Armazém A7 do Cais Mauá será derrubado até março

armazemA7
A licença de instalação entregue pela prefeitura ao consórcio que vai revitalizar o Cais Mauá abrange apenas a área dos armazéns. Eles serão recuperados nesta primeira fase da obra, com previsão de início para março e entrega em dois anos. Porém o destino de um dos armazéns será outro.

A derrubada do armazém A7 será um dos primeiros passos da obra. A informação foi confirmada pelo diretor de operações do consórcio Cais Mauá do Brasil, Sérgio Lima, durante o evento.

Além da execução do projeto, já é dada como certa a demolição do armazém A7, na área onde futuramente será erguido um shopping center, ao lado do Gasômetro.

“Vamos derrubar até março. Já temos todas as autorizações da Equipe de Patrimônio Histórico e Artístico e Cultural (Ephac) do município e do Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e já temos a concordância do anuente interveniente do contrato (Antaq)”, garante Sérgio Lima.

Ao contrário da maioria das construções do Cais, o A7 não é bem público tombado, apenas inventariado com compatibilização.

Tramita na Câmara Municipal, há cerca de um ano e meio, um projeto de tombamento do armazém, de autoria da vereadora Sofia Cavedon. A proposta teve parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça no início do ano e estaria apto a ser colocado na ordem do dia, mas, desde julho, está aguardando diligências.

TEXTO: JORNAL JÁ

IMAGEM: GOOGLE EARTH

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Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Outros assuntos, Projeto de Revitalização do Cais Mauá, Restaurações | Reformas

24 respostas

  1. Fico com um pé atrás sobre a demolição desse espaço. Concordo que hoje, ele é claramente destoante dos restantes dos armazéns, mas o meu medo é que ele seja derrubado e o Shopping demore a ser construído.
    Vejo que há um bom espaço ao lado do A7, não teria como primeiro começar a obra por aquela parte e após isso derrubar o A7?

    Enfim, apenas o que ainda tenho esperanças é que o Shopping tenha a arquitetura interessante que foi apresentada nos renders, e não substituam um Armazém por um Caixote a lá PopCenter. Depois de ver as obras da Orla, que estão arquitetonicamente animadoras, tenho esperanças que o Cais possa realmente ficar interessante.

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  2. Gilberto, acho que o Zé fez uma observação pertinente… Permita-me recapitular um caso que todos aqui lembram: quando o Internacional apresentou as imagens e a proposta para a reforma do Beira Rio e entorno, nos mostraram imagens magníficas do que viria a ser aquela região da cidade, com não apenas o estádio reformado, mas esplanadas com muito verde, marina, hoteis, enfim, ago para encher os olhos de qualquer um.

    Nesse link (https://portoimagem.wordpress.com/imagens-do-projeto-gigante-para-sempre/), do próprio blog, há imagens de como o projeto seria, depois de acabado.

    Os anos passaram, a Copa veio e se foi, e o que temos hoje? Um estádio, de fato, reformado e bonito (sou gremista, não vou grenalizar a questão), mas temos ali também, num dos locais mais bonitos da cidade, um EDIFÍCIO GARAGEM, feio (como costumam ser praticamente todos os edifícios garagem de que se tem notícia) completamente descontextualizado da paisagem, uma obra que, depois de pronta, já não se tem mais o que fazer, a não ser nos conformarmos com esse monstrengo, já que tirar ou mudar a cara daquilo ali é impossível a essa altura do campeonato…

    Não conheço o projeto do que será feito no local do armazém em questão, mas se eles sequer apresentaram imagens ou uma sugestão do que será feito ali, acredito que são plenamente fundadas as desconfianças…

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  3. Qual é a previsão de conclusão ?

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  4. Sofia Cavedon novamente tentando impedir o desenvolvimento da cidade. após a construção do shopping, será a primeira a ir lá comprar suas roupinhas ridículas.

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  5. Nessa parte inicial da obra eu fico feliz com o cercamento e fechamento total do parque ao lado dos armazens, la é criadoro de moradores de rua etc…

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  6. Permitam-me uma reflexão, e eu convido os demais a apreciá-la. 1) A primeira parte de implantação será a área dos armazéns, com revitalização do que já existe e a implementação de algumas áreas de praças. Qual o sentido lógico então de demolir a parte dos armazéns sobre a futura área do shopping (que só será erguido daqui a alguns anos? Que custo desnecessário é esse? Abrir um terrenão baldio no centro da cidade, todos sabemos que é chamar vilas e moradores de rua. Pura temeridade.
    2) Por que não focar a obra exclusivamente nos armazéns que serão revitalizados, e deixar o A7 intacto até a hora em que o shopping seja construído?
    3) Outra coisa que é inexplicável do ponto de vista do empreendedor é que a obra vai começar justamente pela parte que não ancora financeiramente o projeto. Se eu fosse o investidor, obviamente começaria o projeto pela parte que sustenta o troço todo, e jamais pela parte que é economicamente inviável. O projeto só foi proposto, por que o investidor calculou que, com um shopping e prédios comerciais, o empreendimento todo seria viável. Pois, segundo as notícias da obra, estão invertendo toda a lógica. Na boa….estou extremamente desconfiado com tudo. Nada faz sentido. Lembram que há dois anos decidiram demolir um dos armazéns? Pois é….e nada foi construído no lugar. E qual foi a explicação? Nehuma, até hoje. Apenas deram um sumiço no galpão. Essa história está cada vez mais bizarra. Acho que vai acontecer uma grande merda. Vou aguardar….mas com o desconfiômetro bem ligado.

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  7. Há alguns anos saiu uma matéria na ZH com um cara se não me engano escocês que era um dos mais renomados arquitetos do mundo uma sumidade em termos de projetos de revitalização desse tipo de área, e achei surpreendente quando foi questionado sobre o que faria com os armazéns caso fosse desenvolver um projeto ali. Ele foi curto e grosso no seu parecer, demoliria tudo e faria construções baixas ultra modernas e com design sofisticado elaborado por arquiteto top de renome mundial em todo decorrer da linha do porto. Me chamou a atenção ainda mais por ter sido um europeu que apresentava tal opinião, e ante o espanto do repórter questionado alegou que para ele na análise fria do que via, quanto aos galpões não identificava nada de relevante em termos arquitetônicos que justificasse a preservação. Minha opinião é que há um fundo de verdade nisso sim, mas também achei muito radical porque apesar de serem meros galpões eles estão ali há muitos anos compondo a paisagem urbana da capital gaúcha e estão inseridos na memória do povo. Acho que o projeto atual é bastante coerente, pois mantém a maioria absoluta dos armazéns de pé e pretende torná-los agradáveis e bem aproveitados para funções importantes para a cidade, e a demolição desse conjunto A7 é justa porque vai ceder espaço para algo totalmente novo, funcional e que também cumprirá um papel significante para os moradores da cidade especialmente do centro. Este projeto tem é de avançar para finalmente Porto Alegre ter um cais para chamar de seu, para os moradores poderem usufruir e os visitantes poderem levar uma imagem melhor da cidade.

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