Fraport assume nesta terça administração do Aeroporto Salgado Filho

Grupo pretende investir R$ 600 milhões no terminal até 2021

aeroporto-salgado-filho

Foto: Arquivo Porto Imagem

O Aeroporto Internacional Salgado Filho passa, a partir desta terça-feira, para a administração da Fraport, empresa alemã que assume as operações em decorrência do processo de concessões do governo federal.

O grupo pretende investir R$ 600 milhões no terminal até 2021. A Fraport administra 30 aeroportos em todo o mundo. No Brasil, além de Porto Alegre, ela também venceu a concessão em Fortaleza. A outorga pelo aeroporto gaúcho rendeu à Infraero R$ 382 milhões, com concessão por 25 anos, prorrogáveis por mais cinco. A administração compartilhada do terminal começou em fim de agosto e deve, na prática, se estender até março ou abril.

O programa de investimentos obrigatórios envolve a expansão do terminal para 36 mil metros quadrados, extensão da pista por pelo menos 920 metros, implementação de novos sistemas automáticos de gerenciamento de bagagens e de controle de segurança e 14 pontes de embarque de aeronaves.

Também prevê melhorias como a sinalização de terminais, iluminação externa para os acessos de rodovias, estacionamentos, terminais de carga e de passageiros, por exemplo. A ampliação da pista deve ser concluída em até 52 meses. Esse é o prazo limite, o que não impede que a obra possa ser finalizada antes.

Correio do Povo

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  • Novo site do Salgado Filho:

http://www.portoalegre-airport.com.br

  • Imagem preliminar do novo Salgado Filho:

    Primeira imagem divulgada pela Fraport do futuro Salgado Filho

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Categorias:Aeroporto Internacional Salgado Filho, Outros assuntos

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12 respostas

  1. Sujeito que planejou isso aí não levou muito em conta o bom senso estético, porque não vejo nenhuma homogeneidade nas formas e no estilo empregados tanto no terminal em si quanto no estacionamento.

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    • Na verdade os aeroportos vão sendo remendados. Na ponta mais fina no lado esquerdo está parecido com o de Curitiba, e qual ficou muito bom.

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  2. O Salgado Filho com pista de 3.200 m, terá capacidade para hora 30 pouso/hora, mas seria bom abrir a pista da Base Aérea de Canoas,

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  3. Por outro lado, tento encarar com empatia o que acontece fora dos limites da nossa capital, afinal o RS não é apenas Porto Alegre.
    Creio que com o investimento com verba pública e privada que será feito no Salgado Filho, as possibilidades de concretização de outras propostas, anseios de anos de outras comunidades, não se levarão a cabo.
    Me refiro ao aeroporto da Serra Gaucha, com até local definido em Vila Oliva e o aeroporto 20 de Setembro, onde São Leopoldo e Portão já se mobilizaram para recebê-lo.
    O aeroporto da Serra teria uma vocação para o transporte de cargas e o do Vale do Sinos seria uma espécie de suporte ao Salgado Filho (como é comum acontecer em qualquer grande cidade,, com aeroportos se complementando em pares).
    Acho que, transferindo a administração do maior e mais movimentado aeroporto do Estado a uma empresa privada, o governo agirá como se o problema de nossa infra estrutura aeroviária já estivesse resolvido ou, quem sabe, de que o problema agora seja de responsabilidade da Fraport, isentando-se assim de novos investimentos.
    Gostaria de estar enganado e que realmente o aeroporto da Serra Gaucha não tenha uma pá de cal jogada sobre si.

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    • Bom, quanto ao aeroporto 20 de setembro claramente não há demanda para a operação de dois aeroportos na RM de Porto Alegre. A presença de múltiplos aeroportos numa cidade geralmente traz problemas de conectividade e consequentemente redução no número de destinos aéreos que a cidade teria (Buenos Aires, que tem o triplo da população da RMPOA e um PIB 5x maior é um exemplo bem claro disso).

      Outro argumento que se usa para defender o 20 de Setembro seria que o Salgado Filho é muito longe do Vale dos Sinos. Entretanto:
      1) O vale do sinos tem acesso mais rápido ao Salgado Filho que boa parte do município de POA.
      2) A demanda aérea do Vale dos Sinos é bem pequena comparado à demanda aérea de POA, assim o 20 de setembro teria pouquíssimos voos. Ilustrando com dados da pesquisa “O Brasil que Voa”:

      Demanda anual entre municípios (soma dos dois sentidos)
      Porto Alegre – RS – São Paulo: 1.565.833
      Novo Hamburgo – São Paulo: 49.853
      São Leopoldo – São Paulo: 23.836

      Lembrando que para um único voo diário é necessário por volta de cerca de 69 mil passageiros (considerando um e195 – avião mais usado pela Azul – com 80% de ocupação). Claro, há outros destinos além de São Paulo, mas isso claramente mostra que a demanda do Vale dos Sinos sozinha não sustenta muita coisa.

      Já o Vila Oliva parece mais viável, mas há alguns fatores:
      1) O governo do RS não investe muito em aeroportos (ou em qualquer coisa relacionada à infraestrutura) e nem deve ter muito dinheiro para isso
      2) Muitos passageiros da Serra devem ir até o Aeroporto de POA em vez do de já existente de Caxias em busca de passagens mais baratas (isso é apenas uma suposição, não tenho dados para confirmar isso)
      3) Essa demanda de cargueiros para a Serra é questionável (numa pesquisa rápida não consegui encontrar qual seria essa demanda), e há de se considerar que talvez muito da carga poderia continuar a sair por outros aeroportos por fatores como preço, ou frequência. É importante lembrar que houve a demanda de agricultores pela construção de um aeroporto em Vacaria para voos cargueiros de fruta e, agora que a pista está pronta, claramente a demanda não está presente.

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      • Bastante técnica tua informação.
        Realmente, o 20 de Setembro, no Vale do Sinos poderia conflitar com o próprio Salgado Filho em termos de demanda. Mas acho que algumas ponderações devem ser feitas.

        Neste aspecto, embora o Vale tenha acesso facilitado ao Salgado Filho, como mencionastes, outras cidades que poderiam fazer uso do 20 de Setembro não tem este acesso tão próximo. Penso eu que, aumentando a oferta, a demanda tem tendência de aumentar também, justificando um aeroporto para a região. Pelo que mostras nos números, juntando apenas NH e São Léo já justificaria um voo diário para São Paulo (imagina se colocarmos neste cálculo todas as cidades que poderiam fazer uso deste aeroporto e todos os outros destinos que poderiam existir!).
        Não creio que um aeroporto no Vale do Sinos seja apenas para a população do Vale, uma vez que pode assumir um caráter regional (seria um aeroporto para todo o Vale do Sinos, Paranhana, Vales do Taquari e do Caí, numa população que ultrapassaria 2 milhões de pessoas, isso sem levar em consideração as demais cidades da própria Região Metropolitana de Porto Alegre – só o Vale do Sinos tem a população semelhante à da cidade Porto Alegre, para termos uma ideia). Assim, acho que se considerarmos as demandas destes municípios e a facilidade de acesso ao 20 de Setembro, talvez ele se justificasse sim.
        No mais, aproximaria a Região das Hortênsias do resto do país. De qualquer modo, teus argumentos parecem claros para mim de que não é algo tão viável assim e não tenho maiores conhecimentos técnicos para argumentar em contrário.
        O que sei é que, como descreves, muitos passageiros de Caxias vão a Poa, mas não apenas pelas passagens mais baratas, mas principalmente pela oferta e variedade de destinos que o aeroporto Caxias não pode assumir por variadas questões (principalmente pela pouca infra-estrutura deste aeroporto). Na minha ignorância, tenho certeza de que uma maior oferta de destinos e um barateamento nos custos de operação proporcionados por um aeroporto maior e mais moderno colocariam a Serra em patamar semelhante ao de Porto Alegre em termos de demanda aeroviária (a população total dos Coredes Serra e Hortênsias é de aproximadamente 1 milhão e cem mil habitantes com bom poder aquisitivo e bastante atrativos turísticos naturais e históricos).
        Além disso, a produção industrial da região serrana, pelo que li a respeito, por si já justificaria um maior investimento no transporte aéreo de cargas.
        Sobre o aeroporto de Vacaria, as notícias recentes que vi a respeito é de que ainda não está concluído, faltando poucos, mas cruciais, detalhes. Talvez este seja um dos empecilhos ao seu pleno funcionamento

        Sobre Buenos Aires, entendo que os aeroportos funcionam de maneira bem eficiente e independentes entre si. Um aeroporto com voos de menor distância e demanda, localizado dentro da área urbana da própria capital e o grande aeroporto de maior demanda na área metropolitana. Não lembro de ter ouvido comentar uma única vez sobre isso ser um problema ou complicador. Pelo contrário, os 2 aeroportos têm vida própria.

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        • De acordo com a pesquisa que citei, feita em 2014, a demanda entre RS-SP era de 3.5 milhões de passageiros por ano, então somente SP (o estado, não o município) já é cerca de 40% que algum aeroporto teria.

          Não dá para relacionar 100% população com demanda aérea, pois POA sempre terá (proporcionalmente) uma demanda de negócios muito maior que cidades pequenas, e viajantes de negócios tendem a viajar múltiplas vezes por ano, inflando o número de viagens, e uns 50% da demanda no Brasil ainda é de viagens a negócio.

          Embora que concorde que a distância do aeroporto influencie na decisão de viajar, os 30 km de diferença entre o SF e o 20 de setembro influenciariam pouco nessa decisão. A distância passa a ser relevante quando se trata de cem ou mais km.

          O aeroporto de caxias tem uma infraestrutura ruim (só suporta aeronaves da Azul e Gol), mas mesmo com um aeroporto melhor provavelmente as tarifas ainda seriam maior do que em POA, mas não sei se a ponto de haver gente indo da Serra a POA para pegar voo. Até por isso que considerei o Vila Oliva mais viável.

          Eu concordo plenamente que a infraestrutura aeroportuária do RS é bem deficiente, mas, com base nos números de demanda e as distâncias envolvidas, seria mais importante realizar reformas que permitissem que os aeroportos de Santa Maria, Pelotas e talvez Passo Fundo e Santo Ângelo recebessem aeronaves Airbus e Boeing, o que não é possível agora.

          E sobre Buenos Aires: a divisão entre aeroportos é prejudicial em alguns aspectos:
          pessoas de muitas cidades do interior da Argentina precisam pegar ônibus entre o aeroparque e Ezeiza para conectar a voos internacionais. Isso faz que as maiores cidades do interior da argentIna tenham voos para Guarulhos, Galeão, Santiago ou Lima e de lá os passageiros façam a conexão para os destinos finais na América do Norte ou Europa. Esse processo “suga” a demanda que se conectaria “naturalmente” em Buenos Aires faz que a Argentina tenha menos destinos internacionais do que poderia ter (comparado a SCL, por exemplo). Foi uma delonga muito grande, mas é complicado explicar que dois aeroportos significa menos destinos e menos passageiros e, realmente, ninguém cogita fechar o Aeroparque devido à distância do Ezeiza até o centro de BA. Outro exemplo desse processo de “mais aeroportos = menos destinos” seria Milão, onde nem a Lufthansa nem a Alitalia conseguiram desenvolver um hub no Aeroporto Milão-Malpensa (que tem a estrutura para receber aeronaves grande) pois quem viaja dentro da Europa prefere o aeroporto Milão-Linate, e assim fica difícil de desenvolver a rede local de voos para alimentar os voos de longa distância. Ainda assim, não é um exemplo bom comparado ao que seria POA, pois eu não consiga pensar em um exemplo no mundo de região metropolitana com a população E PIB da RMPOA que dívida o tráfego aéreo em dois aeroportos, de qualquer modo, espero que agora eu consiga ter expressado o que eu queria dizer.

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  4. Por ser a Fraport operadora do fantástico e poderoso aeroporto de Frankfurt, nos dá alento de que pela primeira vez se fará algo grande, moderno e funcional em termos de aviação para a capital gaúcha, e que isto beneficiará todo o estado gaúcho, especialmente os produtores que poderão finalmente transportar mais cargas com eficiência via Salgado Filho.

    Curtido por 1 pessoa

    • Só uma observação. O fantástico e poderoso aeroporto de Frankfurt fica num fantástico e poderoso país, com uma fantástica e poderosa organização estatal, fantástico e poderoso nível cultural, e fantástica e poderosa legislação anticorrupção. Fora isso, é tudo igualzinho.

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