Adoção da orla não atrai empresas

Sem interessados. Sessão para recebimento de propostas fracassou, mas agora empresas podem ir direto à prefeitura com projeto a qualquer momento

Obras da orla. Foto: Gilberto Simon

Às 10h de quinta-feira, enquanto a chegada do Grêmio movimentava as principais avenidas de Porto Alegre, ninguém apareceu na sessão pública marcada para receber propostas de adoção da orla do Guaíba após a revitalização. A ideia da prefeitura é garantir a manutenção dos espaços verdes e do canteiro central da avenida Edvaldo Pereira Paiva.

“O edital deu deserto, como chamamos. A gente lamenta, mas a partir de hoje [ontem] poderemos, assim que tivermos qualquer proposta, formalizar a adoção”, explicou o secretário municipal de Meio Ambiente e da Sustentabilidade, Maurício Fernandes.

Inicialmente, o edital previa a área das margens do Guaíba entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias. Posteriormente, foram incluídos os canteiros centrais e as rótulas da avenida que costeia a área e um novo trecho anexo, até o anfiteatro Pôr do Sol, ainda não contemplado na revitalização iniciada em outubro de 2015.

Fernandes comentou que a inclusão dos canteiros foi um pedido de empresas que sondaram a prefeitura após o lançamento do primeiro edital. Em troca de conservação e manutenção da área, a empresa adotante poderá colocar placas com a sua marca, sem exploração comercial. O prazo previsto para a adoção é de 12 meses, que poderá ser prorrogado por igual período.

Em 2008, a área já teve um adotante por dois anos, a Pepsi, que qualificou o asfalto da calçada, o ajardinamento e instalou nova iluminação, máquinas que borrifavam água e construiu quadras esportivas. O contrato foi encerrado.

A partir de agora, a prefeitura irá se mobilizar para apresentar o projeto a empreendedores e conseguir um adotante antes da inauguração, prevista para o verão. “Caso não se encontre um adotante, a prefeitura vai ter que assumir a área. O que dificulta é a situação financeira difícil”, acrescentou o secretário.

Atualmente, cerca de 50 praças da capital têm adotantes. Entre os parques, só o Parcão está adotado, por quatro empresas. No caso da orla, pelo tamanho da área, empresas podem apresentar uma proposta conjunta, sem a necessidade de formalizar consórcio.

Metro Porto Alegre – Maicon Bock



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Projeto de Revitalização da Orla

Tags:, ,

13 respostas

  1. Quem poderia adotar a orla era a ceee e colocar centenas de carregadores de celular. Só isto já basta.


    https://polldaddy.com/js/rating/rating.js

    Curtir

  2. Poderiam botar um zaffari, já daria um movimento e não ficaria abandonado.

    Curtir

    • Em muitos casos eu penso assim, caminhando pelas ruas de poa eu imagino como seriam as ruas, quadras e bairros sem os prédios malvados, sem as empresas gananciosas ou sem as casas dos ricos esnobes e opressores. Seriam terrenos baldios cheios de entulhos e escuros durante a noite.

      Curtir

      • Certo. Se não tiver movimento vai começar a pichação e aí, vai voltar a ser 0% convidativa.

        Curtir

  3. Tomara que eu esteja errado mas a minha impressão que esta orla vai virar um pantano. e a resposta já foi dada nos comentários anteriores,é uma tristeza.

    Curtir

  4. As empresas que estariam interessadas não entenderam como viável esse modelo de negócio nos moldes em que ele está sendo apresentado. Investidor não faz favor. Ele quer retorno. Justo. Parece que a panaceia das PPP’s, tão cantadas em prosa e verso pelos entendedores de que empresas privadas seriam a solução para a falta de recursos públicos, não corresponde à realidade. Se o produto não for bom ou tiver retorno incerto e duvidoso, a iniciativa privada não investe. As capitais brasileiras (principalmente Porto Alegre), sofrem com uma brutal onda de vandalismo e incapacidade para manter os espaços públicos bem conservados. Sem um plano de vigilância, manutenção e legislação (efetiva) anti-vandalismo, qualquer espaço público vira uma pocilga em poucos meses.

    Curtir

  5. Cadê a Melnick Even, o Zaffari, a Panvel, Hospital Moinhos de Vento e outras tantas empresas que poderiam anunciar seus produtos e serviços neste espaço público? Por que só o Parcão é conveniente? Por que apenas lugares elitizados são priorizados? Mais do que anunciar a marca as empresas gaúchas deveriam ter compromisso com a cidade. Pensem mais além, pois só nesse espaço deverão circular milhares de pessoas ao dia. Depois não adianta essas empresas fazerem comerciaizinhos de aniversário da cidade na TV dizendo que “amam” Porto Alegre!

    Curtir

    • “Melnick Even, o Zaffari, a Panvel, Hospital Moinhos de Vento e outras tantas empresas” pertencem aos seus investidores e esses fazem o que bem entendem. Essas empresas são deles.

      Uma sugestão é que você criar uma empresa de sucesso e com lucro suficiente para você investir na cidade mostrando que a ama e assim as pessoas preferirão a tua marca em detrimento das demais.

      Curtir

      • nao entendo em que parte isso faz das empresas estarem impunes de criticas.

        Curtir

        • Onde eu escrevi isso?

          Curtir

          • vc contra argumentou a critica as empresas sugerindo que ele abra um mercado a altura do zaffari. Essa resposta não tem paralelo com nada que ele disse

            Curtir

          • É como se eu respondesse o teu comentário com “nao entendo em que parte isso faz os comentarios estarem impunes de criticas.”

            Pode criticar empresa, não disse que não era para criticar, mas critica em algo que faz sentido. É como criticar empresas de transporte coletivo por não dar emprego. Empresas do transporte coletivo existem para transportar o coletivo, não para dar empregos.

            Curtir

  6. As empresas não confiam na prefeitura OU o custo de manutenção vai ficar muito alto para a contrapartida de colocar plaquinhas minúsculas SEM PROPAGANDA E SEM PROMOÇÃO. Eu havia alertado que esse monte de restrições afugentaria as empresas…

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: