Permuta viabiliza novo presídio com 416 vagas em Porto Alegre

Construção de Presídio

Contrato de permuta da área foi assinado no Piratini. (Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini)

O Grupo Zaffari vai construir um novo presídio com 416 vagas, em área de 5.101,75 metros quadrados, junto à Cadeia Pública de Porto Alegre (também conhecida como Presídio Central). O investimento será de R$ 28 milhões. A previsão é de concluir a obra física em oito meses. Em troca, o governo do Estado concede à rede de supermercados o terreno em que está o prédio da FDRH (Fundação para o Desenvolvimento e Recursos Humanos), na Avenida Praia de Belas.

O contrato de permuta da área para a construção da nova penitenciária foi assinado na manhã desta quarta-feira (6), em ato no Palácio Piratini, pelo governador José Ivo Sartori; os secretários da Segurança Pública, Cezar Schirmer, e da Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos, Raffaele Di Cameli; a superintendente da Susepe, Marli Ane Stock; e os diretores do Grupo Zaffari, Cláudio e Ivo José Zaffari.

A permuta foi aprovada pela Assembleia Legislativa em setembro de 2016. As diretrizes do novo prédio serão elaboradas pela Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários). ”Este é mais um ato na área da Segurança Pública, que representa um novo passo na melhoria do sistema prisional gaúcho. Estamos enfrentando a criminalidade e esta ação precisa de esforço diário, constante e concreto. Nos aproximamos do final deste ano com 4 mil novos profissionais ingressos na área da Segurança Pública do Estado”, afirmou Sartori, que destacou a segurança jurídica do contrato.

Entre as ações voltadas ao sistema penitenciário estadual, o governador citou a entrega do terceiro centro de triagem de Porto Alegre na manhã de terça-feira (5), com 112 vagas, 14 celas com capacidade para oito presos em cada uma. Ressaltou a adesão ao Plano Nacional de Segurança Pública, que proporcionou a confirmação do Presídio Federal em Charqueadas, com 208 vagas. Também falou das negociações para a construção das novas cadeias públicas de Alegrete e Rio Grande (com 286 vagas cada), além do novo presídio de Bento Gonçalves.

O secretário Cezar Schirmer destacou o “ineditismo e o significado da ação” e agradeceu ao Grupo Zaffari por ter “entendido a relevância do tema de máximo interesse social”. Schirmer disse que as obras do novo presídio podem começar a qualquer momento. “O terreno está demarcado e à disposição da empresa que vai construir. A previsão da construção é oito meses. Estamos falando em dez para dar uma certa elasticidade para a ocupação”.

O secretário Di Cameli esclareceu, que pelo contrato de permuta, “o Estado só vai passar a escritura do terreno na hora em que receber o presídio”. Participaram do ato o vice-governador José Paulo Cairolli, secretários de Estado e de Porto Alegre, deputados estaduais e representantes do Grupo Zaffari.

JORNAL O SUL

A área que será inteiramente do Grupo Zaffari será essa, circundada em vermelho:

 

Anúncios


Categorias:Outros assuntos, segurança

Tags:, , ,

16 respostas

  1. Mais presídios??? Acho melhor mais escolas, dar trabalho ao preso, melhorar igualdade social, gerar mais empregos e diminuir o tamanho do estado.

    Curtir

    • Tanto escolas, como presídios são elementos igualmente importantes. O investimento em um deles não inviabiliza o outro, muito pelo contrário.
      Temos sim é que abir os olhos para que este tipo de discurso retrógrado, que em pouco ajuda ao amadurecimento da sociedade e apenas reforça o coro daqueles que só sabem reclamar de tudo. Afinal, se assim for, apenas se municia quele tipo de argumento destrutivo, daquele coro de reclamões que choramingam argumentos do tipo “num país onde tem gente morrendo em fila de hospital, não deveria investir recursos em cultura”.
      No mais também, acho que devemos pensar um pouco nos fatores de dignidade da pessoa, uma vez que as condições do presídios superlotados que temos acabam por criar ambientes desumanos e sem qualquer condição de real recuperação social de quem ali está. E não é somente isso, as condições das pessoas que necessitam se relacionar com estes presos e acabam expostas a fatores de humilhação e constrangimento de todo o tipo (desde o advogado que defende a causa do réu até familiares que necessitam visitá-los).
      De minha parte acho muito triste que pessoas tenham este tipo de abordagem hoje em dia, que tanto se luta pela dignidade humana dos apenados e, principalmente, das pessoas que vivem o dia-a-dia cercados pela violência cotidiana em que bandidos permanecem soltos ou algemados em postes na rua por falta de vagas no sistema prisional.
      Lamentável.

      Curtir

  2. Eu não sei a situação de hoje, mas ao que me consta, o terreno da FDRH é apenas uma pequena parte da área toda. O restante pertence à massa falida do grupo MAGUEFA. Não sei se essa área foi de algum modo desapropriada pelo poder público. Uma coisa é certa. Ela não pertence à FDRH.

    Curtir

  3. tomara que façam um shopping aproveitando a vista do por do sol no projeto. É bizarro o praia de belas não ter pensado um espaço para isso, mas ok, prédio antigo.

    Curtir

    • que não seja outro caixão como o Wallig.

      Curtir

    • Em geral os shoppings mantém fechada a vista para que as pessoas olhem as vitrines não o horizonte. Para ter uma ideia, o Shopping Beira Mar, em Florianópolis, que é um prédio a uns 50m da orla é completamente chefado e os andares mais altos, que teria uma linda vista para o mar é onde fica o estacionamento. A vista é tão bonita que as vezes as pessoas ficam no estacionamento olhando a água.

      Curtir

      • pois é, só vou ao shopping para ir ao cinema e praça de alimentação, de resto compro tudo pela internet faz uns 2 anos, pago bem mais barato.
        Esse conceito de galeria de lojas nao tem mais futuro, ainda mais em POA q o pessoal quer shopping pelo refugio de segurança da realidade, tem q focar no lazer

        Curtir

        • Essa é uma conclusão interessante… O ponto é que os shoppings se sustentam porque algumas pessoas compram nas lojas e as lojas pagam aluguel. Isso quer dizer que esse lazer nos shoppings tem que ser de algum tipo que as pessoas estejam dispostas a pagar por ele.

          Tem shoppings com academia e até com escola de tiro… são opções.

          Curtir

      • Mas é um pensamento que vêm mudando. Como muitas pessoas estão migrando suas compras para a Internet, os Shoppings precisam ter algum atrativo para que as pessoas queiram estar lá.

        Em Canoas, o Canoas Shopping que era um típico caixotão (que devido ao formato e cor era chamado de casa da Barbie ou bolo de 15 anos) na sua última expansão criou uma área aberta com vista para a rua (mesmo que a vista seja a linha da Trensurb), onde ficam alguns restaurantes e uma casa noturna. E o Park Shopping da Multiplan também tem uma área aberta onde os restaurantes maiores tem vista para a área revitalizada do Parque Getúlio Vargas (vulgo Capão do Corvo).

        Se o Zaffari souber aproveitar, podem sim fazer um Shopping com uma vista interessante, porque o consumidor que quer apenas comprar usa o PC, o consumidor que vai ao shopping está atrás de uma experiência mais completa.

        Curtir

  4. o problema é botar pra funcionar depois de construir (o presidio)! Vão construir em 10 meses e levar 10 anos para começar a usar

    Curtir

  5. Não sei se foi no inicio do ano que foi anunciado esta permuta um terreno muito bem localizado por um presidio no rio grande do sul e olha o que vai sair um puxadinho do central,eta governo estupido.

    Curtir

  6. Otima noticia a oficialização, agora é aguardar o novo empreendimento do zaffari sair do papel, vem aí um novo Bourbon! 🙂

    Curtir

  7. A coincidência do nosso tempo é essa: agora que políticos começaram a frequentar presídios, resolveram começar a requalificar nosso sistema prisional. Começo a ser a favor da ideia de obrigar filhos de políticos a estudarem em escolas públicas e a utilizar hospitais públicos…

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: