Novo sistema de bike sharing chega a Porto Alegre

Loop inicia sua operação na capital gaúcha com uma fase inicial de testes

Na estação virtual, a bicicleta é presa por um cadeado, que é solto através do aplicativo | Foto: Guilherme Almeida

Um novo sistema de bike sharing chegou a Porto Alegre. Com o uso de estações digitais e a pretensão de inserir a bicicleta como meio de transporte, a Loop inicia sua operação na capital gaúcha com uma fase inicial de testes. O novo sistema foi apresentado no Parcão através de um evento que reuniu foodtrucks, shows e feira, entre outras atividades. Até o final do ano, a startup deverá disponibilizar cerca de 20 bicicletas nos dois primeiros pontos criados na cidade: na faculdade Imed, na rua Dona Laura, no bairro Mont’Serrat, e no Flowork, na rua Mostardeiro, no bairro Moinhos de Vento.

Outros pontos devem surgir de acordo com a necessidade dos usuários. Eles estarão localizados em universidades, shoppings, farmácias e outros tipos de estabelecimentos. Segundo Alexandre Mattos, cofundador da Loop, o serviço foca na experiência do usuário. “O que a gente vê muito em relação aos bikes sharings normais do Brasil é que a bicicleta é vista como lazer e não um meio de transporte”, afirmou. Dessa forma, o sistema apresenta funcionalidades que pretendem facilitar a vida dos usuários, como a possibilidade de reserva de bicicleta, um sistema de avaliação como nos aplicativos de transporte individual e o tempo de uso por duas horas.

O sistema é similar ao adotado na China. Na estação virtual, a bicicleta é presa por um cadeado, que é solto através do aplicativo. “Cada ponto é uma estação virtual. Não precisa de estação fixa. Pode ter cinco, seis, até 10 pontos na mesma rua”, explicou Mattos. Inicialmente, os dois pontos já estipulados na capital gaúcha terão, no total, 12 bicicletas. A expansão ocorrerá ao longo do tempo, com o aumento para 20 bicicletas até o final do ano e uma expectativa de centenas até o final de 2018. “O desafio é de ser o maior bike sharing de Porto Alegre até o final do próximo ano”, ressaltou o cofundador da startup. O usuário pode pagar a mensalidade ou a pedalada.

Correio do Povo / Marco Aurélio Ruas



Categorias:Aluguel de biciletas

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7 respostas

  1. O problema do transporte por bicicletas me parece bem mais amplo do que apenas a vontade popular. Cidades em que este sistema funciona em geral contam com uma infraestrutura viária muito mais desenvolvida, principalmente o transporte publico. Nada parecido com o caos que vivemos aqui. Tenho a impressão que adicionar cegamente o transporte por meio de bicicletas sem a devida reurbanização necessária fará mais mal do que bem ao trafego de Porto Alegre.

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    • A galinha e o ovo, quem vem primeiro? quando se incentiva um não se exclui o outro, na verdade, ao incentivar a bicicleta também já se demonstra a necessidade de mais ciclovias, por todos os lados, ou simplesmente o respeito ao ciclista. Se pensar bem, a questão é a velocidade. Se andar de carro devagar, compartilharia a via com ciclistas e estes quanto mais presentes, teoricamente menos carros obstruindo as vias. Lembrando que uma bike ocupa bem menos espaço. 😉

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  2. A ideia é ótima, mas começou acanhadíssima. 12 bikes e 2 pontos é praticamente nada. Poderiam ter levantado mais dinheiro pra tentar lançar algo um pouco mais encorpado. Vamos ver se conseguem atingir a expansão na medida que estão projetando, mas por enquanto, continuo sem opções de bike sharing. =(

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  3. Só não eliminem mais vagas de estacionamento, como em muitos pontos foi feito no primeiro sistema. Sobre a calçada em espaço de sobra.

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    • Muito relativo isto, amigo Gaspar…
      Não acho que tirar espaço do pedestre na calçada (espremendo ainda mais as circulações,) priorizando a não eliminação de vagas de estacionamento de veículos, deva ser o partido fundamental para implantação destas estações de bicicleta.
      Claro que cada caso é um caso, mas está na hora de parar de jogar a conta no pedestre.

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  4. Já conhecia esse sistema através desse vídeo: China’s Bicycle sharing WENT INSANE!

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  5. uau, tomara que a moda pegue. A mídia poderia incentivar isso até que virasse tão acessível quanto pegar um onibus.

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