Porto Alegre é a 6ª maior economia do Brasil, aponta IBGE

Dados de 2010 a 2015 mostram cinco municípios do Rio Grande do Sul na lista dos 100 maiores PIBs

Porto Alegre é a 6ª maior economia do Brasil, aponta IBGE | Foto: Tonico Alvares / CMPA / CP Memória

O IBGE divulgou, nesta quinta-feira, relatório com a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros de 2010 a 2015. Os dados mostram Porto Alegre como sexto PIB nacional, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.

A capital gaúcha teve cerca de R$ 68,1 bilhões acumulados, representando 1,14% do PIB nacional. São Paulo, com R$ 650,5 bilhões, totaliza 10,85% da economia brasileira. Os números também mostram que o Rio Grande do Sul tem cinco municípios entre os 100 maiores PIBs do Brasil. Além de Porto Alegre, Triunfo (4º), Caxias do Sul (44º), Canoas (50º) e Gravataí (92º) estão na lista.

Levando em conta apenas a região Sul, Porto Alegre é a segunda maior economia, atrás de Curitiba. A capital paranaense movimentou R$ 83,8 bilhões. Juntas, as duas cidades totalizam 15% do PIB regional.

Em termos de participação na produção do PIB industrial, Porto Alegre não teve variação na economia nacional entre 2010 e 2015. A Capital permaneceu com 0,6% de representatividade. São Paulo, a líder, teve 6,4%. A Capital se destaca no setor de serviços, com uma representatividade de 1,6%, em sétimo. Além disso, aumentou em 0,1% o acumulado do setor em relação a 2014.

Maior PIB

O maior PIB per capita de 2015, que na média do País chegou a R$ 29,323 mil, foi o do município Presidente Kennedy, no Espírito Santo, com R$ 513,134 mil. Em seguida, pela ordem vêm os municípios de Paulínia e Louveira (ambos em São Paulo, com respectivamente, R$ 276,972 mil e R$ 271, 206 ); Triunfo (RS); Selvíria (MS); Gavião Peixoto e Ilha Bela (ambos também em São Paulo); São Francisco do Conde (BA); São João da Barra (RJ); e Araporã (MG). Na outra ponta, Novo Triunfo, na Bahia aparece como o município de menor renda per capita entre todos os 5.570 municípios da Federação: R$ 3 369,79.

Correio do Povo



Categorias:Economia da cidade

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15 respostas

  1. Para o PIB não mostra a verdade na renda das cidades . Por exemplo Triunfo, Paraupebas, Maricá, Aparecida de Goias, Campos, estão entre as 100 maiores PIB, mas o que justificar este números??

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    • Ahh entendi. O IBGE esta mentindo e quem esta certo é você!!!

      É pra acaba mesmo!!!

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      • Kaue, a renda per capita do IBGE está correta, mas esta renda não entra no bolso das pessoas. É a riqueza produzida e dividida por pessoas.

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  2. Agora vocês gaúchos engolindo o própria soberba e se deparando com algo que vocês jamais gostariam de admitir que Curitiba sim é a maior do Sul, sempre foi e sempre será.

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    • Cada cidade tem suas características, povo, meio ambiente…..Se eu ficar comparando e dizendo que minha cidade é melhor que é a outra…. estou sendo bairrista. E Curitiba conheço muito bem.

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  3. O maior desafio que temos enquanto cidadãos (eleitores e possuidores de midias sociais, email etc) é forçar que este dinheiro se torne riqueza para a cidade.

    Sempre que se tem uma boa ideia é bom enviar um email a um vereador, postar no Facebook, discutir entre todos possiveis etc.

    Cobrar diretamente marcando no facebook ou mandando e-mail para as autoridades e politicos tambem tem um certo efeito.

    Quando um vereador propos uma lei especifica para votar a mudança na cor das paradas de onibus proximas ao beira rio a populaçao se uniu e abriu a boca, alem de mandar e-mails de montao para o figura tirar isso da pauta. O mesmo ocorreu quando apos a polemica da troca da av da castelo branco para av. da legalidade uma vereadora decidiu novamente votar a volta do nome, mais uma enxurrada de e-mails voi jogada para sua caixa postal e ela retirou a pauta de votação.

    Infelizmente a cidade nao anda sozinha sem a população se movimentar, nem que seja movimentando seus dedinhos em um pc ou celular.

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  4. Porto Alegre – PIB de 70 bilhões
    Nova ponte do Guaiba – custo de 700 milhões

    A ponte custa cerca de 1% do PIB.

    Não tenho nada contra a ponte, mas este valor para mim não é real…

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  5. O PIB em si não diz muito sobre os lugares pois é um indicador generico ele não mostra a realidade concreta dos lugares.Se você for em um lugar onde a disparidade de renda e a corrupção seja pequena o PIB pode nos dizer algo diferente de lugares onde há disparidade de renda corrupção em niveis altos. Porto Alegre não é uma cidade são várias há bairros bem estruturados e com alto nivel de renda e bairros beirando a miséria e sem nenhuma estrutura. O importante seria descobrir qual é a porcentagem de impostos recolhidos sobre o PiB e onde eles são investidos.Nenhum governo até hoje foi transparente o suficiente para gerir a cidade,houve obras essenciais e algumas a custos exorbitatntes e qualidades discutiveis.Nunca houve e não ha interesse nem na população nem nos politicos que as coisas mudem pois dependendo dos grupos que vivem na cidade seus interesses devem ser preservados. O que chamamos de centro histórico foi criado ao meu ver mais como um devaneio para fazer placas e faturar do que trabalho sériio,o proprio PT que fez algumas interevenções sérias na cidade ajudou a tornar o centro numa lixeira e as restantes administrações pouco ou nada fizeram para mudar a situação,não conheço muitas cidades do porte de Porto Alegre pelo Brasil mas Belo horizonte tinha algumas semelhanças com nossa cidade no que tange a mendicancia e desorganização de areas centrais.Nunca esqueçam que foi na administraçã do PT que camelos vendendo produtos sem procedencia foram legalizados e a tentativa de organizá-los no camelodromo,que virou POPcenter deu no que deu tendo suas adjacencias um mercado farto de venda de produtos sem procedencia inclusive celulares.Enfim quando se deteremina que produtos vendidos em estabelecimentos regularizados que tem custos enormes paguem impostos e se fecha o olho para outros por uma questâo social a anarquia toma conta e quando vamos para este lado notamos que Porto Alegre sempre foi e é uma esculhambação geral na areas centrais e algumas avenidas.A população reclama e em alguns casos com razão da não prestação de serviços entretanto não colabora quando compra produtos de procedencia duvidosa,invade areas publicas e privadas não paga impostos e serviços sobre estas areas e reclama,vide projeto IPTU que quer aumentar impostos para quem já paga e isentar e não cobrar de outros que usufruem dos serviços publicos e nadam contribuem.Nunca esqueçam para os politicos é necessário que uma parte signifivativa da população seja imbecilizada e outra mantida com o minimo para se manter caso contrario perderiam suas funções.

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    • Apenas uma observação – a construção e a inauguração do camelódromo não ocorreu no governo PT. Pelo contrário, os parlamentares do partido e parte da “mídia” martelaram muito contra a concretização deste empreendimento. Lembro que, meses após a inauguração eram publicadas inúmeras reportagens na “mídia” a respeito da falta de clientes nos corredores do edifício, apresentando locatários que acumulavam dívidas e não conseguiam vislumbrar retorno financeiro.

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  6. E o 4ª melhor PIB per Capita entre as capitais, na realidade 3ª já que o PIB do DF inflado pelas contas do governo federal.
    Apenas São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória a frente de Porto Alegre.

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  7. Nasci em Porto Alegre e assisto à derrocada social da cidade há uns 20 anos. O início da queda vertiginosa na qualidade de vida começou na quarta gestão do PT (Pont e Verle). De lá pra cá as coisas pioram a cada ano e a cada administração. Me assusta saber que o poço pode ser ainda mais fundo. Se é verdade que a situação piorou no Brasil todo, não é menos verdade que, especialmente em Porto Alegre, as coisas degringolaram mais acentuadamente do que a média das grandes cidades. Quando a classe política descobriu que megacoligações são um grande negócio em se tratando de “gerenciar” a cidade, aí sim o troço desandou de vez. Vários partidos repartindo o bolo, revezando-se nas benesses concedidas pelo chefe do executivo e tornando-se comensais do erário, evidentemente só poderia nos conduzir ao caos administrativo. Todas essas alianças políticas de ocasião, que podem ser inclusive alinhavadas e construídas pós-eleições são um prato cheio para que os gestores pintem e bordem. É o Brasil. É o que temos.

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    • Eu. que a 18 anos vim do interior e vivenciei o que acabas comentar, apenas acrescentaria o que me parece um fator a mais que contribuiu, em menor grau, para nossa derrocada – o porto-alegrense.
      Não que eu, que sou de fora, me ache melhor ou pior, uma vez que me considero em grande parte fruto da cidade onde estudei e fiz grandes amigos, mas sou sincero a dizer que a soberba e a dicotomia do cidadão porto-alegrense, disfarçadas num discurso “avant guiard” e “neo-pós-ultra politizado”, apenas refletem uma ideologia do atraso de quanto pior melhor e de grenalização total.
      Parcela da juventude (e de gente que ainda se acha jovem e revolucionária), mascarada na pregação de liberdade, igualdade, e todo o bla-bla-bla variado, apenas reforça e esmaga uma outra parcela de gente que perdeu a vontade de buscar pertenencia na cidade.
      O porto-alegrense, aquele sujeito que vivia numa cidade que enchia teatros, cinemas, que se orgulhava de seus espaços culturais e suas bandas de rock de garagem; aquele sujeito que se empolgava em viver numa cidade arborizada e repleta de praças, com um dos melhores sistemas de transporte público do Brasil; uma das melhores qualidades de vida entre as capitais; aquele sujeito que lia muito e de variados gêneros; enfim, aquele sujeito… este morreu pela apatia de perceber que hoje é visto como um retrógrado. De ver a cidade ser mandada e desmandada por meia dúzia de gritôes que, na base da truculência e opressão, conseguem escalar os degraus da popularidade política do discurso fácil…

      Apenas me parece…

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  8. Uma pena uma cidade com tanto dinheiro ter praças viradas em mato, ruas esburacadas, calçadas ruins sem fiscalizaçao, moradores de rua por todos os lados vielas usadas como avenidas na zona sul e leste…

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  9. Então… é exatamente aí que reside meu assombro quando visito a capital gaúcha, porque em que pese ser uma cidade rica assiste-se a todo um espetáculo dantesco de grandes proporções no cenário de um centro histórico tomado pelo miserê em que os moradores de rua são grandes os protagonistas, um território de liberdade plena para a malacagem que arrocha os cidadãos de bem, enquanto os olhos são torturados por uma estética típica de urbanismo digno das cidades mais pobretonas e tacanhas do mundo. Me entristece, me deixa estupefato e muito inconformado, tipo como!??? Espera-se que um dia além dos tais dados, essa cidade possa e que seja o mais breve possível, se apresentar como um lugar mais condizente, porque se houver boa vontade, senso de pertencimento e sobretudo competência, é sim possível!

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