Fraport divulga imagens do projeto do novo Aeroporto Salgado Filho

Aconteceu no dia 25, em Porto Alegre, uma coletiva de imprensa para a apresentação da CEO da Fraport Brasil, Andrea Pal, e dos planos da concessionária para o terminal da capital gaúcha.

Em nota, a Fraport disse que pretende investir aproximadamente R$ 600 milhões de reais em melhorias do aeroporto, criando um portal moderno, eficiente e focado no cliente.

Imagens que foram divulgadas pelo site Ceará Convexo.

Aguardando imprensa local divulgar mais imagens.

 

Imagens: Fraport Brasil

______________________

Considerações do Blog: 

  1. Estranhei o tamanho da pista de taxi, não acompanhando a extensão total da pista de pouso/decolagem;
  2. Achei o projeto inicial (renders) meio acanhado. Porto Alegre merecia um projeto mais arrojado.

_____________________

Mais informações, via Correio do Povo (Claudio Isaías):

Fraport só deve assumir o Salgado Filho em março ou abril de 2018

A Fraport só deve assumir totalmente a operação do Salgado Filho por volta de março ou abril de 2018, segundo a diretora executiva da Fraport Brasil, Andreea Pal. O novo terminal de passageiros, um novo prédio-garagem e outras melhorias incluídas no pacote precisam ser entregues antes do fim de outubro de 2019. A ampliação da pista tem um prazo maior, até o fim de 2021.

Em regime de adaptação à administração dos aeroportos de Fortaleza e de Porto Alegre, a alemã Fraport desembarcará aos poucos em solo gaúcho. Alguns funcionários e executivos da companhia, que arrematou a concessão do aeroporto por 25 anos (renováveis por mais cinco), já estão chegando ao Salgado Filho para o período de transição da gestão, hoje feita pela Infraero. A CEO para o Brasil, Andreea Pal, chega em outubro, e para ficar, pois a sede brasileira da Fraport será em Porto Alegre.

A Fraport AG é considerada uma das maiores companhias do mundo no segmento. É responsável pela gestão do aeroporto de Frankfurt, um dos principais da Europa, o qual opera desde 1936, e que possui mais de 81 mil funionários em sua estrutura. O faturamento da companhia em 2016 foi de US$ 3 bilhões.

Também há o compromisso da Fraport com a extensão, em 920 metros, da pista do Salgado Filho, algo básico a fim de que aviões cargueiros decolem daqui para Europa e Estados Unidos com o máximo de peso, o que hoje não ocorre. Por isso uma escala obrigatória é feita em São Paulo ou no Rio de Janeiro, o que aumenta custos dos fretes.

Anúncios


Categorias:Outros assuntos

Tags:, , , , ,

28 respostas

  1. Que coisa horrível, que cara de pavilhão de carga! Eu botava fé nos renders antigos pois eram muito bonitos mas extremamente simples do ponto de vista de engenharia, factível, com bastantes estruturas metálicas simples e ampla área envidraçada no teto, mas com visual moderno.

    https://portoimagem.wordpress.com/2013/10/01/as-imagens-da-ampliacao-do-aeroporto-salgado-filho/

    Curtir

  2. A pista de táxi incompleta vai reduzir bastante a capacidade do aeroporto nos horários de pico se as decolagens forem feitas da cabeceira mais distante.

    Curtir

    • Creio que esta empresa e sua experiencia vao deixar essa ampliaçao para uma segunda etapa, visto que 90% dos avioes que passam pelo SF nao precisam usar toda extençao da pista

      Curtir

      • Eles não usam toda a extensão para pousar, mas para decolar eles SEMPRE irão começar da cabeceira, nunca do meio da pista. Para operações da cabeceira 11 (a mais próxima do Guaíba), tudo ok, mas para operações na cabeceira 29 (a mais distante), será um problema. Na decolagem TODOS os aviões irão taxiar na contramão até a cabeceira bem mais distante. Isso irá congestionar a pista, pq ninguém poderá decolar ou pousar enquanto houver uma aeronava taxiando pela pista.

        Curtir

  3. O Terminal 2 que hoje opera a Azul não receberá mais passageiros. A empresa será transferida ao Terminal 1. O Terminal 2 ficará do jeito que é, visto que não dá pra demolir, já que a fachada e a pintura afresco do Aldo Locatelli são patrimônios tombados.

    Curtir

    • O terminal 2 é uma vergonha, só puxadinhos, tudo meio precario enjambrado, na madrugada nenhuma lancheria abre.
      É claro, melhor ter ele completando o terminal 1 do que tudo socado la no terminal 1 sem espaço…
      com o aeroporto ampliado faz sentido desativar o terminal 2

      Curtir

  4. Estou começando a achar mais interessante agora. Acho que os meus olhos estão se acostumando. Pensando bem, ele é bem moderno, não há dúvida. Bem de acordo com as tendências mundiais, bem amplo, pé direito alto. Vamos ver mais renders. Acho que vai ficar muito bom.

    Curtir

  5. Sobre a questão do comprimento da pista de táxi vs comprimento da pista: na verdade não chega a atrapalhar tanto no pouso! A maioria dos aviões consegue pousar sem utilizar toda a pista. Ou seja, o avião que pousa vindo do Guaíba consegue reduzir sua velocidade muito antes da saída para o táxi, dispensando a problemática operação de backtracking.

    No fim das contas, o comprimento da pista tem mais importância para a decolagem: de acordo com os parâmetros da pista, pressão atmosférica, temperatura e carga útil do avião, se calcula a performance de decolagem. Hoje, no Salgado Filho, é seguro decolar com aviões wide-body, embora com o porão apenas parcialmente preenchido (justamente em função do peso).

    Em outras palavras: dá pra viver sem a extensão da taxiway. Vai tirar um pouco da capacidade no fim das contas, claro, mas o ganho que temos com a extensão da pista é tão grande que não importa muito.

    Sobre a questão do render do terminal: eu honestamente não vejo problema nessa proposta. O desenho proposto, como ressaltou o Guilherme, é um desenho mais moderno, mais arejado, mais amplo, muito melhor do que o atual, mas nem por isso caberia demolir o atual para reconstruí-lo em nome da uniformidade estética. O mais importante aqui, é manter a continuidade operacional e prover mais capacidade. Ora, a proposta mais do que dobra a área do terminal sem precisar fechar o aeroporto, então pra mim parece bem razoável.

    Eu já passei algumas vezes pelo principal aeroporto da Fraport, o Frankfurt Intl. Está longe de ser um aeroporto fantástico em termos arquitetônicos, mas uma coisa eu sei: é um aeroporto que foi expandido várias vezes de maneira extremamente efetiva e, no fim das contas, mesmo parecendo um Frankenstein por dentro, é o segundo maior aeroporto da Europa.

    Curtir

    • Para a cabeceira 11 a extensão da Taxiway realmente não fará diferença. No entanto se a pista em uso for a 29 aí a capacidade da pista será seriamente comprometida, pois após a passagem do avião que pousa pelo ponto de espera, o avião que decola tem que ingressar na pista, chegar na cabeceira, fazer o backtrack e se alinhar. Hoje isso já acontece, mas em menor escala, os aviões demoram em torno de dois minutos e a distância entre as aeronaves que pousam tem que ser ampliada em 5 milhas. Com esse estradão para fazer, estimo mais uns dois minutos de separação, ou seja mais umas 5 milhas. Ou seja, uma aeronave estará no pouso, outra prá lá de Gravataí e a número 3 no través de Santo Antônio da Patrulha. Antes que perguntem, não, aeronaves comerciais não podem decolar do meio da pista, o seguro não cobriria um acidente nessa situação.
      Outra coisa que senti falta e que estava no projeto da Infraero são as saídas a 45 graus (saídas rápidas).

      Curtir

      • Concordo, quando pista em uso é a 29 é problemático sim.

        Agora me pergunto: qual é a proporção de uso das cabeceiras desse aeroporto? Como passageiro, tenho impressão que a grande maioria dos meus voos foi pela 11. Além disso, pelo que eu sei (posso estar errado), a 11 é dotada de ILS, e a 29 não. Seria esse o raciocínio usado na decisão de postergar a construção dessas taxiways?

        Curtir

        • Chutando bem alto eu diria que no máximo uns 20% de pista 29. A cabeceira muda geralmente quando uma frente fria chega. A 29 realmente não tem ILS, mas não faz diferença porque em 99% dos casos que a visibilidade está restrita é por causa de nevoeiro e nesse caso o vento está calmo (se tiver vento dispersa o nevoeiro) e a 11 pode ser usada mesmo com vento de cauda. Acho que a razão é mais simples: não estava no edital, não vou fazer.

          Curtir

    • Realmente, já aconteceu comigo em alguns pousos o avião entrar na pista de taxiamento bem antes do final da pista. Provavelmente a extensão da pista será usada poucas vezes, de modo que a redução da capacidade não é suficiente para justificar a extensão do taxiamento.

      Curtir

Faça seu comentário aqui:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: