitória é nossa e ninguém poderá mais relativiza-la.

Resta-nos ainda, pedir desculpas sinceras a todos aqueles cidadãos que foram as urnas para votar nos locais indicados no site oficial e lá não às encontraram. Como afirmamos acima, as dificuldades não foram poucas. Esperamos, portanto, que estes abnegados compatriotas entendam e nos perdoem pela nossa incapacidade de atender a todos. Certamente nos próximos eventos estaremos melhor preparados.

Por fim, não podemos deixar de fazer um agradecimento muito especial a toda equipe da COP (Comissão Organizadora do Plebisul) que coordenou todo o Processo do Plebisul em 2017. Agradecemos também a todos os nossos líderes estaduais, regionais e locais, bem como aos simpatizantes e militantes desta grande causa. Aos cidadãos que mesmo com as intermitentes chuvas e temporais que castigaram o Sul neste histórico dia, foram as urnas, VOTARAM E ASSINARAM o Projeto de Lei. A todos, a Causa Sulista agradece.

VIVA O SUL LIVRE!!!

Odilon Xavier de Freitas

Presidente Comissão Nacional Movimento O Sul é o Meu País

Celso Deucher

Secretário Geral do Gesul – Grupo de Estudos Sul Livre

Fonte: Sullivre.org

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16 respostas

  1. Condenado por improbidade e fã de Moro: o líder do grupo O Sul É Meu País é a cara de seu “movimento”. Por Delvalle
    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/condenado-por-improbidade-e-fa-de-moro-o-lider-do-grupo-o-sul-e-meu-pais-e-a-cara-de-seu-movimento-por-delvalle/

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  2. Movimento sem total representatividade. Só perda de tempo.

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  3. Feliz poder ter participado ativamente deste movimento, como voluntário, tido a oportunidade de explanar aos cidadãos votantesa finalidade de nossos esforços e, oportunizando à estes cidadãos votarem conforme suas posições acerca da cisão dos estados da região sul, dos demais estados da federação!
    Minhas homenagens aos organizadores deste evento que provou a necessidade de atitudes concretas, bem como de sua própria importância, na participação popular!

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  4. A mídia controlada pelo Estado é muito mais perigosa.

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  5. Repito; os responsáveis por esse “plebiscito” separatista deveriam ser processados por fomentar desordem e desunião na república. Esse evento, além de uma farsa, é uma insurreição à ordem constitucional. Não é legítimo, foi fraudulento e se prestou APENAS para divulgar e difundir os nomes dos “organizadores”. O pior de tudo foi o espaço generoso que a grande mídia dedicou. Mais uma prova de que os militares estavam 100% certos ao censurarem os meios de comunicação nos anos 60 e 70. Companhias jornalísticas são permissionárias de um serviço de utilidade pública. Deveriam ter responsabilidade social sobre as coisas que divulgam. Hoje, em nome da “liberdade” (que não passa de interesse corporativo e mercadológico) vale tudo. Fosse outrora, esse evento estúpido e antipatriótico seria proibido de ter sido realizado e seus mentores estariam presos e respondendo criminalmente. Se alguém ou alguns querem independência e emancipação, que tratem de fazer sua sustentação na forma de petições ao Legislativo.

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    • Cara, midia é uma empresa, empresa quer lucro. a Midia faz o que o povo quer ler. É sabido (não sei se é assim que escreve) que aqui no sul a um forte movimento da populaçao de nos separar, de não termos engulido a guerra dos farrapos, se a população QUER LER/OUVIR/VER sobre determinado assunto, a midia vai fazer, porque audiencia é que da grana e não ideologias. A treta com a fátima bernardes lá da criança vendo piru, da audiencia cara, audiencia é audiencia. audiencia é lucro.

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      • Claro que a imprensa quer audiência e polêmica. Isso traz lucro. É por isso que deveria ser muito mais controlada pelo estado. Há coisas nocivas à sociedade, como fomentar ideias desagregadoras e que insuflem ódio do povo contra o próprio povo. Quanto à Guerra dos Farrapos, ela foi uma rebelião das elites de latifundiários da parte sul do estado. Porto Alegre inclusive, nunca a apoiou. Essa onda artificialmente criada por alguns “tradicionalistas”, que beatificaram essa “revolução” da plutarquia é uma grande farsa. Antes de tonitruar certas “verdades”, a gente precisa saber o que realmente aconteceu…e não simplesmente beber nas fontes de certos ideologistas e aproveitadores de plantão.

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    • Cara… Muito ódio nesse teu coração.
      Tua mente é muito “bélica”, isso faz mal prá saúde (inclusive dos outros).
      Viva e deixe viver

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    • Só um detalhe que não poderia deixar passar:

      Teu ponto de vista sobre o período militar ” os militares estavam 100% certos ao censurarem os meios de comunicação”
      Teu ponto de vista sobre do plebiscito referente à fomentação da ” desunião na república” – “tratem de fazer sua sustentação na forma de petições ao Legislativo”

      Não sei se tu sabe, mas esta atitude militar defendida por ti foi sobre a total inobservância das prerrogativas dos Congressistas (e das leis constitucionais). Mais ainda, o período conhecido como “ditadura”, ao qual tu te refere, foi o principal marco de repressão e desvalorização do Legislativo Nacional.

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      • Nunca houve ditadura militar no Brasil. Houve uma intervenção militar respaldada pela Constituição e NEGOCIADA com o Congresso e IMPLORADA pela população. Vá ler sobre a história antes de escrever bobagens. Nunca houve golpe de estado. Evidentemente que depois que os militares assumiram o poder, eles tinham um trabalho a fazer, ou seja; uma higienização de alguns vagabundos que queriam implantar aí sim a DITADURA DO PROLETARIADO e de alguns artistas e jornalistas fãzocas do Fidel, Stalin, Lenin, Che e figuras nessa “democrática”. Vai ler; ainda há tempo de aplacar a ignorância.

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    • Zé…
      Pelo que tu escreveu acho que tu tá meio (muito) mal informado… deixemos assim.
      Abraço.

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  6. ideologicamente, sou a favor da separação, mas ideologicamente, sou a favor de muita coisa que a esquerda politica espera, mas na real, na pratica, o que funciona é a direita, o que funciona é um sustentando o outro. Por tanto, eu acho que essas coisas que nunca vão acontecer, deveriam ser banidas, pois o único objetivo é propagar o ódio no sul por sustentarmos o restante do país

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  7. Evento sem qualquer legitimidade, números impossíveis de se confiar. Vide o exemplo do jornalista catarinense que, sem qualquer dificuldade, votou 4 vezes na consulta e filmou: https://www.youtube.com/watch?v=uoIQTHk14FA

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    • Como o texto acima expoe, o principal objetivo e coletar assinaturas para um plebiscito formal nas eleicoes de 2018.
      Se meia-duzia votou mais de uma vez em um total de quase 400 mil, estatisticamente e irrelevante.

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