Acordo bilionário expandirá energia no Rio Grande do Sul

A previsão é de que as obras comecem em março de 2018

O governador José Ivo Sartori participou, na sexta-feira (17), da solenidade de assinatura de acordo entre a Eletrosul e Shanghai Electric Group Co. Ltd (Shanghai Electric), para implantação e operação de empreendimento de transmissão de energia no Rio Grande do Sul. O presidente da Eletrosul Gilberto Eggers e o presidente da Shanghai Electric, Xue Weiping, assinaram o acordo estruturante que estabelece as condições detalhadas da parceria para a viabilização dos projetos que compõem o Lote A, resultante do Leilão da Aneel 004/2014. O investimento total foi orçado em R$ 3,9 bilhões para a construção de 1,9 mil quilômetros de linhas de transmissão e oito novas subestações, além de ampliar 13 subestações que já existem. Segundo Eggers, as contrapartidas ainda estão sendo definidas, mas não envolvem dinheiro dos cofres gaúchos. “Estamos discutindo a estrutura de capital e o aporte de cada empresa. O restante virá de financiamentos que serão buscados na China e provavelmente no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)”, afirmou.

A previsão é de que as obras comecem em março de 2018 e sejam concluídas em até 48 meses. Durante a execução, a expectativa é gerar onze mil empregos diretos. O novo sistema de transmissão vai melhorar o fornecimento de energia para a Região Metropolitana e criar um novo ponto de atendimento na região Norte. “O benefício prático para o cidadão é que, quando tudo isso for concluído, muito provavelmente ele não terá mais problemas de fornecimento de energia nas épocas de pico, como o verão”, explicou o secretário de Minas e Energia, Artur Lemos.

Sartori destacou o esforço para manter o investimento no Estado. As negociações foram fundamentais porque a Eletrosul, uma subsidiária da Eletrobrás, venceu o leilão ANEEL nº 004/2014, mas nunca conseguiu levar o projeto adiante. Por questões legais, havia o risco de cancelar todo o processo. Graças a uma grande mobilização, surgiu a possibilidade de outra empresa assumir as obras. Assim, o acordo estabelece que a concessão, atualmente da Eletrosul, seja transferida para uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), constituída pela Shanghai Electric e o Clai Fund. “Fizemos a nossa parte, dentro do que nos cabia, sem interferir na negociação entre as empresas. Nosso objetivo foi ajudar a construir a solução. Nossa mobilização foi intensa. Trabalhamos para dar celeridade aos processos de licenciamento ambiental. O tema era urgente e não medimos esforços. Afinal, o atraso das obras poderia dificultar a participação de projetos gaúchos em futuros leilões de energia”, destacou Sartori.

Também participaram da cerimônia no Piratini o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., da Shangai Electric, Xue Weipin, do Clai Fund, Qin Hong.

Revista Amanhã



Categorias:Economia Estadual, Energia, Outros assuntos

9 respostas

  1. Talvez vocês não tenham entendido o meu ponto de vista. QUATRO BILHOES por alguns km de fio de cobre e torres.. cara, É MUITO DINHEIRO. Do tipo, eu imagino que as linhas de transmissões atuais no estado não devem somar 4 bilhoes… Não to criticando o investimento, to querendo entender como todo esse valor vai gerar valor.. vão investir isso tudo, e terá que ter retorno, custará pra nós.. por isso gostaria de entender SIM

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    • Teríamos que pedir o orçamento do projeto detalhadamente. Só isso. Mas eu não tenho dúvida de que este investimento ta correto. Não é tão barato como tu ta falando. Na verdade isto que tu fala demonstra total desconhecimento da área. Não se critica algo quando não se conhece.

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  2. sinceramente, não entendi a eficiencia disso. quatro BILHÕES pra não deixar mais cair a luz? pode ser porque moro na capital mas, não acho que temos tanto problema com queda pra um investimento desse nível. Sem contar que ele terá de ser pago, por tanto.. não irá diminuir a conta de luz… não entendi onde que se tem necessidade de QUATRO BILHÕES DE REAIS em investimento (claro, é um baita investimento, muito bem vindo..)

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    • Leandro, não vou opinar sobre valores por que não tenho a minima noção sobre isso, mas o que posso te dizer é que mesmo em alguns bairros da capital as quedas e cortes de luz são bem comuns em casos de sobrecarga do sistema e pelo que sei em algumas cidades da região metropolitana isso é mais comum ainda.

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    • O comentário é tão demente que nem vale a resposta.

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    • Não é uma questão de “não deixar a luz cair”. A capacidade das linhas de transmissão para o RS está no limite. Isso é um problema porque afasta empresas interessadas em investir no Estado. Quem vai colocar uma fábrica aqui se há risco de ficar sem energia para a produção?

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    • Leandro, são linhas de transmissão. Isso é importantíssimo. Subestações, mais importante ainda. Não adianta ter geração de energia sem linhas de transmissão. Muitos investimentos industriais deixaram de vir para o estado por falta de energia e linhas de transmissão. Cada vez mais temos parques eólicos e os investimentos nesta área nem sempre vem com as linhas junto. Investimento mega bem vindo! Parabéns ao governo do estado e a esse grupo chinês.

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    • Moro na região metropolitana, a 25 km de porto alegre… aqui o tempo ameaça chover a luz já começa a variar a tensão na rede.
      Tenho parentes no interior da serra gaucha, bem no interior do interior… a distribuição de energia ainda não é 100% confiável.

      O RS não é só porto alegre.

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    • Quando não conheço do assunto costumo ficar quieto e ouvir ( ler ) quem entende!.

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