Governo do RS mobiliza setor elétrico por termelétrica

Um dos objetivos é diversificar a matriz energética estadual

O governador José Ivo Sartori mobilizou, nesta quinta-feira (26), representantes do setor elétrico gaúcho para apoiar o projeto que viabiliza a instalação da Usina Termelétrica de Rio Grande até o final de 2020. A unidade deveria entrar em funcionamento nos próximos dois anos, mas a concessão do leilão realizado em 2014 foi revogada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) devido a dificuldades da empresa vencedora da licitação. Na próxima semana, uma comitiva gaúcha vai a Brasília em busca de uma solução para o tema.

Sartori expôs a importância econômica do investimento para o Rio Grande do Sul, destacando que o projeto prevê a geração de 2,4 mil empregos diretos, mais o dobro de indiretos, e o abastecimento de 3,5 milhões de residências. A defasagem no abastecimento causa menor atração de investimentos às regiões gaúchas e prejuízos pela importação de gás da Bolívia, já que, atualmente, o ICMS cobrado pelo transporte fica no Mato Grosso do Sul. A atenção para o tema faz parte de um esforço coletivo do governo pela diversificação da matriz energética estadual, bem como a criação do Polo Carboquímico, aprovado no início da semana pelo Legislativo, que vai reduzir a dependência externa de recursos e atrair mais US$ 4 bilhões em investimentos. Desde o cancelamento da obra, o governo do Estado busca reverter a situação. Já está em processo de análise um recurso administrativo encaminhado à agência pedindo que a revogação seja reconsiderada. Na próximo quarta-feira (1), o governador vai a Brasília para negociar o tema.

Contratada em leilão de 2014, a termelétrica deveria entrar em operação em 2019, pela empresa Bolognesi, que enfrentou dificuldades para tocar o projeto com a escalada do dólar e o agravamento da crise financeira no país. A partir disso, a empresa prorrogou até 2021 o prazo e tinha até agosto deste ano para encontrar uma maneira de viabilizar o negócio. Ao final do prazo, a empresa pediu extensão à Aneel e assinou, em setembro, acordo de venda com a norte-americana New Fortress Energy, mas a agência decidiu revogar a concessão.

Conforme o executivo Marco Tavares, da Gas Energy, que representou a empresa norte-americana no projeto, a decisão de dar prioridade à questão deve-se também a um estudo que aponta que, até 2030, o gás que hoje é importado não será suficiente para abastecer o mercado brasileiro. “O processo estava ocorrendo e tínhamos como prazo até janeiro de 2021, como planejado, para receber as licenças ambientais e dar início às operações. Agora, entramos com recurso administrativo e, a partir da semana que vem, iniciaremos uma peregrinação da causa pelo Rio Grande do Sul, visto a importância do suprimento energético”, explicou. A usina termelétrica de Rio Grande terá um investimento de R$ 3 bilhões.

Revista Amanhã

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Categorias:Energia

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2 respostas

  1. Seria legal instalar usina nuclear mas sempre tem uns babacas que são contra, então vai a carvão mesmo.

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  2. Acho um retrosesso isso sim, agora parece bom mas pagaremos com nossa saude no futuro.
    Gente burra, e assim que o rs quer sair do vermelho?
    Acho que tem politico enchendo o bolso?
    Tamo de olho.
    A china e o japao ja tao usando mascara e tendo que se abrigar da chuva acida.
    Pensem nisso.

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