Casa de jogos Winfil inicia atividades na zona Sul de Porto Alegre

Dirigentes garantem que atividades não envolvem apostas em dinheiro


Casa de jogos foi inaugurada nesta quinta-feira | Foto: Alina Souza

Um dia depois que a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJRS) considerou ilícita a exploração de jogos de azar, o que pode culminar em condenações por contravenção penal, no Rio Grande do Sul, uma cerimônia marcou, na tarde desta quinta-feira, a inauguração da casa Winfil, na zona Sul de Porto Alegre. O local, que passa a funcionar em regime de 24 horas, disponibiliza mais de 40 tipos de jogos, em 460 máquinas, todos os dias da semana. A empresa garante que as atividades não envolvem apostas em dinheiro.

Um dos sócios da Winfil, Rogério Dell’Erba Guarnieri, ainda sustenta que a casa de entretenimento com jogos é a primeira legalizada do Brasil. Garantindo ter experiência acumulada no ramo em um cassino de Las Vegas, nos Estados Unidos, o empresário garante não haver ilegalidade no negócio.

O discurso também é endossado pelo advogado da Winfil, Laerte Luis Gschwenter. “Não há apostas, não há valores estabelecidos, há maquinários de ponta preparado para o conceito de diversão. Nós vamos apostar no Brasil para que, na Justiça, a gente dê um passo a mais para a regulamentação. Estamos muito tranquilos, sabedores de que estamos cumprindo com toda legalidade e conscientes de que contravenção não é mais delito criminal no Rio Grande do Sul”, declarou.

Além disso, a Winfil se baseia em decisões da Turma Recursal do TJRS, que não considera a prática de jogos de azar como uma conduta criminal ao alegar que cabe ao Estado proibir as apostas no plano administrativo. A própria Corte gaúcha sustenta não ter uma posição “pacífica” sobre o assunto.

Casa de jogos inspirada em Paris

A Winfil, pertencente a um grupo francês, vai funcionar na avenida Cavalhada, zona Sul de Porto Alegre. O local comporta 1,5 mil pessoas, restaurante com 120 lugares e estacionamento para os clientes. Em torno de 200 funcionários devem trabalhar, diariamente, no empreendimento. O projeto arquitetônico teve como temática a capital francesa, Paris.

A reportagem do Correio do Povo apurou que a Winfil obteve alvará para casa de eventos, o que permite o funcionamento das 8h à meia-noite.

Correio do Povo e Rádio Guaíba

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WINFIL ENTRETENIMENTO

Avenida da Cavalhada, 5148
CEP 91751-831

Porto Alegre, Rio Grande do Sul

www.winfil.com.br

 



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12 respostas

  1. Apenas um comentário aleatório…
    Participo de uma associação de Engenheiros e Arquitetos e nela também participam como convidados pessoas vinculadas a outros segmentos.
    Ha uns 45 dias atrás recebemos nesta entidade um maço de convites “VIP’s” para a abertura desta casa de “entretenimento”. Tudo através das mãos de um político (presidente de um partido na cidade) com CC junto ao Estado.

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    • Josiel, essa é uma informação importante.

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      • Sim, importante mesmo.
        Se por acaso vocês escutarem algo a respeito do partido (no caso, dando nome aos bois, o PMDB) liderar uma frente para “discutir” este assunto, é por que algo se trama por trás dos panos… Caso não, pode apenas ter sido uma atitude isolada do tal político.

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    • Bah! Isso mostra a arbitrariedade da política como força superior a lei ou ao senso comum.

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  2. Eu ia comentar mas desisti. Só sei que nada sei. Assim caminha a humanidade. Muito antes pelo contrário.

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    • A minha opinião é a seguinte: não vivemos numa terra de ninguém (sic), então, enquanto não tivermos a legislação que permite estre tipo de empreendimento, realmente não tem como funcionar. Se não o nosso país, que já é uma terra onde tudo funciona irregularmente, terá uma grande rede de cassinos funcionando, sem que a legislação permita ?
      Mas sou favorável que tenhamos cassinos no Brasil, em algumas cidades. Não em todas. Existia um projeto um tempo atrás que liberaria os cassinos em cidades turísticas de até 200 mil habitantes. Neste caso todas as capitais estariam fora. Não acho que seja coerente este posicionamento. Por que somente cidades pequenas ?

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      • Só uma correção Gilberto: não é questão de termos legislação permitindo, e sim de não termos legislação proibindo. Tudo que não é mencionado na lei é permitido por definição.

        Pelo que eu pude entender, o argumento do empresário é que a lei que proíbe essa atividade e de 1941, e portanto não seria valida pós constituição de 88. Isso é uma vasta suma bobagem. Em direito, diz-se que a constituição pode “recepcionar’ leis anteriores se forem compatíveis. Ora, o código civil de 1916 seguiu valendo até bem atrás, e ele é uma coisa muito mais basilar que a lei que restringe os cassinos.

        Enfim, se querem mudar isso tem que ser pelo congresso, isto é, que o congresso revogue ou altere essa lei. Honestamente, com o potencial para esquemas de lavagem envolvido, e o nível de corrupção do nosso congresso, me surpreende que isso não tenha acontecido ainda

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        • “Tudo que não é mencionado na lei é permitido por definição.”. Nem sempre é assim Felipe. Nas leis do comércio de Porto Alegre, ou seja, direito público, por exemplo, o que não está presente na lei não é permitido. Não tenho muito conhecimento de direito, não posso falar muito, mas em geral é assim: atividades comerciais em Porto Alegre, se não são previstas em lei, não são permitidas. A lei tem que citar com todas as palavras que tal atividade é permitida.

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      • *bem pouco tempo atrás

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      • Vc fala isso como se as regulações estatais funcionassem. Sério, chega de leis.

        O forte crescimento da Suécia aconteceu após as desregulações estatais iniciadas após 1990.

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      • Mas Pablo, eu não estou discutindo esse aspecto, de se deveria ser legalizado/regulado/proibido (honestamente, eu não sei). O meu ponto é: hoje, é ilegal, com definição em lei, e não existe interpretação da lei que libere a atividade. Sendo assim, só vai mudar se o congresso decidir mudar.

        (interessante, eu já supunha mas não sabia por certo: na Suécia os cassinos pertencem ao governo, assim como as lojas de bebida)

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      • Não me lembro de ter visto cassinos na Suécia, é curioso… As lojas de bebidas são do governo, se chama Systembolaget. Mas provavelmente logo será desmonopolizada, como aconteceu a alguns anos com as farmácias. O monopólio governamental das farmácias, chamado Apoteket foi desmonopolizado. No ano passado foi a vez dos controladores aéreos.

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