Terreno da Brigada Militar na Ipiranga será leiloado em fevereiro

Ginásio da Brigada após temporal

O terreno onde hoje fica o Ginásio da Brigada Militar (ESEF – Brigada) e a Escola do Corpo de Bombeiros será leiloado ainda em fevereiro.

A decisão do Governo do Estado vem devido ao fato do Ginásio ter sido severamente atingido pelo temporal que ocorreu no dia 1º de outubro de 2017.

Avaliado em cerca de R$ 41 milhões, o terreno deve ser leiloado juntamente com o terreno da Escola do Corpo de Bombeiros que fica atrás. Os dois somados somam R$ 119 milhões de reais.

Foto perfil de Mário Rossini, Facebook

As novas instalações, mais modernas, serão construídas na área da Academia de Polícia Militar (na Avenida Aparício Borges).

Área que será leiloada. Google Maps.

Mais informações em breve.



Categorias:Arquitetura | Urbanismo

Tags:, ,

42 respostas

  1. Tá certo em vender? Sim, com certeza. É o melhor momento? Acredito que não. Não creio que obtenham lance para este valor. E outra coisa, quando o Estado é patrimonialista, como o é o Brasil e seus entes federados, obviamente não conseguem prover nem o básico para os seus cidadãos, pois precisam de muito $$$$ para manter estas estruturas arcaicas.

    Curtir

  2. uma coisa é pedir um valor por algo outra é vender,se for um bom negócio o governo do Estado vende rápido se não vai mofar,aliás não saiu nada la no estaleiro né,restrições de construção sei lá.

    Curtir

  3. É realmente um escândalo. A área do Pontal foi adquirida em 2008 pela BM Par, pela migalha de 7,2 milhões. Hoje o Governo do Estado anunciou leilão das áreas da Brigada Militar pelo preço mínimo de 119 milhões. Vejam a discrepância ACACHAPANTE dos números.

    Brigada Militar; área total do terreno = 31.000 m². Valor do metro quadrado dos dois terrenos segundo dados oficiais da SMF = 1.962,40
    Preço total da área (sem os prédios já existentes) = 60.800.000,00

    Pontal do estaleiro; área total do terreno = 42.000 m². Valor do metro quadrado da área segundo dados oficiais da SMF = 2.652,00
    Preço total da área = 111.680.000,00

    BM Par pagou 7,2 milhões por uma área que vale 111 milhões. Precisa comentar? Estado rico é assim. Entrega o patrimônio do cidadão e contribuinte a preço vil. Depois não paga o salário dos servidores alegando crise financeira desesperadora. Triste, mas esse é o nosso estado. Tudo tem explicação.

    Curtir

    • Oi Zé,

      Algumas ponderações sobre o assunto que questionas e parece bem interessante.
      Pelo que lembro o terreno não foi adquirido do Estado ou de qualquer ente público, mas sim da massa falida do Estaleiro Só.
      Fato interessante é que a mesma massa falida, embora tivesse centenas (centenas mesmo!) de processos trabalhistas ajuizados, mesmo assim conseguiu desvincular o patrimônio do terreno e vendê-lo a preço de banana, como bem mencionas…
      Agora, fatos mais interessantes (envolvendo 2 personagens atuais da política nacional podem ser verificados num dos artigos deste blog. Aconselho a dar uma olhada.
      https://poavive.wordpress.com/2009/02/01/fraude-pontal/
      Tudo tem explicação…

      Curtir

      • Sim eu tinha lido no site do link. A minha única discordância é quanto ao preço de 150 milhões. De acordo com o preço do metro quadrado hoje em voga na planta de valores imobiliários da SMF, o preço total da área fica em 111 milhões. De qualquer modo, a comparação com a merreca de 7,2 milhões paga em prestações pela BM Par tornam o projeto Pontal do Estaleiro o investimento mais lucrativo do mundo. Inclusive, com esse lucro todo, o investidor nem precisaria mais implantar o projeto. Poderia simplesmente revender a área pelo preço de mercado. Que negócio no mundo rende 1400% em poucos anos? O mundo político é fascinante.

        Curtir

        • Sim, concordo plenamente de que o mundo político é algo bem peculiar.
          Apenas acho importante esclarecer que o Pontal do Estaleiro não foi um patrimônio do Estado vendido a preço de banana e sim algo que pertencia à massa falida de uma empresa particular cehia de processos trabalhistas a serem resolvidos, o que não deixa de ser estranho devido às circunstâncias todas que cercam o procedimento todo e podem ser facilmente pesquisadas na internet.
          Olha, a bem da verdade, sei bem como funciona isso. Digo por que trabalhei muito tempo com corretores e construtores e presenciei algumas coisas bem interessantes, desde leilões arranjados por parte dos leiloeiros até combinações entre os interessados em arrematar. Também sei de casos em que os peritos avaliadores (geralmente corretores ou engenheiros) combinaram entre si, e com possíveis interessados, avaliações de imóveis abaixo do preço de mercado, desde que recebessem “algum” em troca.
          Um dos fatos mais absurdos que presenciei foi um leilão em NH em que participei como orientador de um construtor em que o preço mínimo constante no edital publicado foi reajustado cerca de 40% no momento do leilão por que, segundo o leiloeiro, “houve um erro por parte daqueles que fizeram a avaliação”. Resumindo, os leiloeiros acharam o valor das avaliações feitas por peritos, muito baixo e resolveram reajustar a seu bel prazer (afinal ganham percentualmente ao arremate). Realmente, o valor estava bem abaixo do preço de mercado o que leva a crer que alguém ali tinha feito algo anormal.
          Cito outro exemplo interessante. Um imóvel adquirido entre 2003 e 2006 (não lembro o ano preciso) da massa falida de uma empresa, em pleno centro do São Leopoldo por cerca de R$ 3 milhões com aproximadamente 27.000 m². Hoje, cerca de 10 anos depois, está estimado em mais de R$ 30 milhões (e mesmo assim tenho dúvidas de que o proprietário venda por este valor).

          Curtir

%d blogueiros gostam disto: