Porto Alegre é a terceira capital com maior taxa de assassinatos por 100 mil habitantes

Com 64, 1, cidade só fica atrás de Aracaju (66,7) e Belém (64)

* Com informações da AE

Porto Alegre é a terceira capital com maior taxa de assassinatos por 100 mil habitantes | Foto: Alvaro Grohmann / Especial / CP

Chacinas, tiroteios, homicídios e latrocínios.  A lista da violência no Rio Grande do Sul, especialmente em Porto Alegre, infelizmente, é praticamente diária. Os dados 11º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta segunda-feira, mostram que a capital gaúcha é a terceira com a maior taxa de assassinatos (64,1) por 100 mil habitantes. Porto Alegre ficou atrás apenas de Aracaju (66,7) e Belém do Pará (64). No país, a média nacional ficou em  29,9 no ano passado.

Em relação ao número total de mortes violentas, o Brasil registrou 61.619 no ano passado. Trata-se do o maior número de homicídios da história, segundo os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O país ainda teve sete pessoas sendo assassinadas por hora.

Sergipe registrou a maior taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes: 64, seguido de Rio Grande do Norte, com 56,9, e Alagoas, com 55,9 –todos estados do Nordeste.

Latrocínios

Os latrocínios –roubo seguido de morte– totalizaram 2.703 ocorrências em 2016, um crescimento de 50% em comparação com 2010.  O latrocínio tem punição pesada prevista no artigo 157 do Código Penal. A pena de prisão é de 20 a 30 anos, o máximo permitido pela lei brasileira. Ainda assim, os bandidos não têm se desencorajado. No Rio, a situação é especialmente preocupante. Pernambuco (cujo número de casos saltou de 114 para 167) e Espírito Santo (de 35 para 53) são outros que tiveram altas proporcionais relevantes. Pernambuco, por exemplo, teve um programa considerado modelo em redução de mortes violentas, que perdeu força nos últimos anos.

A liderança é do Pará, que subiu uma posição em relação a 2016. Rondônia passou da 20ª para a 7ª posição; Pernambuco pulou nove posições, sendo agora o 8º. Os latrocínios cresceram em 19 Estados, como Rio e Pará, entre 2015 e 2016. A Secretaria de Segurança do Pará disse que esclareceu vários latrocínios e que o resultado disso já está no Judiciário. A pasta contesta os dados do anuário, afirmando que seu levantamento não bate com o resultado da pesquisa, mas não apresentou seus dados. O Ministério da Justiça e da Segurança Pública não comentou os dados.

Causas

O diretor executivo do Instituto Sou da Paz, Ivan Marques, associa o fenômeno ao crescimento dos crimes patrimoniais. “O latrocínio é um tipo de crime contra o patrimônio, não à toa as polícias falam que é o roubo que deu errado. Aumentando o roubo, como vimos em 2016, o latrocínio também vai crescer, gerando esses dados espantosos.” Marques diz que há um conjunto de fatores que influenciam, entre eles o “momento econômico”. “O roubo produz uma sensação de insegurança ligada ao cerceamento da liberdade de ir e vir, levando as pessoas a mudarem hábitos. Com o latrocínio, esse sentimento é agravado, pois há violência letal.” O Fórum divulgará hoje os dados completos do anuário.

O principal número esperado é o de homicídios totais de 2016. O balanço deve mostrar crescimento da violência, segundo apurou a reportagem. Em relação a 2017, o Estado mostrou em agosto que o País já havia registrado 28 mil homicídios no primeiro semestre.

Correio do Povo

Nota do Blog: Com esses números divulgados – com 64, 1, cidade só fica atrás de Aracaju (66,7) e Belém (64) – entendo que ela é a SEGUNDA e não a terceira. Belém é a terceira.

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Categorias:segurança, violência, violencia urbana

12 respostas

  1. O mais engraçado é o pessoal de Porto Alegre comentando que não tem mais como ir ao Rio de Janeiro pois lá é muito violento.

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  2. Na real já há muito vem se falando sobre a segurança estar diminuindo cada dia mais. Até pouco tempo atrás nossa mídia, tipo JA e outros ainda entrevistavam Secretários de Segurança, Prefeito e até Governador alem claro de Chefes de Policia e Brigada. Só teorias, “planejamentos”, estatísticas e ação efetiva nenhuma. Hoje até a mídia abandonou o tema, se limitando a narrar as tragédias diárias. Qual seja: quem “nos vendeu” já nos entregou:-terminou. Políticos roubaram valores inimagináveis e estão mais na mídia que artistas. Deputados que votarem “contra” são substituídos e isso dito abertamente!!! O Brasil no todo está uma grande sujeira e conseguiram deixar nossa Porto Alegre igual. Elegemos uma nova mentira para nossa cidade. Retiraram a segurança totalmente. As comportas foram abertas: agora quero ver fechar. Quem não se deu conta que precisamos urgente voltar ao regime militar é louco. A tão aclamada “democracia”, “liberdade” esta ai. Nossos familiares estão a merce do crime. Esse câncer chamado “políticos” precisa ser extirpado se quisermos sobreviver. O tempo terminou. Não existe mais espaço para “temos esperança e fé” que as coisas vão melhorar!!! Senhores das Forças Armadas Brasileira; POR FAVOR VOLTEM URGENTE! NOS SALVEM! VOCÊS SÃO NOSSA ÚLTIMA E DERRADEIRA ESPERANÇA. AINDA NÃO LIBERARAM PASSAGENS PARA MARTE. NÃO TEMOS PARA ONDE CORRER!!!

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  3. Se ficou em segundo ou terceiro lugar não importa, se os dados estiverem certo uma coisa é certa os numeros são altos, o governo que não aumenta o sistema prisional e a justiça baseada na lei dando mole,semi aberto só no Brasil mesmo.

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    • Desculpe, mas esse tipo de comentário eu não entendo. Não adianta expressar preocupação sobre “sistema prisional”. Precisamos é falar, comentar, gritar sobre segurança presente nas ruas. Precisamos exigir a policia na rua novamente, para evitar as ações que nem sempre levam o culpado ao “sistema prisional”.

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  4. “capital gaúcha é a terceira com a maior taxa de assassinatos (64,1) por 100 mil habitantes. Porto Alegre ficou atrás apenas de Aracaju (66,7) e Belém do Pará (64).”

    Deve ter algum erro. Se PoA está atrás de Belém, o índice de Belém (64) deve ser maior que poa(64.1).

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  5. Culpa do sartori e a brigada militar que sao tudo PT corruPTos.

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  6. Vergonha. Onde estao os impostos que pagamos?

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    • Os impostos foram usados para pagar os aposentados e pensionistas do IPE, muitos dos quais se aposentaram com menos de 50 anos com salário integral e quando morreram ainda deixaram a pensão integral para a viúva, mais jovem ainda, que continua firme e forte aos 85 anos.

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